Monthly Archives: Março 2014

Divulgada a lista dos nomeados para o Carnegie Medal 2014

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Já foi anunciada a lista dos nomeados para o Carnegie Medal 2014, um prémio que distingue a melhor obra de literatura para crianças publicada no ano anterior, no Reino Unido. A particularidade desta medalha é o júri ser constituído por um grupo de treze crianças bibliotecárias do Youth Libraries Group of CILIP, que recebe também opiniões de estudantes de todo o país que vão enviando as suas impressões à medida que vão lendo as obras selecionadas.

Também é atribuído um prémio ao melhor livro ilustrado, o Kate Greenaway Medal.

Poderão consultar a lista completa dos nomeados aqui.

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Biblioteca Fora D’Horas na Moita

As Bibliotecas Municipais da Moita promovem uma iniciativa muito divertida para crianças. Biblioteca Fora D’Horas leva as crianças a passarem a noite numa das suas bibliotecas, junto dos livros. O objetivo é promover o contacto com os livros, a leitura, contar histórias, assistir a pequenos espetáculos em conjunto. Para saber mais sobre esta e outras iniciativas, visite o sítio da Câmara Municipal da Moita aqui.

Children

Lista de nomeados para os prémios Hans Christian Andersen 2014

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O IBBY (International Board on Books for Young People) acaba de divulgar a lista dos nomeados para os prémios Hans Christian Andersen 2014. Seis autores e seis ilustradores foram selecionados a partir de 58 candidaturas. O prémio, atribuído pela primeira vez em 1958, é considerado o mais prestigiante do mundo para a literatura infantil e juvenil. Infelizmente não temos nenhum português entre os selecionados, mas há um ilustrador brasileiro – Roger Mello, também nomeado em 2010.

A notícia é daqui.

«Maze Runner» brevemente nos cinemas

As adaptações ao cinema de livros continuam em alta e desta vez é a obra juvenil de James Dashner que estreará na sua versão cinematográfica a 18 de setembro. Editado por cá pela Editorial Presença, a história passa-se num período pós-apocalíptico, num lugar misterioso povoado por um grupo de rapazes adolescentes, ali deixados não se sabe bem porquê. Tudo o que sabem é que para lá dos muros do sítio onde se encontram existe um enorme labirinto cheio de perigos, mas que poderá ser a sua única escapatória. O trailer já anda por aí. Mais sobre os livros aqui.

«The Sky Is Everywhere», de Jandy Nelson

Começo por explicar que li este livro em inglês. Infelizmente não se encontra traduzido em português. Porquê falar dele, então? Trata-se de uma leitura diferente para adolescentes numa altura em que o mercado se encontra saturado de livros dominados pela fantasia e pela ficção científica. Se quiserem experimentar ler em inglês, este livro será um bom desafio. Creio que os adultos que tentarem lê-lo, se não se vestirem de adolescentes por algumas horas e se sintonizarem na mentalidade daqueles anos, não conseguirão terminá-lo. Porque é, de facto, para adolescentes, escrito por um adulto que ainda se recorda de como é ser adolescente, e para um leitor adulto é capaz de ser fastidioso.

Vamos à história – Lennie Walker tem dezassete anos, adora ler, escrever poemas, faz parte de uma banda sinfónica onde toca clarinete e vive na sombra da irmã Bailey, de dezanove anos. Quando Bailey morre, Lennie vê-se subitamente exposta, sem a asa protetora da irmã mais velha, e atirada para o meio do palco da sua própria vida. Envolvida numa dor profunda, Lennie encontra conforto em dois rapazes: Toby, o namorado da irmã, e com quem partilha o luto; e Joey, um rapaz vindo de França, músico talentoso e que a desafia a enfrentar a morte de Bailey. Lennie não consegue pensar noutra coisa se não na falta que sente da irmã e ao mesmo tempo como deseja ser beijada por aqueles dois rapazes, mesmo sabendo que estaria a cometer uma terrível traição se se deixasse cair nos braços do namorado da irmã. As hormonas estão ao rubro e Lennie não sabe muito bem o que fazer com isso. A verdade é que apesar de a avó e de o tio, com quem vive, pois a mãe abandonou-a e à irmã quando elas eram pequenas, tentarem que Lennie desabafe com eles, ela não consegue e sente que só Toby compreende a sua dor. Por outro lado, Joey retira-a do Santuário – nome que chama ao quarto que partilhava com Bailey, e de onde quase não sai – com o seu pestanejar encantador, a sua música, o seu sotaque francês e a sua dedicação.
Todo o livro é como uma ode ao luto pela perda de alguém tão próximo, tão importante, a que se adicionam as atribulações juvenis típicas da idade. Lennie é uma adolescente. Ponto. Por vezes egocêntrica, egoísta, que toma decisões impulsivas, sem medir as consequências dos seus atos. Vive  atormentada pelo abandono da mãe, embora a avó tente aligeirar esse facto com histórias fantásticas acerca dela; a perda da irmã que era para ela como um pilar de segurança; e ainda pelo desejo de obter conforto físico com o rapaz que é o único que espelha a sua dor, mas com quem sabe que não pode ficar.
Quase que se consegue ver o arco de Lennie quando se termina o livro e lemos as conclusões que retira das experiências que viveu nos últimos meses. Às vezes é preciso cometer erros, mesmo sabendo que são erros, para se seguir em frente. As personagens secundárias, como Gram, a avó, Big, o tio, Joey e Toby, e até Sarah, a melhor amiga, estão bem desenvolvidas e ajudam a conferir espessura ao mundo de Lennie.
A escrita de Jandy Nelson é muito peculiar, cheia de metáforas visuais que deslumbrarão alguns leitores, mas que poderão cansar outros. Não será uma leitura fácil para quem não costuma ler em inglês.

«I wish my shadow would get up and walk beside me.»

«I know the expression love bloomed is metaphorical, but in my heart in this moment, there is one badass flower, captured in time-lapse photography, going from bud to wild radiant blossom in ten seconds flat.»

«How will I survive this missing? How do others do it? People die all the time. Every day. Every hour. There are families all over the world staring at beds that are no longer slept in, shoes that are no longer worn. Families that no longer have to buy a particular cereal, a kind of shampoo. There are people everywhere standing in line at the movies, buying curtains, walking dogs, while inside, their hearts are ripping to shreds. For years. For their whole lives. I don’t believe time heals. I don’t want it to. If I heal, doesn’t that mean I’ve accepted the world without her?»

Nota-se que se trata do primeiro livro de um autor. Porém, Jandy amadurece o seu estilo no segundo romance, I’ll Give You The Sun.
Recomendo vivamente!

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Scott Westerfeld publica novo livro «YA» em setembro

Não se trata do primeiro livro de uma nova série, mas de um romance único. Intitula-se Afterworlds, e segue as aventuras de uma jovem autora, Darcy Patel, que se muda para Nova Iorque após assinar um contrato de edição. Em capítulos alternados, vamos seguindo também a história que Darcy escreve, a de Lizzie, que sobrevive a um ataque terrorista ao teletransportar-se para um mundo alternativo, entre a vida e a morte – o Afterworld. Nesse mundo Lizzie vive uma série de aventuras enquanto atua como guia de almas perdidas e fantasmas atormentados.

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Fotografia de Liza Groen Trombi

Noutras notícias relacionadas com as obras do autor, Scott Westerfeld encontra-se atualmente em negociações com uma estação de televisão para transformar a saga Uglies em série de TV. Está também a terminar de escrever um guia sobre como escrever para Jovens Adultos.

Scott Westerfeld é um autor best-seller do New York Times, conhecido pelas sagas Leviatã e Uglies, dirigidos ao público juvenil e jovem adulto, respetivamente. Para saber mais visitem a página oficial: www.scottwesterfeld.com

«Harriet the Spy» celebra 50 anos

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Harriet the Spy
é um clássico da literatura juvenil americana, escrito por Louise Fitzhugh, e publicado pela primeira vez em 1964. Que tenha conhecimento, nunca foi editado em Portugal, o que é uma pena, pois a protagonista da história, Harriet M. Welsch, tem onze anos, vive em Nova Iorque, e é uma aspirante a escritora.
Muito atenta ao mundo onde vive, Harriet é encorajada pela ama, Ole Golly, a escrever tudo aquilo que observa. Harriet passa a espiar os amigos, os colegas e os vizinhos, anotando todas as suas observações num bloco de notas. Um dia ela perde o bloco durante um jogo, os colegas apanham-no e ficam muito zangados ao descobrirem o que ela escreveu sobre eles. Harriet vê-se de um momento para o outro sozinha e transforma-se num alvo a abater pelos colegas que se juntam para lhe fazer a vida difícil. Harriet planeia vingar-se de todos aqueles que lhe pregaram partidas, mas no processo piora ainda mais a sua situação e isso reflete-se também nas notas da escola. Como poderá Harriet redimir-se, recuperar as amizades perdidas e reencontrar-se como aspirante a escritora? A ama, que entretanto casou e saiu de casa, dá-lhe a resposta, mas não será nada fácil fazer o que ela sugere.
A obra recebeu vários prémios pela forma realista e cheia de significado com que são retratados os problemas de uma rapariga citadina da época.  A autora faleceu em 1974, com cinco obras publicadas durante a vida (uma das quais a sequela de Harriet the Spy), e mais quatro postumamente.
Em 1996, Harriet the Spy foi adaptado ao cinema pela Nickelodeon. Este ano celebra 50 anos desde que foi editado.

Para os pequenos leitores que usam óculos

Quando se descobre que uma criança tem de usar óculos é sempre ou quase sempre uma complicação, porque não gostam, porque estão sempre a tirá-los, porque os deixam em todo o lado e podem partir-se. Os adolescentes, se não os usam desde pequenos, resistem ainda mais por uma questão de estética, porque lhes estraga a imagem, entre outras razões. Inspirada por um artigo em que perguntavam que livros haveria que ajudassem as crianças a sentirem-se bem com os seus óculos, fiz uma pesquisa de livros editados em Portugal que poderão cumprir esse objetivo.

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Começamos pelos livros infantis, como por exemplo Uns Óculos para a Rita, de Luísa Ducla Soares, da Civilização; Não Quero Usar Óculos, de Carla Maia de Almeida, Caminho; e A Glória detesta usar óculos, de Didier Dufresne e Agathe Hennig, Zero a Oito.

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Para os mais crescidos, temos como personagens arrojadas no uso de óculos o Pedro, da série Uma Aventura, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada; o Manuel, da série Os 7 Irmãos, de Margarida Fonseca Santos e Maria João Lopo de Carvalho; e, claro, Harry Potter, o famoso feiticeiro com cicatriz na testa em forma de raio, e óculos redondos sobre o nariz, de J.K. Rowling.
Haverá, com certeza, muitos outros. Ficam as sugestões!

«O Meu Pé de Laranja Lima» adaptado ao cinema

No próximo dia 20 de março, estreia o filme «O Meu Pé de Laranja Lima» nos cinemas nacionais. Trata-se de uma adaptação do romance juvenil de José Mauro de Vasconcelos, publicado em 1968 no Brasil, e traduzido para 52 línguas.  Em Portugal é editado pela Dinapress. 

«Zezé tem quase oito anos e vive com a sua família pobre e numerosa. Ele é sensível, traquina e um grande contador de histórias. Para compensar a falta de afeto e carinho […] em casa, refugia-se num mundo imaginário com o seu confidente, um pé de laranja lima com quem partilha as coisas boas e más da vida. Quando menos espera, Zezé descobre a mais bela das amizades num adulto solitário, Manoel Valadares, o “Portuga”, que tenta participar no seu universo especial. Este dá a Zezé a ternura e compreensão que ele tanto precisa e a criança oferece ao amigo um mundo de fantasia e imaginação que este jamais imaginou viver.»
[sinopse daqui]

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