Monthly Archives: Junho 2014

A livraria Abracadabra, Barcelona

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Situada na rua Álvarez de Castro, não muito longe da Basílica de Santa Maria del Mar, em Barcelona, a livraria Abracadabra é especializada em literatura infantil e juvenil, com uma seleção de livros nacionais e internacionais, em diversas línguas, incluindo edições em português. Além das tradicionais atividades, a livraria promove pequenos teatrinhos em que as crianças interpretam as personagens dos seus contos favoritos e aprendem técnicas de expressão corporal, dança e música. Uma livraria a visitar para quem estiver de visita à cidade. Mais sobre a Abracadabra no seu sítio oficial aqui.

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Passagem do autor de «O Diário de Um Banana» por Lisboa

Jeff Kinney esteve pela primeira vez em Lisboa, no último dia da Feira do Livro, e registou a sua passagem pelo Parque Eduardo VII no twitter @wimpykid.

 

Quino é homenageado em França com exposição de «Mafalda»

 

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No âmbito do quinquagésimo aniversário da Mafalda de Quino, a Fundação Glénat organizou uma exposição de homenagem ao ilustrador no Convento de Sainte-Cécile, em Grenoble, França.  A exibição «Mafalda, uma menina de 50 anos», inaugurada a 12 de junho e patente até 22 de setembro, conta com cerca de 117 fac-símiles, 21 painéis e 95 metros de quadradinhos.

Mais sobre este evento aqui.

O Musée de l’Illustration jeunesse

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Fica em Moulins, na região de Auvergne, França, e abriu ao público em 2005. Instalado num prestigiado hotel no centro histórico da cidade, este museu de ilustração infantil expõe livros ilustrados e desenhos originais do século XIX e XX. Trata-se do primeiro museu em França exclusivamente dedicado à conservação, promoção e estudo de obras gráficas destinadas às crianças e aos jovens.

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Fotografia daqui.

Todos os anos o museu atribui o Gran Prix de l’illustration a uma obra ilustrada para crianças. Em 2013, o prémio foi entregue a May Angeli pela obra Des Oiseaux, de Buffon.

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Mais sobre a história do museu aqui.

A polémica à volta dos adultos que leem «Young Adult»

 

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O debate não é recente, mas agora a discussão aqueceu entre aqueles que defendem que os adultos não deviam ler literatura para jovens, por se tratar de má literatura ou por não ser adequada àquela faixa etária, e aqueles que advogam o contrário.

No artigo Against YA, Ruth Graham afirma que os adultos «deviam sentir vergonha» por lerem livros destinados às crianças, e que por isso deviam dedicar-se à leitura de «ficção literária séria».

A autora do artigo refere alguns números, como por exemplo que mais de 50% dos compradores deste tipo de literatura têm idades superiores a 18 anos, e que 28% têm idades entre os 30 e os 44 anos. São números surpreendentes que dão que pensar.

Ruth põe de parte aquela literatura considerada abertamente má, como o Twilight, de Stephenie Meyer, e debruça-se sobre o «realismo contemporâneo YA», promovido pelo mega-sucesso de John Green, A Culpa é das Estrelas. 

Os temas mais explorados neste género de livros têm que ver com a angústia juvenil, o primeiro amor, a primeira relação sexual, o futuro escolar e profissional, assuntos que para os adultos já não terão tanto significado, pelo que se compreende a posição desta articulista.  Dependendo do nível de maturidade dos adultos que leem romances juvenis, muitos não conseguirão evitar «revirar os olhos» a cada página. Então porquê lê-los? Ruth acredita que A Culpa é das Estrelas ou Eleanor & Park são efetivamente boas leituras para adolescentes, mas não para adultos, que retirarão desses livros pouco mais do que «escapismo, gratificação instantânea e nostalgia».

No fim do artigo, a autora chama a atenção para uma declaração da atriz Shailene Woodley, que interpreta o papel de Hazel na adaptação cinematográfica do livro de John Green, para explicar porque é que não vai mais fazer papéis de adolescente (depois de Divergente, suponho): «No ano passado quando fiz o Culpa [é das Estrelas], senti empatia pela adolescência, mas já não sou uma jovem adulta, sou uma mulher.»

A reação ao artigo foi imediata e mereceu uma resposta irónica de uma autora de literatura para jovens, Kathleen Hale, em A Young Adult Author’s Fantastic Crusade to Defend Literature’s Most Maligned Genre. Contudo, não se podem ignorar as questões que Ruth coloca e que justificam o debate. O perigo aqui é limitar-se simplesmente ao ataque de parte a parte e de não se examinar com imparcialidadecada perspetiva.

Entretanto já existe uma lista Anti-Anti-YA, com sugestões de bons livros que podem ser lidos tanto por adolescentes como por adultos, aqui, onde se encontra também o artigo que me chamou a atenção para esta discussão virtual. Recomendo ainda a leitura deste artigo sugerido no texto de Ruth Graham.

Livraria Cabeçudos é a Livraria Preferida dos portugueses em 2014

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A eleição é promovida pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e neste segundo ano a iniciativa foi alargada ao território nacional (no ano passado ficou restrita à área de Lisboa). Fundada em 2010, por Rui Andrade, a Cabeçudos, especializada em livros infantis e também juvenis, foi eleita em 2014 a livraria preferida dos leitores que participaram na votação feita através da Internet. Situada no Lumiar, em Lisboa, a livraria não só vende livros para crianças, como também organiza diversas atividades entre lançamentos, oficinas e leituras.

Notícia de Blogtailors.

O realismo contemporâneo está na moda

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Quebrada a onda das histórias passadas em futuros distópicos, em que os heróis ou as heroínas combatem o regime imposto, criada pelo mega-sucesso de Os Jogos da Fome, da autora Suzanne Collins, eis que o realismo contemporâneo invade as livrarias. Depois de mais de uma década dedicada à feitiçaria, aos vampiros, aos lobisomens, anjos e futuros pós-apocalípticos,  este ressurgimento como que restaura a glória do género quase desaparecido dos escaparates.

Lá fora a tendência está definitivamente marcada, enquanto em Portugal os autores portugueses nunca chegaram a abandonar o género, como por exemplo, no caso juvenil, a Margarida Fonseca Santos, a Maria João Lopo de Carvalho, etc.

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Como é que isto aconteceu? A «culpa» será de John Green, mas não exclusivamente, com o seu A Culpa é das Estrelas (cuja adaptação ao cinema já anda a estrear pelo mundo), de autores como Rainbow Rowell, com Eleanor & Park, R.J. Palacio, com Wonder, Jandy Nelson, entre outros.

O escapismo que os géneros fantásticos e distópicos proporcionavam, dão lugar agora ao confronto com histórias de heróis que passam por situações semelhantes às dos leitores, que têm de enfrentar obstáculos colocados pela doença, pela sociedade ou por si próprios, mas que no fim  procuram o mesmo que todos os outros – o amor, a liberdade de escolha, de identidade e uma compreensão do mundo no presente.

O Publishers Weekly, publicação dedicada ao setor editorial, tenta encontrar aqui uma explicação para o crescimento do realismo contemporâneo na literatura para adolescentes.

Bloomsbury reedita «Harry Potter» com ilustrações de Jonny Duddle

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Jonny Duddle foi o ilustrador escolhido pela editora inglesa da saga Harry Potter, a Bloomsbury, para criar as novas capas da reedição, a ser lançada a partir de 1 de setembro.

As capas dos dois primeiros livros já foram reveladas e é notável a diferença em relação às anteriores, e também uma certa semelhança com as americanas, a cargo do ilustrador Kazu Kibuishi.

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Jonny Duddle cria ilustrações para livros, como os de Terry Pratchet, para cinema, como o filme de animação nomeado para os Óscares The Pirates! In An Adventure With Scientists, e para videojogos. Ganhou o prémio Waterstones e esteve nomeado para tantos outros.

Mais sobre o ilustrador e a sua obra aqui.

Aprender que todas as crianças são diferentes

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A literatura não é tudo e em certas idades as crianças preferem ler livros de não-ficção ou então livros com histórias sobre factos interessantes, que lhes ensinem algo concreto sobre o seu mundo. Há uma coleção da editora Arteplural que demonstra aos mais jovens que somos todos diferentes, e que cada um enfrenta desafios mais complicados do que outros, mas que podem ser ultrapassados com ajuda, como a dislexia, por exemplo, ou a dificuldade de concentração. Promovendo a compreensão deste tipo de problemas com que diversas crianças se deparam pode ajudar a reduzir o bullying e o isolamento. Além disso, mostra que é possível encontrar o método certo para que essas crianças sejam tão bem-sucedidas como as outras. Com ilustrações apelativas e uma linguagem acessível, esta coleção, intitulada Geniozinhos, da autoria de Barbara Esham, conta já com cinco volumes publicados em Portugal. Para conhecer todos os livros basta ir aqui.

Rede social de livros para crianças

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A Bookopolis é uma espécie de Goodreads exclusivamente para crianças e jovens, em que os miúdos podem criar uma conta, explorar novas leituras, construir uma estante virtual de livros, classificar livros e partilhar recomendações com os amigos. Diz que é uma plataforma segura para as crianças navegarem à vontade, com uma diversidade de sugestões, separadas por anos escolares. A plataforma está apenas em inglês, mas sempre é uma iniciativa interessante a divulgar.

Notícia daqui.