Leituras para o regresso das férias… por Alexandra Martins

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The School for Good and Evil, de Soman Chainani, Lápis Azul

«Estamos perante uma trilogia que desencadeia um mundo de fantasia novo e deslumbrante, onde as melhores amigas, Sophie e Agatha estão prestes a embarcar na aventura de uma vida. Na Escola do Bem e do Mal, meninos e meninas são treinados para serem extraordinários bons ou maus, mas um subverter dos papéis assumidos das nossas heroínas, … quando Agatha é “erroneamente” enviada para a escola do bem, e Sophie para a escola do mal, tudo é posto em causa, … e se o erro é na verdade a primeira pista para descobrir quem Sophie e Agatha realmente são? Fantástica trilogia na qual a única saída para fugir das lendas sobre contos de fadas e histórias encantadas é viver intensamente uma delas.»

Porquê? Na Escola do Bem e do Mal formam-se príncipes e princesas, bruxas e vilões, material de contos de fadas. E Sophie, que se porta como uma autêntica princesa, anseia por viver o seu conto de fadas com final feliz. Ela quer ir para a Escola do Bem e a sua amiga Agatha para a Escola do Mal, mas a vida troca-lhes as voltas e elas acabam por ir parar às escolas que não queriam. Muitas peripécias depois, com algumas boas gargalhadas do nosso lado, as nossas protagonistas começam a revelar-se e talvez a troca não tenha sido tão errada assim.

Não devemos julgar um livro pela sua capa, embora a encadernação deste livro seja magnífica, nem devemos julgar as pessoas pela sua aparência. Acima de tudo, é esta a lição a reter neste conto de fadas fantástico. Uma leitura leve, divertida e juvenil, que opõe princesas e bruxas e todos os dramas da adolescência dentro da mesma escola.

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À Procura de Alaska, de John Green, Edições ASA

«”Na escuridão atrás de mim, ela cheirava a suor, luz do sol e baunilha, e, nessa noite de pouco luar, eu pouco mais podia ver além da sua silhueta, mas, mesmo no escuro, consegui ver-lhe os olhos – esmeraldas intensas. E não era só linda, era também uma brasa.”

Alaska Young. Lindíssima, esperta, divertida, sensual, transtornada… e completamente fascinante. Miles Halter não podia estar mais apaixonado por ela. Mas, quando a tragédia lhe bate à porta, Miles descobre o valor e a dor de viver e amar de modo incondicional. Nunca mais nada será o mesmo.»

Porquê? Um livro que lida de perto com os dramas juvenis, a inocência da amizade, do primeiro amor, a loucura e a invencibilidade aliadas à dor do crescimento e às aprendizagens da vida. Miles conta-nos a sua história: um jovem sem amigos e sem propósito que vai para uma escola nova, onde se apaixona perdidamente por Alaska Young. Mas Alaska, linda, inteligente e muito perturbada, parece inalcançável e Miles tudo fará para a descobrir, para a compreender, para lhe sobreviver.

Para Miles, a história divide-se em Antes e Depois e há que aprender a viver com isso seja em que idade for. Há sempre um ponto de viragem nas nossas vidas. E é essa verdade, contada de forma brutal, contada de forma suave, que fica por entre as páginas do livro e que perdura. Uma lição para a vida, aprendida na juventude.

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Escola: Os piores anos da minha vida, de Chris Tebbetts e James Patterson,  Booksmile

«Rafe Khatchadorian já tem problemas suficientes em casa sem ter de meter a escola ao barulho. Felizmente, ele tem um plano perfeito para ter o melhor ano de sempre, isto é, se o conseguir levar para a frente. Vai tentar quebrar todas as regras do código de conduta da sua escola. Mas quando o jogo começa a perder a piada, ele terá de decidir se ganhar é o mais importante, ou se está finalmente pronto para aceitar as regras, lidar com os provocadores e com as verdades que ele está sempre a evitar.»

Porquê? Ano novo, escola nova. E Rafe já tem a certeza de que vai ser o pior ano da sua vida, por isso estabelece um plano para tornar a sua vida mais excitante: quebrar todas as regras da escola nova. Mas ser um pré-adolescente rebelde tem muito que se lhe diga e talvez Rafe precise de repensar a sua vida.

Uma narrativa simples e muito engraçada, na primeira pessoa e em capítulos curtos e fluidos, acompanhados de ilustrações muito divertidas. Enquanto leitores, somos facilmente cativados por este jovem e pela sua história, não podendo deixar de sorrir com as suas muitas peripécias. Um livro maravilhoso sobre as dificuldades de adaptação de um pré-adolescente a uma nova vida numa nova escola, bem como à sua dinâmica familiar.

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A Lua de Joana, de Maria Teresa Maia Gonzalez, PI

«Ao lermos A Lua de Joana, não podemos deixar de pensar na forma como, muitas vezes, relegamos para segundo plano aquilo que realmente é importante na vida. Este livro alerta-nos para a importância de estarmos atentos a nós e ao outro, e de sermos capazes de, em conjunto, percorrer um caminho que conduza a uma vida plena… Foi já há mais de quinze anos que A Lua de Joana foi publicada. Com mais de 300 000 exemplares vendidos nas suas inúmeras edições, com traduções em seis países, impôs-se como uma referência incontornável na literatura juvenil portuguesa e mundial.»

Porquê? Este é um clássico incontornável. Uma narrativa que nos chega na forma de cartas, escritas pela Joana para a sua melhor amiga, que morreu de overdose. Uma realidade muito dura, uma falta de apoio muito grande, uma família pouco unida condicionam a vida da Joana, a sua rotina na escola e em casa e as suas atitudes. A escrita da autora faz-nos entrar na pele da protagonista e sentir as suas dificuldades, a sua solidão, fazendo-nos pensar no que é verdadeiramente importante, o que é fundamental para a nossa estabilidade e felicidade. Um livro para os jovens, mas que devia ser lido por toda a gente.

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O Diário de um Banana 1, de Jeff Kinney, Booksmile

«Não é fácil ser criança. E ninguém sabe isso melhor do que o Greg Heffley, que se vê aprisionado na escola preparatória, onde fracotes minorcas dividem os corredores com miúdos mais altos e malvados que já fazem a barba. Em O Diário de um Banana, o autor e ilustrador Jeff Kinney apresenta-nos um herói improvável. Como o Greg diz no seu diário: Não esperem que eu me ponha para aqui com “Querido Diário” isto e “Querido Diário” aquilo. Felizmente para nós, o que o Greg diz e o que realmente faz são duas coisas muito diferentes. »

Porquê? Este é um livro que se lê a voar. Com muitas ilustrações pelo meio, textos simples e diretos e uma história que prima mais pelo humor do que pela moral, é um livro para nos rirmos e passarmos um bom bocado. Greg é um miúdo como todos os outros: tem momentos egoístas, momentos confusos e momentos de pura parvoíce. Mas é essa semelhança com a realidade que nos faz sentir algum carinho por este miúdo de nove anos que se acha muito crescido. Sendo o primeiro volume de uma coleção que é um autêntico sucesso, vale a pena dar uma oportunidade a esta leitura neste regresso à rotina.

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