Monthly Archives: Fevereiro 2015

Para pensar, aprender, imaginar…

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Crianças que acreditam, crianças que são atiradas para um mundo sem futuro, mas onde a luz se encontra nos livros chamuscados, crianças que aprendem o significado profundo de certas palavras, crianças que são crianças, e crianças que descobrem a diversidade do afeto. Estes são alguns dos títulos que estão a dar que falar.

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Não fiz os trabalhos de casa porque…, de Davide Cali e Benjamin Chaud, Orfeu Negro

«É impossível fazer os trabalhos de casa quando um avião de macacos aterra à nossa porta. Além disso, os elfos esconderam todos os lápis. E houve também um problema com plantas carnívoras! As desculpas absurdas seguem-se umas às outras, num crescendo hilariante, ilustrado ao detalhe por Benjamin Chaud. Divertimento garantido para miúdos e graúdos e para todos os que gostam de procrastinar com muita imaginação.»

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Coleção «Vou pensar nisso», de Isabel Zambujal, ilustração Inês Fonseca, Alêtheia

«”Vou pensar nisto” é uma colecção que fala de coisas sérias a brincar. Fala de palavras enormes não por causa do seu tamanho, mas porque cabem muitas coisas importantes dentro delas.»

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Que Luz Estarias a Ler?, de João Pedro Mésseder, ilustração Ana Biscaia, Xerefé Edições

«Aysha é uma menina que perde Kalil num bombardeamento à escola deles mas que encontra nos livros uma ligação eterna com o amigo.» Artigo sobre o livro aqui.

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Eu acredito, de David Machado, ilustração Alex Gozblau, Alfaguara Portugal

«O que acontece quando um grande contador de histórias e um grande ilustrador se juntam? Uma história para sempre. Eu Acredito é um livro sobre a magia e o encanto de ser criança. Um menino que transforma as suas dúvidas em certezas e nos devolve a todos a esperança e a beleza da infância.»

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Não há dois iguais, de Javier Sobrino e Catarina Sobral, Kalandraka

«Há-os em todos os países, nas terras altas e nas planícies longínquas, nas urbes populosas e nas aldeias esquecidas. Podem encontrar-se em qualquer lugar, apesar de não serem fáceis de conseguir … Em Não há dois iguais, Javier Sobrino e Catarina Sobral abordam o tema do afeto a partir de um ponto de vista poético, diverso e com base numa proposta enigmática que deixa os leitores em suspense até ao final do livro.»

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BÊ-Á-BÁ… Vamos ler com os bebés!

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por Sofia Pereira

Nas sociedades contemporâneas, a leitura tem vindo a assumir um papel primordial no desenvolvimento cultural, científico e social de todos os seres humanos. Torna-se, assim, fundamental encontrar atividades que captem a atenção para o mundo dos livros, sobretudo nas crianças e nos jovens que ainda não criaram hábitos de leitura.

Como o prazer da leitura é algo que se aprende e se cultiva, é necessário criar condições em que o ato de ler tenha a capacidade de dar resposta aos desejos, às curiosidades, aos interesses e às necessidades das crianças e dos jovens.

O encanto pelo mundo dos livros e das letras deve ser iniciado em tenra idade, nas crianças mais pequeninas (0 aos 36 meses), com a participação da família como elemento de mediação no processo de relacionamento do bebé com o livro. Neste primeiro contacto, os bebés obtêm uma mensagem de apreço não só pela leitura – ler dá prazer, mas também é um ato de afeto: alguém lhe quer bem. O livro, que se mascara de brinquedo, torna-se essencial para o seu desenvolvimento cognitivo e afetivo. Cria-se um ambiente apelativo, em que pais e bebés/crianças estimulam capacidades cognitivas, motoras, sensoriais, emocionais e sociais, através do envolvimento da leitura numa dimensão lúdica.

Esta descoberta da paixão pela leitura em família procura, ainda, estimular vínculos de afeto, através da observar, do escutar e da partilha de emoções. Deixamos aqui a sugestão de alguns livros que podem distrair e entreter os mais pequeninos e a família, contribuindo assim para a sua formação enquanto leitores:

Ovelha Tita

Ovelha Tita, de Yoyo Books, Marus

«Este livro macio que emite sons quando é manuseado, vai fazer as delícias do seu bebé durante horas, quer em casa, quer em viagem. – Chocalho – Pega – Chia quando se aperta- Brinquedo macio e fofo – Sons tipo estalido.»
É um livro que visa a reprodução, pelo bebé, de sons para estimular a perceção auditiva e a sensibilização do gosto pela música.

Abelhinha

Abelhinha Atarefada – Ao Telefone, de Dawn Sirett, Civilização Editora

«Um livro de brincar muito divertido que faz as crianças pequenas sentirem-se crescidas! Este livro inclui um telefone de brincar com toques reais e luzinhas. As crianças podem usá-lo para fazer de conta que ligam à família, aos colegas de trabalho ou até cantar os parabéns a um amigo.»
Um excelente brinquedo-livro que estimula as crianças a desenvolverem o seu vocabulário e a criarem histórias.

O Bolinha

O Bolinha e as Primeiras Formas – Um Livro para Ver e Sentir, de Eric Hill, Editorial Presença

«Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura. Educação pré-escolar. Leitura com apoio do educador. No presente livro, o Bolinha ensina os mais pequeninos a reconhecer formas simples, apresentadas em imagens cheias de cor e com texturas cativantes para sentir com os dedos.»
A história do Bolinha proporciona atividades de estímulo, observação e reconhecimento de texturas, através dos recetores sensoriais, com vista a desenvolver a sensibilidade visual, tátil e estética.

Fábulas para os meus olhos – «A Bússola Dourada»

A Bússola Dourada, também conhecido como Os Reinos do Norte, é o primeiro volume de uma trilogia escrita por Philip Pullman. Os três livros foram best-sellers mundiais, vencedores de inúmeros prémios, com o terceiro volume, O Telescópio de Âmbar, a ser mesmo nomeado para o Man Booker Prize, um feito inédito para um livro destinado a crianças. A Editorial Presença publica a trilogia em Portugal. Em parceria com a página Música para os meus olhos, a «Fábulas para os meus olhos» deste mês é dedicada a estes livros, ilustrando uma das suas frases mais memoráveis.

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Patrick Ness adapta «A Monster Calls» ao cinema

A Monster Calls. Patrick Ness.

A Monster Calls é um aclamado livro juvenil, escrito por Patrick Ness, com base numa ideia de Siobhan Dowd, uma escritora inglesa e ativista falecida em 2007. A história tem como protagonista um rapaz de doze anos, cuja mãe está às portas da morte, devido a um cancro, e é visitado por um monstro-árvore que lhe conta histórias, permitindo-lhe escapar para um mundo de fantasia.

Siobhan Dowd estava muito doente quando começou a desenvolver esta história, e após a sua morte, a editora convidou Patrick Ness a escrever o livro, tarefa que ele aceitou prontamente. Concluído o texto, coube a Jim Kay conceber as ilustrações. Os dois, escritor e ilustrador, ganharam com esta obra o Carnegie Medal e o Greenaway Medal, um feito nunca antes alcançado.

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Entretanto, os direitos de adaptação ao cinema foram adquiridos e o próprio autor, Patrick Ness, ficou responsável pela escrita do argumento. O filme é realizado por Juan Antonio Bayona, vencedor do prémio Goya por O Impossível, de 2012, e conta com atores como Felicity Jones (nomeada este ano para o Óscar de Melhor Atriz por A Teoria de Tudo), Liam Neeson e Sigourney Weaver nos principais papéis. A estreia está prevista para 16 de outubro de 2016.

A tradução portuguesa de A Monster Calls foi lançada em fevereiro pela Editorial Presença com o título Sete Minutos Depois da Meia-Noite. Aqui fica a sinopse:  «A escuridão, o vento, os gritos. O mesmo pesadelo noturno desde que a mãe de Conor ficou doente. Tudo é tão aterrorizador que Conor não se mostra assustado quando uma árvore próxima de sua casa se transforma num monstro… Mas só o monstro sabe que Conor esconde um segredo e é o único a estar ao seu lado nos seus maiores medos. É com ilustrações soberbas que complementam e expandem a beleza do texto que a fantasia e realidade se misturam em Sete Minutos Depois da Meia-Noite

Notícia daqui.

Os livros para crianças têm de ter em conta as releituras

Imagem de «Words», de Joe Kaufman, 1963.
Imagem de «Words», de Joe Kaufman, 1963.

Os livros infantis e juvenis tendem a ser subvalorizados, principalmente no que diz respeito a prémios e distinções, merecendo apenas a atenção de galardões criados especificamente para a área, mas raramente considerados por exemplo para um Nobel ou um Man Booker, ou no caso português, talvez, um prémio Saramago. Considera-se que por serem destinadas a crianças, as histórias são simples, de leitura fácil, sem um enredo de muitas camadas, com as subtilezas normalmente reservadas aos grandes romances para adultos. No entanto, tal não será bem assim.

Um autor de literatura infantil e juvenil sabe que o seu público-alvo, as crianças, quando gostam de uma história, tendem a lê-la, ou a pedir ao pai ou à mãe para a ler, várias vezes. Tantas vezes que até chegam a decorar frases inteiras. É típico delas terem esta necessidade. Tal acontece também com filmes e com músicas. Um livro infantil e juvenil terá de ter pois isso em conta, utilizando uma linguagem com um ritmo próprio, para contar uma história que seja apelativa, com diversas camadas, passíveis de serem descobertas a cada releitura.

Um artigo no jornal The Guardian aborda esta questão, de como os livros destinados ao público infantil e jovem são duradouros, ficam nas memórias das pessoas, mesmo depois de elas chegarem à idade adulta, e explora-a através dos pontos de vista de diferentes intervenientes, procurando explicar o motivo pelo qual a literatura infantil e juvenil nunca é apenas destinada aos miúdos, mas também aos graúdos.

Uma leitura muito interessante, a não perder, aqui.

David Walliams e Oliver Jeffers vencem os Red House awards

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No dia 21 de fevereiro foram anunciados os vencedores dos Red House Children’s Book Awards 2015, prémios em que os votantes são as crianças. Demon Dentist, de David Walliams (autor de Avozinha Gângster, publicado em Portugal pela Porto Editora) ganhou um prémio na categoria de Books for Young Readers, enquanto o prémio da categoria Books For Younger Children distinguiu o livro The Day the Crayons Quit, de Drew Daywalt e Oliver Jeffers (editado por cá pela Orfeu Negro, com o título O Dia em Que os Lápis Desistiram).  O vencedor do prémio Books for Older Readers foi Split Second, de Sophie McKenzie.

Para saber mais sobre os vencedores dê um saltinho aqui.

Inédito de Dr. Seuss será publicado em julho

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Um original inédito do autor de obras infantis como The Cat in the HatHow The Grinch Stole Christmas!, foi encontrado na sua casa na Califórnia, nos EUA. What Pet Should I Get? é o título do texto que estava acompanhado de rascunhos de desenhos e de outros trabalhos, de que resultarão ainda mais dois livros a serem publicados em datas a anunciar. Os manuscritos e os desenhos foram encontrados numa caixa em 1991, após a morte de Dr. Seuss, cujo nome verdadeiro era Ted Geisel, mas foram colocados de parte durante anos até serem redescobertos pela esposa e por Claudia Prescott, a secretária do autor, em 2013. A data de lançamento prevista para What Pet Should I Get? é 28 de julho, pela Random House Children’s Books.

Em Portugal não se encontram obras disponíveis do Dr. Seuss. Em 2004 a Gradiva publicou O Gato do Chapéu, mas de momento encontrar-se-á esgotado.

Mais informações sobre o novo livro aqui.

Os vencedores dos Bologna Ragazzi Awards 2015

Como reportado na terça-feira, duas editoras portuguesas receberam distinções do Bologna Ragazzi Awards 2015, prémios atribuídos pela Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, Itália, que decorrerá entre 30 de março e 2 de abril. A lista completa dos vencedores foi entretanto divulgada nas diferentes categorias e são os seguintes:

Ficção:
Flashlight, de Lizi Boyd, Chronicle Books (EUA, 2014)

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Neste livro revela-se o mundo escondido na escuridão com a ajuda de uma lanterna. A cor só é revelada quando inundada com luz e tudo o resto permanece com um colorido cinzento sobre um fundo negro. Um livro «poético» sobre «a curiosidade de uma criança e a superação dos seus medos».

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Não-ficção:
Avant Après, de Matthias Aregui, Ilustrações de Anne-Margot Ramstein, Albin Michel (França, 2013)

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Um livro sem palavras que nos mostra variadas transições de antes e depois.

Novos Horizontes:
Abecedario, de Ruth Kaufman e Raquel Franco, Ilustrações de Diego Bianki,
Pequeño Editor (Argentina, 2014)

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Um livro que ilustra cada palavra com «energia, movimento e personagens cujas ações vão desde a rotina ao absurdo».

A notícia é daqui.

«Happy», de Pharrell Williams, será transformado em livro

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A música «Happy», de Pharrell Williams, que fez parte da banda sonora do filme Gru, o maldisposto 2, e fez sucesso um pouco por todo o mundo,  será agora transformado num livro infantil ilustrado, com fotografias de crianças de várias partes do mundo celebrando a felicidade. O livro será publicado pela chancela Putnam, pertencente à Peguin Random House, a 22 de setembro.

Aqui fica o vídeo, para que sejam felizes.

A notícia é daqui.