Monthly Archives: Setembro 2014

Distopias, fantasia e amor fraternal, o zunzum lá fora…

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A rentrée lá fora tem sido um passeio de montanha russa, com muitas novidades de autores novos e de autores já conhecidos. Aqui ficam alguns dos títulos que já andam a dar que falar.

The Infinite Sea, de Rick Yancey

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Acaba de ser lançada a esperada sequela ao best-seller do New York TimesThe Fifth Wave, cuja adaptação ao cinema já tem data de estreia para janeiro de 2016, com Chloë Grace Moretz (que interpretou recentemente a protagonista de outra adaptação de um livro YA ao cinema, Se Eu Ficar) no papel de Cassie Sullivan. Em The Infinite Sea, Cassie, Ben e Ringer enfrentam a Quinta Onda que precede a exterminação da raça humana.

I’ll Give You The Sun, de Jandy Nelson

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Após uma estreia fulgurante com o aclamado The Sky Is Everywhere, Jandy Nelson regressa com um livro que segue a história de um casal de gémeos, Noah e Jude. Acompanhamos as suas vozes e os seus pontos de vista em épocas diferentes. A de Noah antes de um acontecimento importante que marca as suas vidas para sempre e a de Jude já depois desse acontecimento.

Aos treze anos, Noah é um rapaz solitário que passa a vida a desenhar e está a apaixonar-se pelo seu vizinho carismático, enquanto a irmã Jude salta de penhascos para o mar, usa batom vermelho e fala por eles os dois. Passados três anos, Jude e Noah mal se falam. Algo aconteceu que os separou, por motivos diferentes, mas igualmente dramáticos. Até que Jude conhece um rapaz atrevido e marcado pela vida, e uma outra pessoa que mudará tudo.

Uma adaptação ao cinema já está a caminho a cargo da Warner Bros.. A crítica já o considera um dos melhores livros para adolescentes do ano.

«Readers are meant to feel big things, and they will—Nelson’s novel brims with emotion (grief, longing, and love in particular) as Noah, Jude, and the broken individuals in their lives find ways to heal.» – Publishers Weekly

«I’ll Give You the Sun is a daydream… otherworldly and mesmerizing… Nelson’s evocative language envelops one’s imagination… an exquisite surrender to wonder and possibilities.» – The Boston Globe

«A resplendent novel…Art and wonder fill each page.» – School Library Journal

The Young Elites, de Marie Lu

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A autora da série Legend lança uma nova série de fantasia para adolescentes. Neste novo livro seguimos a história de três personagens, Adelina Amouteru, uma sobrevivente a uma doença mortal e que poderá ter dons escondidos; Teren Santoro, líder do Eixo da Inquisição, cuja função é encontrar as tais Jovens Elites do título do livro e destruí-los antes que eles destruam a nação;  e Enzo Valenciano, um membro da Dagger Society, cujo objetivo é encontrar Jovens Elites, que eles acreditam possuir dons extraordinários, e protegê-los da Inquisição. Porém quando estes descobrem Adelina verificam que ela tem poderes ainda mais incríveis do que aquilo que imaginavam.

Aqui ficam algumas críticas da imprensa:

«Lu pivots from the ‘coming of age via romance’ formula to pry apart the many emotions that pass under the rubric of love… There’s nothing easy here, for Adelina or readers—there are no safe places where the pressures of betrayal, death threats, and rejection aren’t felt.» – Publishers Weekly

«Lu seamlessly melds an unforgettable and intoxicating historical fantasy narrative with a strong female protagonist that grapples with an issue experienced by all young adults—acceptance of one’s self… Lu’s new series will be a surefire hit with old and new fans alike.» – School Library Journal

Medo do escuro

A Orfeu Negro anunciou para outubro a edição em Portugal da obra de Lemony Snicket e Jon Klassen, O Escuro. Lemony Snicket, conhecido pela saga juvenil negra Uma Série de Desgraças, aventura-se aqui no infantil e conta a história de Lucas, que «vive numa casa grande e fria, com tectos que rangem, janelas altas e lanços de escada. O escuro vive na mesma casa que o Lucas. Esconde-se no armário, atrás da cortina do banho, estende-se à noite por todos os espaços da casa… O Lucas tem medo do escuro. Mas o escuro não tem medo dele. Uma história de suspense sobre um dos medos associados à infância, acompanhada pelas inegável beleza das ilustrações de Jon Klassen.»

Aqui fica a fotografia da capa, publicada na página da Orfeu Negro.

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Filme de «Hunger Games: Mockingjay Part 1» promete…

por Alexandra Martins

Com a aproximação do mês de novembro, cresce a expectativa em torno do filme The Hunger Games: Mockingjay Part 1, a primeira parte do épico final da trilogia Os Jogos da Fome. Já foram divulgados alguns teasers (ver aqui e aqui) e os rostos da revolta já foram apresentados, num conjunto de cartazes promocionais. Destes cartazes, a ausência mais notada é Katniss.

Sim, já sabemos que neste último livro (dividido em dois filmes) vamos encontrá-la num estado de fragilidade muito diferente daquele da lutadora que conhecemos. Mas Katniss é o Mimo-gaio e já sentíamos falta dela. Entretanto foram lançados os seus primeiros dois posters.

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Nas imagens encontra-se trajada com o fato de Mimo-gaio criado por Cinna (naquela em que está de costas podemos admirar a beleza das asas negras), com a trança sobre o ombro, e fazendo-se acompanhar da sua icónica arma: o arco e as flechas. A determinação espelhada no rosto de Katniss, interpretada por Jennifer Lawrence, aliada às chamas ao fundo (ao contrário dos cartazes dos restantes rebeldes, este é o único que tem fogo, fazendo-nos lembrar que Katniss é A Rapariga em Chamas) revela-nos um filme que em tudo parece prometer superar as expectativas dos fãs.

E enquanto novembro não chega, ficamos com o trailer oficial:

Dez minutos por dia

por Alexandra Martins

A leitura diária é aconselhada desde a mais tenra idade. Pediatras de todo o mundo aconselham a que os pais leiam em voz alta para os seus filhos como forma de estimular o seu desenvolvimento e o seu crescimento.
A campanha Read On. Get On., criada por um conjunto de organizações e empresas do Reino Unido com o objetivo de garantir que todas as crianças têm «futuros mais brilhantes ao terminarem a escola básica enquanto leitores confiantes», lançou agora um vídeo que procura exemplificar a importância que a leitura tem para as crianças. Uma forma criativa de nos mostrar uma realidade que todos devemos promover: crianças que leem serão adultos mais bem preparados para a vida.

A literatura infantil e a censura

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Em Histórias em Verso para Meninos Perversos, de Roald Dahl, o autor escreve: «Pensam vocês que sabem esta história? / Mas a que têm na vossa memória / É só uma versão falsificada, / Rosada, tonta e açucarada / Feita para as crianças inocentes / Não terem medo, / Ficarem contentes.» É com estes versos que Elisa Corona inicia a sua tese Niños, niggers, muggles… Sobre literatura infantil y censura. Na introdução, a autora relembra alguns dos livros para crianças mais censurados, como As Aventuras de Huckleberry Finn, Charlie e a Fábrica de Chocolate e Harry Potter, que Joseph Ratzinger, antes de se tornar Papa Bento XVI, condenou por a seu ver «minar a cristandade». Elisa Corona explora os mecanismos de censura nos casos particulares daqueles livros e os diferentes contextos que levam a que certas histórias sejam alvo de atenção por parte dos «salvadores de consciências». O livro pode ser lido na íntegra aqui.

Ler «Harry Potter» pode torná-lo uma pessoa melhor

por Catarina Araújo

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Pelo menos é essa a conclusão de um conjunto de estudos levados a cabo na Universidade de Módena e Reggio Emília, em Itália, por uma equipa liderada pela psicóloga Loris Vezzali. A investigadora afirma que a leitura de Harry Potter «melhora atitudes relativamente a grupos estigmatizados como imigrantes, homossexuais e refugiados». Vezzali defende que «livros de fantasia como Harry Potter poderão ajudar educadores e pais a ensinar as crianças a serem mais tolerantes».

Para saber mais sobre este estudo ir aqui e ao artigo da Scientific American, Porque é que toda a gente deveria ler Harry Potter.

Obviamente trata-se apenas de um exemplo. Haverá muitos outros livros infantis e juvenis capazes de veicular valores de respeito e tolerância pelo outro e ajudar as crianças a serem «melhores adultos».

Via io9.

Os livros que lemos na infância ficam para a vida

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Estudos são estudos. Os resultados podem variar, de acordo com os parâmetros usados para realizar esses estudos. Há estudos de tudo e mais alguma coisa, é verdade. Um dos mais recentes é do Facebook e revela «os livros da nossa vida», pelo menos daqueles que utilizam aquela rede social, aparentemente só no Reino Unido, na Índia e nos EUA. Não obstante, já dá para tirar algumas conclusões, como por exemplo que boa parte dos títulos presentes no top 20 são de literatura infantil e juvenil, o que mais uma vez demonstra a importância que tem a leitura quando se é pequeno. Harry Potter ocupa o primeiro lugar e Mataram a Cotovia o segundo das preferências.

A lista completa encontra-se aqui.

Via Observador.

Os adultos não sabem ver como as crianças

por Alexandra Martins

Reli recentemente O Guarda da Praia, da autoria de Maria Teresa Maia Gonzalez. Não me lembro que idade tinha quando o li pela primeira vez, mas sei que fiquei com boas memórias. Agora, repesquei-o da prateleira, mas a experiência de leitura não foi de modo nenhum igual.

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Este livro é sobre uma escritora, a narradora da história, que arrenda uma casa na praia, durante o verão, para terminar o seu romance. É então que conhece Dunas, um rapaz tão selvagem como o cenário que o rodeia; Dunas é livre, irreverente e muito curioso. Inicialmente, a narradora fica assoberbada com este rapaz, mas à medida que o vai conhecendo, começa a ganhar-lhe carinho e forma-se entre os dois uma bonita amizade.

Em miúda, eu vibrava com a força e a ousadia do Dunas, partilhávamos a idade, os longos meses de verão e as liberdades que só tem quem vive perto da praia. Eu entendia o Dunas. Entretanto cresci e tornei-me adulta, já não sou o Dunas, mas também não me identifiquei com a narradora (que me parece ter bastante menos importância na história do que o nosso pequeno protagonista). Deixei de viver o livro para o ler como uma espetadora externa e isso fez a total diferença na experiência de leitura.

Poderia dizer que, tendo lido agora O Guarda da Praia percebi muitas coisas que não percebi na altura (como por exemplo as complexidades da família disfuncional do Dunas), mas isso não compensa o facto de não ter sentido a magia do livro fluir em mim, como sei que aconteceu da primeira vez que o li. Há livros que são escritos para serem lidos e sentidos apenas pelos mais novos e acho que este é um deles, onde o herói é como eles e onde o mundo se vê através dos olhos de uma criança. Olhos esses que, por vezes, faltam aos adultos…

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O Guarda da Praia continua a ser um excelente livro infantil, abordando temas que são fulcrais ainda nos dias de hoje: o respeito pela natureza e o nosso dever de a proteger, os laços familiares que vão para além do sangue e a cumplicidade que nasce das amizades mais bonitas e que não olham a idades. Um livro que me deliciou na infância e que, certamente, continuará a fazer as delícias de muitos jovens!

Rentrée à chuva

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As novidades de setembro e as últimas de agosto marcam uma rentrée onde a chuva já se anunciou e promete ficar até à chegada do outono. A companhia dos livros nunca foi tão necessária como agora. Aqui ficam alguns títulos que andam ou irão dar que falar por cá no nosso retângulo.

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Os Descendentes de Merlin – A Dama do Lago, Rita Vilela, Clube do Autor

O segundo volume da série de Rita Vilela chega este mês às livrarias. Neste volume, Lina, uma descendente de Merlin, o mago, terá de optar entre salvar uma vida que lhe é querida ou entregar nas mãos do inimigo um dos relatos mágicos que jurou proteger.

Mais sobre estes livros no blogue da autora, aqui.

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Aqui e Agora, Ann Brashares, Editorial Presença

Da autora de Quatro Amigas e um Par de Calças, chega-nos Aqui e Agora (The Here and Now), para os leitores adolescentes.

«Prenna James é uma jovem de dezassete anos que imigrou para Nova Iorque quando tinha doze. Só que Prenna não chegou a Nova Iorque vinda de outro país… ela veio de outro tempo, de um futuro onde uma doença transmitida através de mosquitos se tornou uma pandemia arrasadora que deixou o mundo em ruínas. Prenna e as outras pessoas que conseguiram escapar são obrigadas a seguir um conjunto de regras muito rígido: nunca revelar de onde são, nunca interferir com o curso da história e nunca, em circunstância alguma, estabelecer uma relação mais íntima com alguém que não faça parte da comunidade. Prenna faz tudo como lhe dizem, acreditando que está a ajudar a prevenir os problemas que um dia vão assolar o planeta. Mas tudo isso irá mudar no dia em que Prenna conhece Ethan Jarves…Emocionante e arrebatador, Aqui e Agora é um romance que lança um olhar sobre um amor impossível e a oportunidade de mudar o futuro.»

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Os Últimos Treze, James Phelan, Bertrand Editora

Chega também em meados de setembro o primeiro volume de uma série de treze livros que acompanha a história de Sam, um jovem adolescente cuja vida se altera drasticamente quando é raptado e descobre que os pais não são quem pensava que eram. A partir daqui, Sam terá de enfrentar muitos perigos e desvendar uma antiga profecia que poderá ser a sua única salvação contra um inimigo misterioso que conspira para destruir tudo aquilo que ele conhece.

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Com o Tempo, Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, Planeta Tangerina

Para os mais pequenos, já anda a circular pelas livrarias o novo livro infantil da Planeta Tangerina.

«Todos já demos por isso: o tempo está sempre a passar, a passar, a passar… E nós, com ele, também vamos passando, por tudo e por mais alguma coisa. O tempo muda-nos. Muda as coisas à nossa volta. Transforma tudo. Com o tempo, percebemos isso.»

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O Estranhão, Álvaro Magalhães, Porto Editora

O novo livro de Álvaro Magalhães é sobre um rapaz de onze anos chamado Fred, mais conhecido por Estranhão, «com um Q.I. acima da média, que conta a sua estranha vida (a família, a escola, os amigos, os amores), com palavras e desenhos, enquanto reflete sobre tudo o que o rodeia. O seu grande desafio é viver uma vida normal, sem sobressaltos, e chega a fingir que é estúpido para não ser incomodado pelos que fingem ser inteligentes. Mas isso não é tarefa fácil para um Estranhão. Pois não?»