Os melhores livros infantis, segundo o autor Phillip Womack


Womack, que tem publicado em Portugal «O outro livro», pela Editorial Estampa, escreveu um artigo para o jornal online The Independent, enumerando 30 livros infantis que diz que, independentemente da época em que foram publicados, «podem ser lidos e apreciados pelas crianças de hoje tanto quanto foram pelas crianças do passado». No entanto, Womack salvaguarda que «não existe espaço nesta lista para tudo», tendo deixado de fora muitas obras suas favoritas, entre outras.

O escritor e jornalista britânico Phillip Womack, autor de livros de fantasia para jovens, partilhou recentemente aquela que considera ser a lista dos melhores livros infantis, entre «os clássicos que já conhecemos e as pérolas escondidas que merecem mais atenção».

Aproveitando a filosofia de Womack, que afirma que esta lista não é definitiva e deve antes ser vista como uma espécie de guia para voltar a encontrar «a magia e o encanto» dos livros infantis, pegamos na mesma e partilhamos convosco os livros seleccionados por Womack e que têm edições por terras portuguesas:

A História de Pedrito Coelho, de Beatrix Potter (Porto Editora, 2018)


Pedrito é um coelho traquinas que mora num bosque, com os seus irmãos e a mãe. Um dia, a mãe tem de sair e recomenda-lhes que fiquem em casa. Pedrito, desobediente, resolve fazer uma visita à horta do Sr.Gregório, que por pouco não lhe custa a vida.

Como Treinares o Teu Dragão, de Cressida Cowel (Bertrand Editora, 2013)


Esta é a história de um jovem Viking, Hiccup Hadoque Horrendo III, passada num tempo em que existiam dragões e durante o qual ele se tornou herói da maneira mais difícil. É importante que a leiam porque «ainda pode haver um dia em que os Heróis voltem a ser precisos. Ainda pode haver um dia em que os dragões regressem» e «quando esse dia chegar, os homens vão precisar de saber como os treinar e como os derrotar». Uma história apaixonante que já foi passada ao cinema pelo estúdio que criou o Shrek e Madagáscar e que já tem marcadas para o futuro novas aventuras com o Hiccup.

A Árvore das Mentiras, de Frances Hardinge (Editorial Presença, 2017)


Vencedor do Prémio Costa para melhor livro do ano 2015.

As folhas eram frias e ligeiramente pegajosas. Não havia engano possível: Faith tinha-as visto meticulosamente reproduzidas no diário do pai. Estava diante da árvore das mentiras, que fora o maior segredo do reverendo, que fora o seu tesouro e a sua maldição. E agora a planta era dela, e a viagem que o pai não chegara a fazer poderia ser feita pela filha. Quando o pai de Faith morre, em circunstâncias misteriosas, ela decide investigar, para descobrir a verdade que se esconde por trás das mentiras. Procurando pistas entre os seus pertences, descobre uma estranha árvore, que se alimenta de mentiras sussurradas e dá um fruto que revela segredos ocultos. Mas, quando perde o controlo das falsidades que põe a circular, Faith percebe que, se a mentira seduz, a verdade estilhaça.

Artemis Fowl, de Eoin Colfer (Vogais, 2012)


Artemis Fowl, com apenas 12 anos, é o maior génio criminoso de sempre, responsável por todos os grandes golpes da década.

Neste livro recheado de enigmas, reviravoltas inesperadas e muita ação, Artemis Fowl tem uma missão a cumprir: recuperar a fortuna da família. Este é o primeiro contacto do jovem com o povo do subsolo, onde vivem perigosas fadas armadas até aos dentes e com tecnologia de ponta, centauros, trolls monstruosos e anões mentirosos.

N.º 1 de uma coleção que já vendeu mais de 20 milhões de livros em todo o mundo.

A saga Harry Potter, de J.K. Rowling (Editorial Presença, 2002)


Harry Potter não é um herói habitual. É apenas um miúdo magricela, míope e desajeitado com uma estranha cicatriz na testa. Estranha, de facto, porque afinal encerra misteriosos poderes que o distinguem do cinzento mundo dos muggles (os complicados humanos) e que irá fazer dele uma criança especialmente dotada para o universo da magia.

Admitido na escola de Hogwarts onde se formam os mais famosos feiticeiros do mundo, Harry Potter irá viver todas as aventuras que a sua imaginação lhe irá proporcionar.

Harry Potter e a Pedra Filosofal é o primeiro livro de uma saga mágica, divertida, cheia de surpresas e perigos de arrepiar, que cresce com os seus protagonistas.

Tom e o Jardim da Meia-Noite, de Philippa Pearce (Relógio d’Água, 2010)


Quando Tom tem de ir passar o Verão a casa dos tios, resigna-se a semanas intermináveis de aborrecimento. Acordado na cama, ouve o relógio do avô na entrada. Onze… Doze… Treze… Treze! Tom corre pelas escadas abaixo e encontra ao sair pela porta das traseiras um maravilhoso jardim. Um jardim que todos dizem que não existe. O jardim da meia-noite está cheio de magia e aventuras e crianças. Serão fantasmas? Ou será Tom o fantasma?

O Feiticeiro e a Sombra,de Ursula K. Le Guin (Editorial Presença, 2003)


Numa terra longínqua chamada Terramar vive o maiorde todos os arquimagos. O seu nome é Gued, mas há muito tempo atrás, ele era um jovem chamado Gavião, um ser estranho, irrequieto e sedento de poder e sabedoria, que se tornou aprendiz de feiticeiro. Neste livro conta-se a história da sua iniciação no mundo da magia e dos desafios que teve que superar depois de ter profanado antigos segredos e libertado uma negra e pérfida sombra sobre o mundo. Aprendeu a usar as palavras que libertavam poder mágico, domou um dragão de tempos imemoriais e teve de atravessar perigos de morte para manter o equilíbrio de Terramar. No meio de um suspense quase insustentável, de encontros místicos, de amizades inquebráveis, de sábios poderosos e de forças tenebrosas do reino das trevas e da morte, Gued não pode vacilar, qualquer fraqueza sua fará perigar o equilíbrio que sustenta o mundo… e a sombra maléfica que ele libertou, gélida e silenciosa, só está à espera desse momento para devastar, com as suas asas negras, o mundo inteiro.

O Ciclo de Terramar é uma admirável tetralogia, por muitos comparada a clássicos como Nárnia de C.S. Lewis ou O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien. Esta magnífica saga, que se tornou numa obra de referência no vastíssimo percurso literário desta escritora norte-americana, tem início com O Feiticeiro e a Sombra. O universo de Terramar, simultaneamente tão semelhante e diferente do nosso, é, sem dúvida, uma das maiores criações da literatura fantástica, e o poder misterioso e mágico que emana da narrativa, a sensibilidade que ilumina os momentos de profunda sabedoria, a intensidade das personagens, o estilo elegante e cristalino conquistam-nos de imediato e rapidamente nos arrebata para os meandros dos seus reinos imaginários.

A História de Ferdinando, de Munro Leaf (Kalandraka, 2016)


Era uma vez,em Espanha… um pequeno touro que se chamava Ferdinando. Todos os touros da mesma idade gostavam de correr e saltar e dar marradas uns aos outros. Todos menos Ferdinando. Do que ele gostava era de estar sossegado, a cheirar as flores…». A História de Ferdinando é uma alegoria pacifista e antibélica que conta com mais de 60 traduções. A Kalandraka recupera agora a primeira versão a preto e branco deste clássico, ainda tão atual, mas que já data de 1936.

O lirismo da prosa, a linguagem próxima da infância e um humor muito subtil são algumas das qualidades deste texto com que Munro Leaf questiona as touradas e rejeita a violência, para além de apoiar a liberdade individual e o respeito pela diferença. Ilustrado por Robert Lawson, este álbum foi selecionado pela Internationale Jugend Bibliothek com um dos 10 clássicos em prol da paz e da tolerância.

Onde Vivem os Monstros,de Maurice Sendak (Kalandraka, 2009)


Na noite em que Max vestiu o seu fato de lobo e começou a fazer travessuras a torto e a direito, a mãe chamou-lhe – Monstro!

E Max respondeu-lhe: – Vou-te Comer!

Então ela mandou-o para a cama sem jantar. Naquela mesma noite, no quarto de Max surgiu uma floresta que cresceu….

Esta obra, publicada pela primeira vez em 1963, suscitou certa polémica pelo tratamento nada exemplar para com as crianças, mas tornou-se num clássico da Literatura infantil e juvenil e num referente imprescindível do seu género. Não só obteve a Medalha Caldecott (1964) e o American Book Award, como também foi eleito pelo ‘The New York Times Book Review’ como um dos melhores livros ilustrados; desde então foi traduzido em inúmeras línguas e tornou-se num dos títulos mais lidos.

Max empreende uma viagem simbólica a partir daí até um lugar fantástico, atravessando um tempo mítico e enfrentando os seus próprios medos. Depois de se tornar no rei de uns monstros tão ferozes como insinuantes, regressa ao ponto de partida, onde o aguarda o jantar. Uma viagem de ida e volta, pelo tempo e pelo espaço, da realidade à ficção, sem que nada nem ninguém explique se essa metamorfose foi produto de um sonho ou de uma fantasia. Um paradigma do álbum ilustrado pela perfeita conjugação entre palavra e imagem; uma história poética e singela, narrada com humor, com total economia expressiva e absoluta harmonia entre texto e imagem. 


Matilda, de Roadl Dahl (Oficina do Livro, 2017)


O pai da Matilda acha que a filha não é mais do que uma crosta.

A mãe passa o tempo a jogar bingo e a ver televisão. 

A stôra Docemel é a única que vê o potencial da menina. 

A Sra. Partetudo, diretora da Escola Tiraniza, julga todos os alunos burros e fecha-os dentro da Pildra.

E a Matilda… é uma menina dotada de uma grande inteligência, que se cansou do comportamento idiota dos adultos e vai ensinar-lhes uma grande lição!

O Livro da Selva, de Rudyard Kipling (Livros do Brasil, 2017)


Abandonada pelos pais no interior da selva indiana, uma criança morena e nua, ainda a dar os primeiros passos, é encontrada por uma alcateia – e logo esta se torna a sua alcateia. Mowgli, assim lhe chama a Mãe Loba, tornar-se-ia um dos seus lobitos e em breve aprenderia a conhecer todos os sussurros da erva, todo o sopro tépido da noite, todo o pio de mocho ou som de peixe no charco. O sábio urso Baloo e a pantera negra Bagheera, a poderosa jiboia Kaa e o ameaçador tigre Shere Khan são alguns dos fascinantes habitantes do mundo de perigos e deslumbramento, de excitação e de medos, de coragem e de amizade onde Mowgli irá crescer. Publicadas originalmente em revistas, estas inesquecíveis aventuras foram compiladas pela primeira vez em livro em 1894, numa edição que contou com ilustrações originais concebidas pelo pai do autor e que recuperamos nesta nova edição. Diversas vezes adaptado ao cinema O Livro da Selva é uma obra-prima da literatura juvenil, adotado pelo Escutismo como livro de referência e acarinhado por crianças e adultos de todo o mundo.

O Rei que Foi e Um Dia Será, de T.H. White (Publicações Europa-América, 1989)


Esta é aobra-prima da literatura que reconta o mito arturiano e que foi adaptada ao cinema por Walt Disney. A história decorre no país encantado de Gramarye, a Inglaterra feudal de domínio normando, e segue a lenda do rei Artur, dos cavaleiros da Távola Redonda, da demanda do Santo Graal e da mística espada Excalibur. É considerada pelos especialistas a obra que veio modernizar o mito do rei Artur e renovar o interesse do público por este tema.

O Vento nos Salgueiros, de Kenneth Grahame (Relógio d’Água, 2017)


Um dos mais importantes e populares clássicos de todos os tempos, O Vento nos Salgueiros de Kenneth Grahame tem vindo a atrair, com o passar dos tempos, um crescente número de leitores. O Rato Almiscarado, o Senhor Toupeira, o Texugo e o incrível Senhor Sapo são personagens inesquecíveis que com as suas aventuras encantam gerações sucessivas de crianças. Mas O Vento nos Salgueiros não é apenas isso… é também a história que todos os filhos gostariam de ver contada aos seus pais.

O Hobbit, de JRR Tolkien (Publicações Europa-América, 2001)


O Hobbit é a história das aventuras de um grupo de anões que vão à procura de um tesouro guardado por um terrível dragão.

São relutantemente acompanhados por Bilbo Baggins, um hobbit apreciador do conforto e vida calma. Encontros com elfos, gnomos e aranhas gigantes, conversas com o dragão, Smaug, o Magnífico, e a presença involuntária na Batalha dos Cinco Exércitos são algumas das experiências por que Bilbo passará. O Hobbit é não só uma história maravilhosa como o prelúdio a O Senhor dos Anéis.

Os Reinos do Norte, de Philip Pullman (Editorial Presença, 2018)


Mundos Paralelos é uma trilogia mágica e poderosa, com aventuras, imaginação e mistério, Philip Pullman tem sido comparado a C.S. Lewis, Tolkien ou Lewis Carroll, e recebeu diversos prémios literários, como a Carnegie Medal, o Guardian Children’s Fiction Prize, o Whitbread Book of the Year, o Smarties Prize, o Astrid Lindgren Memorial Award, pelo conjunto da sua obra. Em Os Reinos do Norte, Lyra, a protagonista, é uma menina de onze anos sempre acompanhada pelo seu génio, Pantalaimon. É com ele que empreende uma perigosa viagem às vastidões longínquas do Norte, para tentar desvendar os seus mistérios…

Mas a realidade revela-se assustadora… Lyra conhece criaturas fantásticas, feiticeiras que cruzam os céus gélidos, espectros fatais e ursos blindados, numa luta terrífica entre a vida e a morte, o bem e o mal, a sobrevivência ou a aniquilação do mundo… Traduzida em mais de 40 línguas, esta trilogia ultrapassou já os 18 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, tendo uma adaptação ao cinema, sob o título A Bússola Dourada, com Nicole Kidman e Daniel Craig nos principais papéis.

As Crónicas de Nárnia, de C.S. Lewis (Editorial Presença, 2003)


Este clássico de literatura infantil escrito em 1955 por C.S. Lewis e ilustrado por Pauline Baynes é o primeiro de sete volumes que compõem As Crónicas de Nárnia e que dão início a uma nova coleção da Presença com o mesmo nome. Neste livro, Digory e Polly conhecem-se e tornam-se amigos num frio e chuvoso Verão em Londres. Os dois irão viver fantásticas aventuras quando o maléfico tio de Digory, Andrew, que pensa ser um mágico, os manda repentinamente para outro mundo. Acabam por encontrar o caminho para Nárnia, um mundo encantado repleto de um sol radiante, de flores e árvores que crescem miraculosamente e de animais falantes, criado através da canção de Leão… Uma história inesquecível, que nos mostra como começou o gloriosonascimento de Nárnia. Uma obra que vai apaixonar miúdos e graúdos, amplamente conhecida do público em geral.

O Caminho do Peregrino, de John Bunyan (Alma dos Livros, 2017)


O Caminho do Peregrino é considerado, depois da Bíblia, o livro mais vendido de sempre. É a obra de ficção mais importante na história do cristianismo. Nenhum outro foi traduzido em tantos idiomas, teve tantas edições ou inspirou tantos milhões de leitores em todo omundo. É o n.º 1 da lista «os melhores livros de sempre» do The Guardian. A obra descreve os passos de um peregrino através do caminho da vida e oferece uma profunda mensagem espiritual para aqueles que estão decididos a viver de um modo mais verdadeiro, em consonância com aquilo que trazem gravado no coração.

No decorrer da viagem, desde o instante em que decide deixar a sua antiga cidade e percorrer o caminho que o levará à cidade celestial, o peregrino encontra diferentes personagens e lugares, e estes representam cada uma das etapas que deve ultrapassar para alcançar o seu destino. Em cada encruzilhada, um novo desafio. Em cada vitória, uma nova responsabilidade. Uma incrível experiência humana e espiritual. Para milhões de pessoas do mundo inteiro, O Caminho do Peregrino carrega uma mensagem de esperança e é um modelo ímpar da perseverança e do alento no meio das dificuldades da vida. É verdadeiramente inspirador e motiva a reflexão sobre aquilo que estamos dispostos a abandonar ou a guardar connosco quando decidimos seguir a nossa verdadeira vocação e o nosso coração.

As mil e uma noites, autor anónimo (E-primatur, 2017)


Entre 1704 e 1717, o orientalista francês Antoine Galland publicou em 12 volumes pela primeira vez numa língua europeia As Mil e Uma Noites. Apesar de Galland ter baseado a primeira parte da sua tradução no manuscrito (quase) completomais antigo que se conhece (Séc. XIV), mudou significativamente o texto, alterando de forma drástica várias histórias, fazendo acrescentos a seu gosto, introduzindo histórias que nunca tinham feito parte das versões manuscritas edepurando todas as partes impudicas.

As Mil e Uma Noites são um conjunto de histórias populares recolhidas por autor anónimo que teriam sido alegadamente escritas em persa e posteriormente traduzidas para árabe. 

O seu tom coloquial lembra os contos tradicionais portugueses, mas sem terem sido recolhidos por intelectuais e sem peias: as histórias são fantásticas, eróticas, violentas, apaixonantes e apaixonadas, cheias de lições morais e problemáticas filosóficas, de conselhos para melhor viver e amar. No corriqueiro de histórias para entreter reside a sabedoria milenar de vários povos e de uma antiguidade que nos é, ainda assim, ao mesmo tempo estranha e próxima. Talvez por isso as histórias de As Mil e Uma Noites estejam na base de muita da grande literatura universal por nos terem dado o imaginário da literatura fantástica oriental. Hugo Maia, tradutor e sociólogo, estudou língua, história e cultura árabes, preparou a primeira tradução feita em Portugal, a partir dos manuscritos árabes mais antigos, menos embelezada e filtrada pelo imaginário ocidental, mais pura, sobretudo mais fiel.

Contos, Hans Christian Andersen (Temas e Debates, 2015)


HansChristian Andersen queria ser um poeta para todas as idades e conseguiu-o: há mais de um século que cativa os corações tanto de crianças como de adultos. Notáveis pela capacidade descritiva e profunda sensibilidade, os seus contostransmitem-nos lições subtis sobre diversos aspetos do comportamento humano: a hipocrisia em O Fato Novo do Imperador, a compaixão em A Rapariguinha dos Fósforos, a necessidade da esperança em O Patinho Feio ou o poder da amizade e da coragem no admirável A Rainha da Neve… 

Do mestre dinamarquês, a presente edição reúne 156 contos, dos mais populares aos menos conhecidos, dos mais alegres aos mais sombrios, mas sempre fascinantes para gerações sucessivas de leitores.

Contos Completos, Irmãos Grimm (Temas e Debates, 2013)


Os Contos da Infância e do Lar (Kinder- und Hausmärchen), de Jacob e WilhelmGrimm, são a obra de língua alemã mais traduzida e editada no mundo. Publicada pela primeira vez em Berlim em 1812 e em 1815, foi crescendo em popularidade ao longo do Séc. XIX, consagrando-se como um dos tesouros da cultura popularalemã e europeia. Os critérios de rigor e de fidelidade por que se regia e os valores nacionalistas em que assentava inspiraram projetos idênticos de recolhade contos orais um pouco por toda a Europa.

A presente edição reúne os três volumes de Contos da Infância e do Lar e constitui a primeira tradução integral da obra em língua portuguesa.

As aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do outro lado do espelho, Lewis Carroll (Relógio d’Água, 2000)


Dois em um, isto é, dois clássicos da literatura infantil, As Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Alice do Outro Lado do Espelho num só livro. A edição tem ainda as ilustrações de John Tenniel que acompanharam as primeiras edições de ambos os livros. 
Lewis Carroll, pseudónimo de Charles Dogson, diácono, matemático, lente da Universidade de Oxford e fotógrafo amador, contava estas histórias, que depois passaria à escrita, para entreter as meninas Liddell, filhas do deão da Igreja de Cristo em Oxford, especialmente Alice, a sua favorita. De aí para cá foram, econtinuaram certamente a ser, milhões de crianças fascinadas pelo universofantástico da pequena Alice e do seu cortejo de animais e objetos que falam.

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