Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los: o regresso ao mundo da magia, muito para além de Harry Potter

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Novembro foi mês de regressar ao universo mágico criado pela autora J. K. Rowling. Comecei por ler o livro Harry Potter e a criança amaldiçoada, o guião da peça teatral com o mesmo nome (opinião para breve) e terminei este fim de semana com o filme Monstros Fantásticos e onde encontrá-los, uma espécie de prequela à saga Harry Potter, que parte de um pequeno livro homónimo do filme.

O livro em questão foi lançado em Portugal em 2001, pela Editorial Presença, e consistia na compilação das conclusões do feiticeiro Newt Scamander sobre como encontrar e lidar com criaturas mágicas. O exemplar que estava a ser vendido (e que se encontra atualmente fora de circulação em Portugal; correm rumores de que vai haver uma nova edição) era uma cópia do livro pertencente ao Harry Potter e continha anotações do Harry, do Ron e da Hermione nas margens, fazendo com que um simples guia se tornasse em diversão garantida para os leitores da saga, sem que interferisse com a mesma.

No entanto, agora, volvida mais de uma década, J. K. Rowling uniu-se novamente a David Yates (realizador dos últimos 4 filmes de Harry Potter) para contar a história de Newt Scamander e dos seus monstros fantásticos, muitos anos antes do Rapaz Que Sobreviveu ter sequer nascido. E nós, fãs deste universo mágico, sentimo-nos a voltar a casa durante as duas horas e meia que dura o filme.

A história começa no ano de 1926, com a chegada de Newt Scamander e da sua mala cheia de criaturas mágicas a uma Nova Iorque onde as tensões entre os feiticeiros e os SemMage (pessoas sem magia, o equivalente dos Muggles na América) estão ao rubro. E quando uma série de ataques começa a acontecer ao mesmo tempo que Newt perde a sua mala, a aventura está lançada.

O filme tem um ritmo interessante, o ambiente oscilando entre a euforia dos loucos anos 20 e as sombras de um mundo em constante tensão, com uma história que é um importante preâmbulo para abrir caminho aos filmes que se seguem (vão ser cinco no total). Para mim, o melhor do filme foram as personagens, humanas acima de tudo, que nos cativam com as suas personalidades e com o caminho que trilham – heróis que cometem erros e que os tentam corrigir, vilões que o são por medo e desconhecimento, personagens que não são bem o que aparentam e um Muggle que mostra que é melhor do que muitos feiticeiros. Jacob é, aliás, uma das personagens mais queridas do público e deixa-nos todos a torcer por ele até ao final.

Tudo isto intercalado com muita magia, muita aventura, momentos de muito humor e muitos pequenos detalhes que nos levam invariavelmente a Harry Potter – desde a referência a Albus Dumbledore, ao cachecol de Newt Scamander que tem as cores da sua casa em Hogwarts, os Hufflepuff, e outras que não vou aqui mencionar para não estragar a surpresa.

Para quem é fã de Harry Potter, este é um filme que enche as medidas e que, por não ter base literária, traz consigo a liberdade criativa dos criadores (J. K. Rowling como autora do guião e David Yates como realizador). Para quem não é fã da saga mas gosta de magia, continua a ser um filme a não perder!

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