Monthly Archives: Junho 2016

Livros para as Férias Grandes… por Cristina Dionísio

Além do protector solar e do chapéu, da toalha e da roupa de praia, mais os baldes e pás para brincar na areia e as braçadeiras, os livros são sempre presença obrigatória nas malas de férias. Seguem-se algumas sugestões que filhos e pais podem trocar entre si.

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A Praia de Noite, Elena Ferrante (Relógio d’Água)

«Entusiasmada com o seu gato branco e preto, Mati parece esquecer-se da sua boneca na praia.
É assim que Celina vai passar uma interminável noite sob as ameaças do Banheiro Cruel do Sol-Posto e do seu amigo Grande Ancinho.
À luz das chamas de um incêndio, a noite transforma-se numa aventura fantástica e terrível que só termina ao nascer do Sol.
A história é acompanhada pelas magníficas ilustrações a cores de Mara Cerri.»

Ideal para: iniciar os leitores mais pequenos na Ferrantemania que conquistou a crítica e o público em todo o mundo.

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Alice do Outro Lado do Espelho, Lewis Carroll (Edições Nelson de Matos)

«Alice do Outro Lado do Espelho continua as aventuras de Alice no País das Maravilhas e, como este, é um deslumbrante conto de fadas onde tudo se torna possível graças ao poder da imaginação, do absurdo, do nonsense, da aventura sem limites… A história percorre um país em forma de tabuleiro de xadrez onde é possível cruzarmo-nos com as mais mirabolantes personagens. Lewis Carroll junta ao texto versos que parodiam autores clássicos e que contagiam a sua escrita com estranheza e uma prodigiosa imaginação.»

Ideal para: ler (ou reler) antes de ir ao cinema ver o filme e porque Alice é uma presença obrigatória no imaginário infantil.

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Vamos Comprar um Poeta, Afonso Cruz (Caminho)

«Numa sociedade imaginada, o materialismo controla todos os aspetos das vidas dos seus habitantes. Todas as pessoas têm números em vez de nomes, todos os alimentos são medidos com total exatidão e até os afetos são contabilizados ao grama. E, nesta sociedade, as famílias têm artistas em vez de animais de estimação. A protagonista desta história escolheu ter um poeta e um poeta não sai caro nem suja muito — como acontece com os pintores ou os escultores — mas pode transformar muita coisa. A vida desta menina nunca mais será igual…
Uma história sobre a importância da Poesia, da Criatividade e da Cultura nas nossas vidas, celebrando a beleza das ideias e das ações desinteressadas.»

Ideal para: qualquer leitor que aprecie uma história bem contada e que faça pensar, independentemente da idade.

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As Crianças de Cristal, Kristina Ohlsson (Bertrand)

«Algo de estranho se esconde na nova casa de Billie… Billie tem um mau pressentimento em relação à nova casa, para onde se mudou com a mãe, logo que põe nela o pé pela primeira vez. É uma casa velha e delapidada, com a tinta das paredes a descascar, à noite ouvem-se ruídos estranhos e existem duas misteriosas figuras de cristal, um rapaz e uma rapariga. A mãe acha que ela está a inventar tudo, mas Billie tem a certeza de que a cidade está a esconder alguma coisa sobre a casa e o seu passado. Estará assombrada? E quem são as misteriosas crianças de cristal? Com a ajuda de Aladdin, o seu novo amigo, e de Simona, a velha amiga, Billie decide descobrir os mistérios que envolvem a casa…»

Ideal para: jovens aventureiros e corajosos que gostam de uns bons arrepios. Ah, e que não tenham medo de dormir com a luz apagada…

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Gregor — A Segunda Profecia, Suzanne Collins (Presença)

«Meses depois de ter caído pela conduta de ar, descobrindo os estranhos habitantes da Subterra, a vida de Gregor parece entrar na normalidade. Jurou nunca mais voltar àquele mundo aterrador vários quilómetros debaixo de Nova Iorque. No entanto, apesar de ser um rapaz com pouco mais de 11 anos, Gregor está destinado a grandes feitos. Uma nova profecia coloca-o no centro dos acontecimentos. Mais uma vez, os subterrestres precisam da sua ajuda. Cedo se apercebem de que só conseguirão arrastá-lo de volta à Subterra raptando Boots, a sua irmã mais nova. Gregor vê-se forçado a reencontrar Ares, o seu morcego, e Luxa, a princesa cheia de rebeldia. E assim partem juntos em busca de Bane, um gigantesco rato branco destinado a trazer o caos à Subterra.»

Ideal para: leitores jovens — e também adultos de qualquer idade, para que conste — que privilegiam a aventura com um misto de fantástico.

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Livros para as Férias Grandes… por Sofia Pereira

Leituras para os mais pequeninos e para os mais crescidos.

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Deu-me o Nome Liberdade o Avô Agostinho da Silva, de Patrícia Martins, ilustração de Tenório, edição Arquivo

«Esta é a história da amizade entre Agostinho da Silva e um gato por ele adoptado a quem deu o nome Liberdade. Fala de partilha, de amizade, do ser e do ter e acima de tudo de Liberdade. Uma história de vida para miúdos e graúdos, que mais do que por a imaginação a funcionar, vai deixar todos a pensar.»

Por que razão? Patrícia Martins convida-nos, miúdos e graúdos, a refletir sobre a importância que a Liberdade tem para cada um/a de nós e lembra-nos que todas as relações – humanas e criadas com os animais – devem ser pautadas pelo respeito, pela partilha, pela compreensão e pelo sentimento de pertença. Um livro que ensina que a Liberdade está, antes de tudo, dentro de cada um/a de nós e se conquista com responsabilidade, esforço e vontade.

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Uma Onda Pequenina, de Isabel Minhós Martins, Yara Kono, Planeta Tangerina

«Menção Especial – Prémio Nacional de Ilustração 2013 – DGLAB. Todos os leitores sabem como as histórias podem ajudar-nos a vencer o medo. Depois de lermos um livro é como se ganhássemos super poderes para derrotar bruxas, dragões, lobos, tempestades… tubarões! Neste livro acontece uma situação parecida, mas ao contrário: há um menino que nada tranquilamente no mar até ser perturbado por uma dessas palavras assustadoras que nos fazem recuar (neste caso, uma palavra com muitos dentes terminada em ÃO!). E agora, o que acontecerá? É que o menino não quer voltar ao mar e precisa muito da ajuda de um leitor para vencer o medo. Será que os leitores se atrevem a mergulhar? Será que a coragem passa não só das personagens para os leitores mas também dos leitores para as personagens dos livros? É isso que vamos ver…»

Livro-interativo, para quê? O cenário idílico – o mar – é, desde logo, um dos principais atrativos para ler esta magnífica aventura. Esta história estabelece uma interatividade com os leitores mais novos, que são convidados a participar na construção das personagens e estimulados a desenvolver a sua imaginação e criatividade. Um livro que ensina as crianças a lutarem sempre contra os seus medos e a nunca desistirem de ser felizes.

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Fernão Capelo Gaivota, de Ricardo Bach, Lua de Papel

«Fernão é diferente de todas as outras gaivotas do Bando. As outras foram educadas, desde pequenas, a cumprir a sua missão: ir para o mar e trazer o alimento. E é o que fazem, dia após dia, desde sempre. Sem nunca se questionarem por quê. Fernão não percebe. Ele voa por prazer, voa cada vez melhor, e sabe que o voo, em si mesmo, é um dom único. E, aos poucos, desafiando as rígidas regras do Bando, assume o seu desejo de se aperfeiçoar, de usar melhor esse fantástico poder de voar. E procura ir sempre cada vez mais rápido, cada vez mais longe, até onde as asas o levarem – levando as suas experiências ao limite e arriscando a própria vida. Mas o Bando não vê com bons olhos aquelas aventuras. E acaba por expulsá-lo, condenando-o ao exílio… Livro mágico, que encantou mais de 40 milhões de leitores em todo o mundo, e deu origem a filmes e discos, Fernão Capelo Gaivota é uma fábula sobre o poder dos nossos sonhos – e até onde eles nos podem levar. O nosso caminho, o nosso destino, está escrito há muito dentro de cada um. Muitas vezes, porém, tendemos a ignorá-lo, levados pela opinião dos que nos rodeiam, pelas críticas que ouvimos. Quando, na verdade, podemos simplesmente escolher o nosso próprio caminho, lutar por muito mais do que aquilo que temos… E aprender verdadeiramente a voar.»

Ler, porque sim? É um livro que fala sobre o poder do sonho, da alegria e do amor. A história de Fernão ensina-nos a compreender que, por mais adversidades que tenhamos de enfrentar na nossa vida, devemos lutar sempre por chegar até onde ansiamos, com o esforço de ser sempre cada vez melhor.

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O Curso do Amor, de Alain do Botton, Dom Quixote

«O Curso do Amor é um romance que explora o que acontece após os dias de paixão, bem como o que é necessário fazer para manter o amor vivo, e o que acontece aos nossos ideais românticos originais quando confrontados com a pressão da vida quotidiana. Através de Rabih e Kirsten, o leitor experimenta os primeiros momentos do enamoramento, a facilidade com que se cai no amor romântico, e a vida após esses momentos tumultuosos. Intercalando a história e os desafios deste casal, estão comentários filosóficos, anotações e um guia sobre o que estamos a ler. Esta é uma novela romântica no verdadeiro sentido do termo, interessada em explorar a possibilidade de o amor poder sobreviver, e mesmo florescer, com o tempo. O resultado é uma experiência sensorial – ficcional, filosófica e psicológica – que nos interpela a identificarmos profundamente com as personagens, e a reflectir sobre as experiências de Rabih e de Kirsten sobre o amor. Fresco, visceral e muito convincente, O Curso do Amor é um romance provocador e verosímil para todos os que acreditam no amor.

Porquê? Um livro comovente que convida a acreditar na essência do verdadeiro amor.

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Sol de Pedra, de João Carlos Pereira, Lua de Marfim

Vale a pena ler? Óbvio que sim! É um livro que desperta todas as emoções, todos os sentimentos, todos os sentidos. Cada momento vivido é um motivo de celebração do amor e da felicidade, é a libertação do nosso eu profundo, é a tentativa constante de ir ao encontro de tudo o que existe para além de nós, do mundo visível que nem todos têm sensibilidade para ver.

Livros para as Férias Grandes… por Alexandra Martins

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O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs (Edições Contraponto)

«Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada. Uma estranha coleção de fotografias peculiares.
Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine.
Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas…
Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.»

Com estreia cinematográfica prevista para setembro, o verão é uma excelente altura para ler ou reler o livro O lar da senhora Peregrine para crianças peculiares. Uma história intensa e cheia de suspense, que nos mostra que as peculiaridades de cada um de nós não nos tornam mais estranhos, apenas mais fortes.

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Gregor – A Primeira Profecia, de Suzanne Collins (Editorial Presença)

«Enquanto escorrega pela conduta de ar atrás da irmã, Gregor suspira por mais uma peripécia na sua vida. Mas nada o preparou para a aventura que se segue. Debaixo da cidade esconde-se a Subterra, um mundo sombrio onde os humanos convivem com aranhas, morcegos, baratas e ratos gigantescos. A Subterra prepara-se para a guerra e uma profecia previu que ele mesmo, Gregor, desempenhará um papel importante. Gregor quer fugir, mas percebe que ali talvez possa desvendar o desaparecimento do pai.»

Gregor pode ter apenas onze anos, mas as suas aventuras farão as delícias de miúdos e graúdos. Um mundo novo e perigoso para descobrir, um amor fraterno inquebrável, o despontar do crescimento e a maturidade e as responsabilidades que vêm com o mesmo. É bom ver o Gregor e os seus amigos crescerem e poder acompanhá-los na Subterra, estando nós debaixo do sol.

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A Todos os Rapazes que Amei, de Jenny Han (Topseller)

«Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.
Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.
Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»

Lara Jean tem 16 anos e um coração talhado para o amor. Ou para a ideia do amor. Porque, de todos os rapazes que amou, nunca a nenhum deles revelou os seus sentimentos. No entanto, o mundo é posto do avesso quando, de repente, as suas paixões platónicas deixam de o ser e Lara Jean tem de lidar com rapazes reais, relações reais, sentimentos reais. Um livro para enfrentarmos os nossos receios e relembrarmos os nossos primeiros amores.

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Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard (Saída de Emergência)

«O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados.
Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate – uma rebelião dos Vermelhos – mesmo que o seu coração dite um rumo diferente.
A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva… ou condena?»

A fazer lembrar as heroínas de Os Jogos da Fome, de Suzanne Collins, e Divergente, de Veronica Roth, Mare traz-nos uma nova aventura onde o mundo se divide pela cor do sangue e que sobrevive das aparências e do poder que uns exercem sobre os outros. Um mundo que Mare vem desequilibrar e onde tem de ter muito cuidado, pois nada é o que parece. Uma história que, quando acabada, só nos faz perguntar: quando sai o próximo volume?

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Coisas que nos Diz o Coração, de Jessi Kirby  (Editorial Presença)

«Quando o namorado morre num acidente, Quinn sofre uma perda terrível. O luto impede-a de viver como qualquer outra adolescente. Tentando encontrar sentido para a dor, Quinn escreve a quem foram transplantados os órgãos do namorado. Apenas Colton Thomas, que recebeu o coração, não responde. Quinn procura-o. Desse encontro nasce uma relação intensa e inesperada que dá alento aos dois, antes tolhidos pela dor. Mas uma mentira ameaça o coração desse relacionamento – Quinn sabe que tem de contar a verdade.»

A vida perfeita de Quinn ruiu com a morte do seu namorado Trent. A vida de outras cinco pessoas, a quem ele doou os seus órgãos, salvou-se. Quando Quinn, procurando atenuar a dor, entra em contacto com essas cinco pessoas, não esperava que a vida desse outra volta e lhe trouxesse Colton, um jovem com uma força e uma vontade de viver incríveis. E que mostra a Quinn que, mesmo que não saibamos à partida, a vida dá-nos o que precisamos.