Category Archives: ALEXANDRA MARTINS

#2 «Uma história por dia, nem sabe o bem que lhe fazia…»

por Alexandra Martins

Todas as noites, a rotina é a mesma: lavar os dentes, banho, cama. Espera, espera! Antes de ir para a caminha, há sempre uma história para contar. Ou duas, ou três… O filhote pede, a mãe acede. Na outra noite, lemos a história d’O Tigre Vagaroso.

Esta tornou-se uma das histórias favoritas dos últimos tempos, com o filhote a pedi-la repetidas vezes. É um livro de folhas grossas e com um ótimo tamanho para ser manuseado pelas mãos mais pequeninas. Tem uma história dinâmica, mas simples, e com um final surpreendente e que nos ensina a todos uma bonita lição.

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Em O Tigre Vagaroso, a tartaruga faz anos e o seu melhor amigo, o tigre, oferece-lhe um par de patins. Mas o que foi a prenda ideal para a tartaruga, torna-se um grande desafio para o tigre, que agora é mais lento e não gosta nada disso. Engendra então uma série de esquemas para ultrapassar a tartaruga, passando da corrida, aos patins, ao carro, ao barco, à mota – acho mesmo que é este rol de veículos que o tigre usa que encantam o meu filho, viciado em tudo o que tenha rodas – mas tudo falha. É então que o tigre, desanimado, tem uma excelente surpresa. Porque, afinal, na amizade não interessa quem é o mais rápido.

E quem sai a ganhar desta corrida entre o tigre e a tartaruga somos nós e os nossos filhotes, que nos deliciamos com esta leitura inesperada!

O Tigre Vagaroso
Coleção: História inesperada
Autor: Yoyo Studios
Editora: Yoyo Books

# 1 «Uma história por dia, nem sabe o bem que lhe fazia…»

por Alexandra Martins

Todas as noites, a rotina é a mesma: lavar os dentes, banho, cama. Espera, espera! Antes de ir para a caminha, há sempre uma história para contar. Ou duas, ou três… O filhote pede, a mãe acede. Na outra noite, lemos as histórias do Bolinha.

A coleção do Bolinha é extensa e já cá anda há muitos anos. Lembro-me de, em pequena, ter um livro do Bolinha (O Natal do Bolinha) do qual eu gostava muito. Por causa dessa memória feliz, não resisti a comprar para o meu filho alguns livros do Bolinha. Começámos com O Bolinha vai à praia, na altura das férias do ano passado, seguiu-se A festa de anos do Bolinha e, o mais recente, O Bolinha já sabe contar. E temo que não fique por aqui.

O-Bolinha-Vai-a-Praia

É uma coleção muito interessante para estimular os mais pequenos para a leitura. O Bolinha é uma personagem com a qual eles facilmente se identificam, as abas para levantar promovem a interação com o livro e a história, simples e direta, mas sempre divertida, permite criar-lhes o gosto pela leitura. É adequado para todas as idades, preferencialmente a partir de um ano, altura em que já começam a manusear melhor os livros e as páginas de folha fina.

Lá por casa, o Bolinha é, sem dúvida, uma aposta ganha! Já ando a pensar qual será o próximo que vou comprar!

Coleção Bolinha
Autor: Eric Hill
Editora: Editorial Presença

Leituras para as Férias Grandes, por Alexandra Martins

Com o verão, chegam o sol, o calor e, claro, as férias! E apesar de um bom livro se ler em qualquer estação do ano, admito que, para mim, o verão puxa a leituras mais leves, mais alegres, mais sonhadoras. E é por isso que vos deixo as seguintes sugestões, entre livros mais antigos e novidades editoriais, todos perfeitos para ler estendidos na toalha à beira-mar ou numa cama de rede no meio do campo.

Uma aventura na praia, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada (Caminho)

«Mergulhadores, navios afundados, tesouros no fundo do mar, um acampamento agitado, um casal estrambólico com dois filhos infernais que dão pelo nome de Bruninho e Bruninha, mais o perigosíssimo ladrão sul-americano que se desloca de helicóptero e que ninguém no mundo conseguiu capturar, são os ingredientes desta aventura numa praia cheia de rochas e grutas onde as emoções vão muito para além de namoros e banhos de mar.»

E começamos com um clássico, mas que é um dos meus livros favoritos da série Uma Aventura. Este livro tem tudo: praia, serra, grutas misteriosas, amizade, romance, aventura e diversão. Sempre na companhia dos eternos cinco amigos e seus cães, com novas personagens extravagantes e cativantes em partes iguais. E o Duarte, claro. Não sabem quem é? Então leiam este livro e depois digam lá se não concordam com a Luísa!

Entre as linhas, de Jodi Picoult e Samantha Van Leer (Bertrand Editora)

«Delilah não consegue parar de ler o seu conto de fadas preferido. As outras raparigas da sua idade já começaram a namorar e são populares, mas ela prefere o conforto de um final feliz e de saber que não vai ter surpresas. Até que lhe acontece a maior surpresa de todas… Oliver é o príncipe encantado do conto de fadas de que Delilah tanto gosta. Um dia, ele olha para ela da sua página e começa a falar. É um milagre que a princípio parece perfeito… mas depois fica tudo virado do avesso. Agora Delilah vai ter de decidir: vai ajudar o príncipe Oliver a sair das páginas do livro? Ou será a sua oportunidade para mergulhar nas páginas de um final feliz?»

Uma jovem apaixonada pelos livros e pelas suas histórias. Um conto de fadas de encantar. Um príncipe vindo diretamente das páginas do nosso livro preferido, para dar uma reviravolta à nossa vida e nos fazer questionar o que é normal e o que é real. Querem melhor do que «mergulhar nas páginas de um final feliz»? Só que os finais felizes dão trabalho, tal como a nossa protagonista irá perceber. Valerá a pena? Vamos descobrir!

Quatro amigas e um par de calças, de Ann Brashares (Editorial Presença)

«Esta é a história de quatro grandes amigas que, pela primeira vez, vão estar separadas nas férias de Verão. Antes de partirem, fazem um original acordo: partilhar umas “calças mágicas” compradas em segunda mão, que enviarão por correio umas às outras. Nestas férias, cada uma delas viverá algo de completamente novo, tendo como única testemunha o par de calças.»

O verão lembra-me sempre este livro. Quatro adolescentes, amigas desde sempre, terão de se separar pela primeira vez nas férias de verão e é individualmente, sem a força umas das outras, que tanto vão aprender, que tanto vão crescer. Quatro histórias que se interligam e que têm como ponto de convergência a amizade verdadeira, o crescimento e os desgostos que ele pode trazer e, sempre no centro, um par de calças de ganga mágicas que zelam pela união destas amigas. Uma história intemporal, mas com um gostinho especial a verão.

O verão em que me apaixonei, de Jenny Han (Topseller)

«”Toda a minha vida era medida em verões. Como se não começasse efetivamente a viver enquanto não chegasse junho, até estar naquela praia, naquela casa.”

Tudo o que é bom e mágico acontece durante o verão, e é a sonhar com o verão que Belly, de 16 anos, passa os seus dias. Para ela, os invernos são insuportáveis e sinónimo de estar longe de Jeremiah e de Conrad, os rapazes que Belly conhece desde a sua primeira estadia na casa de praia. Eles são os seus quase-irmãos, os seus inseparáveis parceiros de aventuras. Até que chega aquele verão — maravilhoso e ao mesmo tempo terrível — em que tudo muda. Estas poderão ser as últimas férias que passam todos juntos na casa de praia. Chegou o momento de perpetuar memórias, confessar paixões escondidas e, acima de tudo, é hora de, finalmente, Belly começar a obedecer ao seu coração. Um romance com sabor a mar e a liberdade, sobre crescer e apaixonar-se, deixando-nos a desejar por mais.»

Os verões perfeitos de Belly, Jeremiah e Conrad estão a chegar ao fim e é esta a última oportunidade que têm para estar juntos. E é neste verão que Belly descobre que tanto pode mudar de um ano para o outro. Terá de enfrentar os seus sentimentos e o seu futuro, na esperança de conseguir que a felicidade dure mais do que uma estação. Do outro lado das páginas, estamos nós, a acompanhar o seu desenvolvimento e a torcer pelo seu final feliz.

A incrível viagem de Arthur Pepper, de Phaedra Patrick (Topseller)

«Repleta de personagens inesquecíveis e episódios memoráveis, “A Incrível Viagem de Arthur Pepper” é uma história imperdível sobre o despertar para as possibilidades infinitas da vida.
Arthur Pepper, de 69 anos, leva uma vida simples e rotineira, como quando a sua mulher, Miriam, era viva. Levanta-se às 7h30, rega a sua planta Frederica e vai tratar do jardim. O dia a dia de Arthur corre como deve ser. Sem surpresas. Sem sobressaltos. Até que no primeiro aniversário da morte da mulher, tudo muda. Ele encontra no meio dos pertences de Miriam uma pulseira que não se recorda de ter visto antes. Uma pulseira com oito berloques diferentes, cada um mais misterioso do que o outro. Num deles encontra até um número de telefone.
Intrigado, Arthur resolve telefonar e descobrir a quem pertence aquele número. As revelações que se seguem vão lançá-lo numa jornada surpreendente. De Londres a Paris, cidades que nunca imaginou visitar, Arthur irá fazer novas e fascinantes descobertas não só sobre a sua mulher, mas também sobre si próprio.

Encantador e comovente, mordaz e cheio de humor, este romance é ideal para leitoras de ficção romântica.»

Leitoras e leitores, de ficção romântica e de todas as idades. Assim devia dizer este livro. Simples sem ser simplista, introduz-nos um conjunto de temas que nos fazem questionar a nossa própria vivência e a forma como levamos a nossa vida, tudo através da história de Arthur Pepper, um homem de rotinas previsíveis que, um ano depois da morte da sua mulher, descobre algo que o lança numa viagem por vários países, mas também pelo tempo, de forma a ficar a conhecer toda a verdade sobre a mulher que tão bem julgava conhecer. Uma viagem também de autoconhecimento, permitindo-nos acompanhá-lo e pensar, questionar, compreender. Um livro para viajar nas férias.

«Harry Potter and the Cursed Child»: Voltar a Hogwarts duas décadas depois

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*Atenção! Pode conter spoilers*

Eleito pelos utilizadores do Goodreads como o melhor livro de Fantasia de 2016, Harry Potter and the cursed child – Parts I & II* parte de uma boa premissa: voltar a Hogwarts 19 anos depois e contar a história do segundo filho de Harry Potter, enquanto nos mostra as vidas adultas das nossas personagens favoritas.

Albus Severus Potter é o segundo filho de Harry Potter e Ginny Weasley e cresceu à sombra da fama do seu pai. Um miúdo introvertido e calado que, por infortúnio, sorte ou destino, no seu primeiro ano em Hogwarts, é selecionado para os Slytherin e torna-se no melhor amigo de Scorpius Malfoy, filho do grande rival do seu pai. Como se isso não bastasse, tem ainda de lidar com os problemas típicos da adolescência e com um relacionamento cada vez mais tenso com o seu progenitor: duas personagens tão parecidas em tantos aspetos, mas que são incapazes de se compreender mutuamente. Isto leva Albus a querer destacar-se do seu pai, acabando por, em conjunto com Scorpius, criar uma série de confusões perigosas para o universo mágico numa altura em que Lorde Voldemort está novamente à espreita. No final, Albus precisará de toda a sua coragem, a par dos laços fortes da amizade e da família, para poder evitar que um grande mal seja feito.

Esta obra trata-se, na verdade, do guião da peça de teatro homónima, escrito por Jack Thorne e baseada numa história original de Thorne, J. K. Rowling e John Tiffany. A peça, dividida em duas partes para serem vistas de uma assentada ou em dias seguidos, estreou no dia 30 de julho de 2016 no Palace Theatre, em Londres, e pouco depois foi editado o seu guião, criando assim a oitava história oficial de Harry Potter, agora um adulto a trabalhar no Ministério da Magia e a ter de lidar com a adolescência dos seus filhos. J. K. Rowling disse, na altura, que estava «confiante de que, quando o público visse a peça, iria concordar que aquele era o único meio adequado à história».

Não tendo visto a peça, não posso opinar sobre a mesma, mas acredito que os atores e toda a envolvência cénica acrescentarão uma profundidade e um conteúdo extra ao guião, dando-lhe, acima de tudo, a tridimensionalidade das personagens que por vezes me faltou na leitura desta obra. Porque, apesar de ser claramente uma história mágica e com um dedinho da incrível imaginação de J. K. Rowling, nas folhas do livro falta toda a componente narrativa que descrevia os pensamentos, as emoções e o carácter do Harry. Desta forma, ficamos muitas vezes a pensar porque é que as personagens (as novas, como Albus e Scorpius, e as antigas, o Harry, o Ron, a Hermione e o Draco crescidos) fazem o que fazem, o que está por detrás das suas ações e dos seus pensamentos. Um exemplo claro é o início da história e a seleção de Albus para os Slytherin – quem leu o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal sabe bem que o Chapéu Selecionador tem em conta os sentimentos e as escolhas dos alunos; no entanto, nesta obra, a seleção foi muito rápida, muito apressada e quase descartada como irrelevante, quando na verdade é ela que molda grande parte do percurso da história, já que Albus se sente à parte da sua família por causa desta questão. Todo o percurso de Albus até ao quarto ano, e consequente degradação da relação com o seu pai, é, aliás, encarada muito superficialmente, o que me fez distanciar-me desta personagem.

Tive também alguma dificuldade em criar empatia com as personagens adultas: Harry tornou-se mais severo e rígido do que toda a sua história fazia prever, Ron serve apenas como comic relief, Hermione não acrescenta grande coisa à história e o papel de Ginny é perfeitamente secundário. Ganha pontos Draco Malfoy, com uma história vivida no interregno temporal e que é abordada, para efeitos que história, fornecendo-lhe profundidade. Draco cresceu e evoluiu de uma forma que me pareceu condigna com o final da sua personagem nos Talismãs da Morte.

Apesar de um pouco apressada no início, e da falta de alguns pormenores que me pareciam importantes esclarecer para melhor compreendermos as personagens, a verdade é que a história vai ganhando um ritmo interessante, com conteúdo, melhorando a cada página. E termina com aquela sensação que todos os livros do Harry nos deixaram: podem acontecer coisas terríveis, mas a vida continua e o dia de amanhã será sempre melhor. E, no fim, o melhor que temos são mesmo os amigos e a família. Mesmo quando demoramos a entender-nos uns com os outros.

Um livro que me confortou e que agradará a qualquer pessoa que goste de Harry Potter e queira saber mais um pouco da história. Aos fãs mais acérrimos – para os quais não devem haver variações aos livros originais, nem sequer as adaptações para filmes – então não recomendo este livro, uma vez que é preciso lê-lo com mente e coração abertos, sabendo que pode haver coisas muito diferentes das que imaginámos. No fundo, surpresas são um dos pontos fortes de J. K. Rowling e Jack Thorne captou muito bem esse espírito com este Harry Potter and the cursed child – Parts I & II.

 

*A obra em português, editada pela Editorial Presença, tem o título Harry Potter e a Criança Amaldiçoada – Partes 1 & 2, mas aqui mantive o título original em inglês, pois foi nesta língua que li esta obra.

As escolhas de Natal de… Alexandra Martins

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Fantastic Beasts and Where to Find Them: The Original Screenplay, de J. K. Rowling, Little, Brown Book Group 

«Quando o magizoologista Newt Scamander chega a Nova Iorque, pretendia que a sua estadia fosse curta. No entanto, quando a sua mala mágica é trocada e algumas das criaturas mágicas de Newt conseguem escapar, os problemas começam para toda a gente…

Inspirado no manual escolar de Hogwarts, escrito por Newt Scamander, Fantastic Beasts and Where to Find Them: The Original screenplay marca a estreia de J.K. Rowling como guionista. Uma combinação brilhante entre a imaginação e um elenco inesquecível de personagens e de criaturas mágicas, esta épica aventura é do melhor. Quer se seja um fã de longa data ou novo no mundo da feitiçaria, este livro é a adição perfeita para qualquer amante do filme ou para a estante de um leitor.»

Com o filme das salas de cinema, é impossível não começar a lista com esta sugestão. Apesar de ainda não haver previsões para uma edição em português, o facto de ser um guião, bem como a utilização de uma linguagem acessível a todos, permite que a leitura seja pacífica e, em complementaridade com o filme, se torne num momento de grande diversão. Como a própria sinopse refere, trata-se da prenda ideal para os fãs do universo mágico criado por J.K. Rowling, tanto os que preferem os livros, como os que preferem os filmes.

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Gregor – A Terceira Profecia, de Suzanne Collins, Editorial Presença

«Depois de cumpridas as duas primeiras profecias, Gregor enfrenta agora a Profecia de Sangue, que prevê que ele e Boots regressem à Subterra. Aí terão de encontrar a cura para um surto de peste que assola as criaturas de sangue quente. A mãe deixa-os ir… com a condição de os acompanhar. Quando chegam a Regalia, a peste está a espalhar-se e um dos membros da família de Gregor é atingido. Só então Gregor percebe qual o papel a desempenhar na profecia. Terá de reunir todas as forças para concluir a missão, ou será o fim dos Subterrestres de sangue quente.»

Já por duas ou três vezes falámos aqui no Fábulas do Gregor, um rapaz perfeitamente normal e monótono, que vê a sua vida dar uma volta gigante quando a irmã bebé cai por uma conduta e vai parar à Subterra. Gregor vai atrás dela e descobre todo um novo mundo, mesmo por debaixo das ruas de Nova Iorque. O pior é que há uma série de profecias que dizem que apenas Gregor pode salvar os habitantes da Subterra, profecias que anunciam desafios que ele tem de vencer, sendo que cada um é mais difícil do que o anterior. Partimos agora para o terceiro livro desta saga que tão bem retrata temas como a amizade, a lealdade, a coragem e o amor da família.

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A Ilha do Chifre de Ouro, de Álvaro Magalhães, Edições Asa

 «Basta duvidar do que os nossos olhos veem para se chegar ao lado desconhecido da cidade, que ninguém vê. E aí começa sempre uma história como esta, que levará um rapaz e uma rapariga até à ilha em forma de chifre que não vem em mapa nenhum.

Publicada originalmente em 1998, A Ilha do Chifre de Ouro alia a qualidade e notoriedade do autor à novidade de esta ser a sua primeira novela juvenil fora da série Triângulo Jota. A ação desenrola-se em torno de um pacato distribuidor de pizas e de uma misteriosa rapariga ruiva que de repente se veem no outro lado da cidade do Porto e que acabam por chegar a uma ilha em forma de chifre que não vem em mapa nenhum – a Ilha do Chifre de Ouro! Uma aventura empolgante e enternecedora, a confirmar as (re)conhecidas qualidades literárias de Álvaro Magalhães.»

Li A Ilha do Chifre de Ouro, agora reeditado pela ASA, quando estava a entrar na adolescência. Foi uma leitura fantástica, a juntar a magia da escrita de Álvaro Magalhães, que já me deliciava com as aventuras do Jorge, da Joana e do Joel do Triângulo Jota, uma história de amor para fazer suspirar as meninas e muita aventura para entusiasmar os meninos. Um livro que encanta miúdos e graúdos e que nos transporta para uma ilha mágica, que fica ali «do outro lado da cidade», um lado que só se vê se acreditarmos com muita força na magia e no nosso coração.

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O Código da Vinci – edição juvenil, de Dan Brown, Bertrand Editora

«O best-seller de Dan Brown está agora disponível numa adaptação da obra feita a pensar numa nova geração de leitores mais novos. A estrutura base do romance mantém-se inalterada na condução dos leitores desde Paris até Londres, passando por alguns dos seus lugares mais emblemáticos, numa alucinante corrida contra o tempo. A edição inclui mais de vinte fotos coloridas que mostram os locais e as obras de arte mais marcantes na narrativa. A maior conspiração dos últimos dois mil anos está prestes a ser revelada a uma nova geração.

Robert Langdon, professor de simbologia da Universidade de Harvard, está em Paris para dar uma palestra. Na receção que se segue deve encontrar-se com um respeitado curador do mundialmente famoso Museu do Louvre. Mas o curador nunca aparece e mais tarde, durante a noite, Langdon é acordado pelas autoridades é informado que o curador foi encontrado morto. De seguida, é conduzido ao Louvre, à cena do crime, e descobre pistas desconcertantes. Este é o ponto de partida para uma corrida contra o tempo, no decorrer da qual Robert Langdon, auxiliado pela criptologista francesa Sophie Neveu, procura decifrar um conjunto de pistas especificamente deixadas para sua interpretação. Se Robert e Sophie não conseguirem resolver o quebra-cabeças a tempo, serão confrontados com um trágico destino.»

Não vale a pena alongarmo-nos a falar d’O Código da Vinci, essa famosa história que saltou da imaginação de Dan Brown para as páginas do livro, para as telas de cinema e para o imaginário de todos nós. É um livro cheio de ação, emoção e um ritmo alucinante que nos impede de pousar o livro com medo de que, enquanto não estamos a olhar, aconteça algo às personagens a quem nos afeiçoámos. Mas é também, claramente, um livro complexo, cheio de peripécias e de pormenores e de histórias dentro da própria história. Este Natal, a Bertrand Editora traz-nos uma versão mais simplificada d’O Código da Vinci, sem lhe tirar nenhum do seu valor, para que as mentes mais jovens se possam também apaixonar por esta história ímpar e entrar nesta aventura inesquecível de Robert Langdon.

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Onde estás, Audrey?, de Sophie Kinsella, Porto Editora

«Audrey é uma adolescente cheia de vida, igual a tantas outras. Com 14 anos, estuda, discute com os irmãos, sonha muito e confia cegamente nas amigas. Até ao dia em que essa confiança é destruída… Vê-se obrigada a deixar a escola. Sente-se incapaz de sair casa. E esconde-se irreversivelmente atrás de um par de óculos de sol. Então, conhece Linus, um rapaz de sorriso simpático e comentários divertidos, que parece ser o raio de sol de que Audrey precisava.

E a jovem acaba por descobrir que, mesmo quando pensamos que estamos perdidos, o amor consegue sempre encontrar-nos…»

Este é o primeiro livro de Sophie Kinsella na categoria de Young Adult e aborda temas como o bullying, as consequências do mesmo, os problemas pelos quais as vítimas e as famílias destas passam (depressão, ansiedade, ataques de pânico). Sophie Kinsella apresenta-nos Audrey e os seus dramas de uma forma muito natural, com uma escrita muito suave e madura, que nos leva a compreender sem precisar de estar lá escrito, que nos leva a sentir empatia sem sentir pena. A Audrey quer apenas ser a normal adolescente de 14 anos, mas aos poucos, com a sua família de loucos que nos faz gargalhar e com a presença de Linus que nos faz sorrir, ela vai acabar por perceber que a normalidade é diferente para cada pessoa e que todos os problemas conseguem ser superados com a ajuda da família, da amizade e do amor…

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los: o regresso ao mundo da magia, muito para além de Harry Potter

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Novembro foi mês de regressar ao universo mágico criado pela autora J. K. Rowling. Comecei por ler o livro Harry Potter e a criança amaldiçoada, o guião da peça teatral com o mesmo nome (opinião para breve) e terminei este fim de semana com o filme Monstros Fantásticos e onde encontrá-los, uma espécie de prequela à saga Harry Potter, que parte de um pequeno livro homónimo do filme.

O livro em questão foi lançado em Portugal em 2001, pela Editorial Presença, e consistia na compilação das conclusões do feiticeiro Newt Scamander sobre como encontrar e lidar com criaturas mágicas. O exemplar que estava a ser vendido (e que se encontra atualmente fora de circulação em Portugal; correm rumores de que vai haver uma nova edição) era uma cópia do livro pertencente ao Harry Potter e continha anotações do Harry, do Ron e da Hermione nas margens, fazendo com que um simples guia se tornasse em diversão garantida para os leitores da saga, sem que interferisse com a mesma.

No entanto, agora, volvida mais de uma década, J. K. Rowling uniu-se novamente a David Yates (realizador dos últimos 4 filmes de Harry Potter) para contar a história de Newt Scamander e dos seus monstros fantásticos, muitos anos antes do Rapaz Que Sobreviveu ter sequer nascido. E nós, fãs deste universo mágico, sentimo-nos a voltar a casa durante as duas horas e meia que dura o filme.

A história começa no ano de 1926, com a chegada de Newt Scamander e da sua mala cheia de criaturas mágicas a uma Nova Iorque onde as tensões entre os feiticeiros e os SemMage (pessoas sem magia, o equivalente dos Muggles na América) estão ao rubro. E quando uma série de ataques começa a acontecer ao mesmo tempo que Newt perde a sua mala, a aventura está lançada.

O filme tem um ritmo interessante, o ambiente oscilando entre a euforia dos loucos anos 20 e as sombras de um mundo em constante tensão, com uma história que é um importante preâmbulo para abrir caminho aos filmes que se seguem (vão ser cinco no total). Para mim, o melhor do filme foram as personagens, humanas acima de tudo, que nos cativam com as suas personalidades e com o caminho que trilham – heróis que cometem erros e que os tentam corrigir, vilões que o são por medo e desconhecimento, personagens que não são bem o que aparentam e um Muggle que mostra que é melhor do que muitos feiticeiros. Jacob é, aliás, uma das personagens mais queridas do público e deixa-nos todos a torcer por ele até ao final.

Tudo isto intercalado com muita magia, muita aventura, momentos de muito humor e muitos pequenos detalhes que nos levam invariavelmente a Harry Potter – desde a referência a Albus Dumbledore, ao cachecol de Newt Scamander que tem as cores da sua casa em Hogwarts, os Hufflepuff, e outras que não vou aqui mencionar para não estragar a surpresa.

Para quem é fã de Harry Potter, este é um filme que enche as medidas e que, por não ter base literária, traz consigo a liberdade criativa dos criadores (J. K. Rowling como autora do guião e David Yates como realizador). Para quem não é fã da saga mas gosta de magia, continua a ser um filme a não perder!

Canções e Histórias de Natal

por Alexandra Martins

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Edição em português – Edições Convite à Música

O Natal é uma época propícia à música, aos contos, às atividades em família. E que melhor programa do que pegar neste livro da Edições Convite à Música e passar um bom bocado com os miúdos? Ele tem histórias divertidas e engraçadas, ilustrações lindíssimas e 12 canções originais e perfeitas para cantar em conjunto que vêm num CD áudio.

Lá por casa, ofereci-o ao meu filho no último Natal e já lhe demos muito uso! Mais ainda agora que mais um Natal se aproxima. Antes de ir para a caminha, lemos sempre uma ou duas histórias (o livro tem 12) e, durante o dia, ouvimos as músicas e cantamos e dançamos. É um dois em um perfeito para quem, como o meu filhote, adora histórias e adora canções. Vá, eu também adoro!

 

Livros para o regresso às aulas… por Alexandra Martins

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Harry Potter e a Criança Amaldiçoada – Partes Um e Dois

de J. K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne (Editorial Presença)

Foi sempre difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele se tornou num muito atarefado funcionário do Ministério da Magia, casado e pai de três crianças em idade escolar.
Enquanto Harry luta com um passado que se recusa a ficar para trás, o seu filho mais novo, Albus, tem de se debater com o peso de um legado familiar que nunca desejou. Quando o passado e o presente se cruzam, pai e filho confrontam-se com uma desconfortável verdade: por vezes as trevas vêm de lugares inesperados.
A oitava história. Dezanove anos depois.

Em época de regresso às aulas, nada melhor do que poder regressar também à nossa escola favorita: Hogwarts. Quando já pensávamos que não mais ouviríamos falar de Harry Potter, eis que a autora J.K. Rowling se juntou a dois dramaturgos e criaram magia: a oitava história de Harry, agora adulto e com filhos, contada em texto dramático. Esta peça, que esteve em cena nos teatros londrinos, chega-nos agora finalmente em livro, para descobrirmos tudo o que aconteceu depois de Harry derrotar Lorde Voldemort.

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Curso Intensivo para Sobreviveres à Escola

de Miguel Luz (Manuscrito Editora)

«Sejam muito bem-vindos à melhor altura das vossas vidas…
Bem-vindos à liberdade.
Bem-vindos ao acordar cedo.
Bem-vindos às setoras extremamente irritantes.
Bem-vindos ao estudo multitasking.
Bem-vindos à Escola.»
Chegou finalmente ao mercado livreiro o manual de sobrevivência para os longos e dramáticos anos de escola! O youtuber Miguel Luz partilha neste livro tudo aquilo de que os jovens precisam, desde o básico ao secundário, para sobreviverem…
…aos «só mais cinco minutos» na cama de manhã que valem um autocarro perdido e falta de presença a Português;
… às associações que os pais fazem entre estudar pouco e ir trabalhar para a construção civil;
…aos TPC feitos no intervalo em cima do joelho, ou copiados pelo cromo da turma, (o tal que vai lembrar a setora que havia TPC);
…às setoras que só dão boas notas a quem lhes repete todos os dias o quanto estão bonitas;
…Aos trabalhos de grupo feitos individualmente na véspera até às duas da manhã, que resulta num Power Point todo ranhoso só com 3 slides.
…e muito mais!

Este é o livro com que todos os miúdos se vão identificar e que todos os pais devem ler para ficar a conhecer a escola dos dias de hoje e que, por vezes, é tão diferente da dos seus tempos. Escrito de uma forma fácil e despretensiosa, ajustada ao público a que se dirige, este é um livro animado e divertido, que nos mostra que a escola pode não ser um paraíso mas, no final, até vale a pena!

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Tudo, Tudo… e Nós

de Nicola Yoon (Editorial Presença)

Madeline Whittier observa o mundo pela janela. Tem uma doença rara que a impede de sair de casa. Apesar disso, Maddy leva uma vida tranquila na companhia da mãe e da sua enfermeira – até ao dia em que Olly, um rapaz vestido de preto, se muda para a casa ao lado e os seus olhares se cruzam pela primeira vez. De repente, torna-se impossível para Maddy voltar à velha rotina e ignorar o fascínio do exterior – mesmo que isso ponha a sua vida em risco. Nicola Yoon escreveu um livro comovente com uma mensagem para leitores de todas as idades.

Por vezes, a vida não passa pela escola. Principalmente quando a isso somos impedidos pelas circunstâncias do destino. Que o diga Maddy, forçada a viver confinada à sua casa por motivos de saúde. Mas o mundo é tão grande para se viver apenas num sítio e, quando Maddy conhece Olly, tudo muda. Uma história que nos faz pensar na vida e nas opções que ela nos dá, que nos faz crescer e aprender e perceber que a vida nem sempre é justa, mas que tem tanto para nos oferecer.

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de Maya Van Wagenen (Editorial Presença)

Maya nunca foi uma aluna popular. Na verdade, ela era a rapariga invisível da escola!

Mas tudo isso estava prestes a mudar quando Maya encontra um exemplar antigo do Guia de Popularidade para Adolescentes, de Betty Cornell, um livro escrito por uma ex-modelo adolescente muito glamourosa… da década de 50 do século passado! Apesar das ideias um pouco antiquadas, Maya decide seguir, durante todo o ano letivo, os conselhos deste livro.

Os resultados da experiência são hilariantes, emocionantes e repletos de surpresas. Com humor e elegância, Maya conquista amigos, muda de visual e ganha autoconfiança até finalmente descobrir o que significa realmente ser Popular.

Ser ou não ser popular, eis a questão. E o que estamos dispostos a fazer para sermos populares. Para Maya, é tão importante ser conhecida e acarinhada na escola, que está disposta a fazer tudo, nem que seja seguir um guia antiquado que a vai fazer passar por algumas situações bastante caricatas. Mas que, no final, poderão ser a chave para Maya descobrir quem verdadeiramente é e o que quer. E será que ser popular é assim tão importante?

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Eleanor & Park

Rainbow Rowell (Saída de Emergência)

Dois inadaptados. Um amor extraordinário.

Eleanor é uma miúda nova na escola, vinda de outra cidade. A sua vida familiar é um caos; sendo gorda e ruiva, e com a sua forma esquisita de se vestir, atrai a atenção de todos em seu redor, nem sempre pelos melhores motivos.
Park é um rapaz meio coreano. Não é propriamente popular, mas vestido de negro e sempre isolado na música através dos seus fones e livros, conseguiu tornar-se invisível. Tudo começa por ser diferente quando Park acede a que Eleanor se sente ao lado dele no autocarro da escola. A princípio nem sequer se falam, mas pouco a pouco começam por se envolver numa genuína relação de amizade e cumplicidade que mudará as suas vidas. E contra o mundo, o amor nasce. Porque o amor é um superpoder.

Um romance único, cândido, adolescente. Quando Park e Eleanor se conhecem, pouco têm em comum, no entanto, são atraídos um para o outro como ímanes. Mas esta não é a típica história de amor; é uma história de dois inadaptados, dois jovens que têm de descobrir o que é o amor, o que é a amizade e o que significa lutarem contra as agruras da vida. Um livro que é um pouco uma lição, uma demonstração de realidades diferentes que permanecem juntas com a força de vontade. Mas será que é suficiente?

As primeiras leituras do meu filho

O Sapo Saltitão, Booksmile

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O Sapo Saltitão não foi o primeiro livro que ofereci ao meu filho, mas foi o primeiro que ele apreciou verdadeiramente. Talvez porque a idade, aos doze meses, já lhe permitia prestar mais atenção ao encadeamento da história, talvez porque o facto de lhe ler o livro durante o banho nos proporcionasse a ambos momentos de muitas gargalhadas e diversão, talvez porque o livro é verdadeiramente bom, giro e adequado à faixa etária para que se dirige.

Assim, O Sapo Saltitão tornou-se companheiro diário na hora do banho. Com um material macio e à prova de água e com o tamanho perfeito para os bebés poderem agarrar, este livro conta uma história em frases muito curtinhas e com bom ritmo, uma por página, correspondentes aos desenhos de cada uma das suas seis páginas. Para além das frases, há palavras que indicam sons que podemos reproduzir e tornar a leitura mais dinâmica e divertida («poing, poing», «iupiii», etc.).

Em menos de nada, passou a ser o Tiago a pedir-me para ler a história, passando-me o livro para as mãos e apontando para o sapo da capa. E lá começava eu: «O sapo saltitão adora o seu lago…» E quando chegava ao fim, tal como o sapo que repetia tudo aquilo que mais gostava de fazer, também eu repetia incontáveis vezes a história, para gáudio do meu filho.

Um livro que parece uma brincadeira, que é prazer e diversão e que, ao mesmo tempo, permite desenvolver competências como a atenção, a memória (principalmente quando repetirmos a história e esperamos que o bebé já saiba que barulhos fazer nas alturas certas) e até alguns aspetos da motricidade fina ao permitir-lhes virar as páginas, apontar especificamente para a mosca ou o sapo ou o peixe. Acima de tudo, um livro que oferece momentos inesquecíveis em família.

Um livro que irei sempre recomendar quando me perguntarem que livros comprar para um bebé pequeno!

Sente os Contos, Yoyo Studios

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Um dos principais problemas ao comprar livros para bebés é encontrar livros que equilibrem harmoniosamente as imagens com uma história com princípio, meio e fim. É muito comum encontrar livros com grandes imagens, com texturas, com palavras soltas, mas que raramente têm uma linha orientadora da primeira à última página. E se esses livros são ótimos e engraçados em certos contextos, às vezes esta mãe queria um bocadinho mais.

Foi então que descobri a coleção Sente os Contos, da Yoyo Studios. Os contos tradicionais da Branca de Neve, do Gato das Botas, da Cinderela, adaptados para os mais pequeninos, com frases muito curtas e imagens muito bonitas e apelativas e, claro, texturas diferentes em cada página. A simplicidade da história, aliada aos relevos e aos tecidos diferentes das páginas, cativam a atenção dos bebés e permitem aos pais ter um fio condutor do início ao fim do livro. O principal problema é explicar aos filhotes que a história acabou, pois eles vão querer lê-la outra e outra vez.

Cá em casa, começámos com a Branca de Neve que é, neste momento, o livro preferido do Tiago, que o quer ler todas as noites, sem exceção. E que já sabe identificar quem é a Branca de Neve, o príncipe, onde está o espelho, a maçã ou o «cobertor fofinho» (que é um cobertor de pelinho que tapa a Branca de Neve quando ela está adormecida). É o favorito do momento, do filho e da mãe, que está ansiosa por ir comprar o resto da coleção!

Livros para as Férias Grandes… por Alexandra Martins

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O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares, de Ransom Riggs (Edições Contraponto)

«Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada. Uma estranha coleção de fotografias peculiares.
Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine.
Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas…
Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.»

Com estreia cinematográfica prevista para setembro, o verão é uma excelente altura para ler ou reler o livro O lar da senhora Peregrine para crianças peculiares. Uma história intensa e cheia de suspense, que nos mostra que as peculiaridades de cada um de nós não nos tornam mais estranhos, apenas mais fortes.

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Gregor – A Primeira Profecia, de Suzanne Collins (Editorial Presença)

«Enquanto escorrega pela conduta de ar atrás da irmã, Gregor suspira por mais uma peripécia na sua vida. Mas nada o preparou para a aventura que se segue. Debaixo da cidade esconde-se a Subterra, um mundo sombrio onde os humanos convivem com aranhas, morcegos, baratas e ratos gigantescos. A Subterra prepara-se para a guerra e uma profecia previu que ele mesmo, Gregor, desempenhará um papel importante. Gregor quer fugir, mas percebe que ali talvez possa desvendar o desaparecimento do pai.»

Gregor pode ter apenas onze anos, mas as suas aventuras farão as delícias de miúdos e graúdos. Um mundo novo e perigoso para descobrir, um amor fraterno inquebrável, o despontar do crescimento e a maturidade e as responsabilidades que vêm com o mesmo. É bom ver o Gregor e os seus amigos crescerem e poder acompanhá-los na Subterra, estando nós debaixo do sol.

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A Todos os Rapazes que Amei, de Jenny Han (Topseller)

«Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.
Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.
Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»

Lara Jean tem 16 anos e um coração talhado para o amor. Ou para a ideia do amor. Porque, de todos os rapazes que amou, nunca a nenhum deles revelou os seus sentimentos. No entanto, o mundo é posto do avesso quando, de repente, as suas paixões platónicas deixam de o ser e Lara Jean tem de lidar com rapazes reais, relações reais, sentimentos reais. Um livro para enfrentarmos os nossos receios e relembrarmos os nossos primeiros amores.

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Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard (Saída de Emergência)

«O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados.
Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate – uma rebelião dos Vermelhos – mesmo que o seu coração dite um rumo diferente.
A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva… ou condena?»

A fazer lembrar as heroínas de Os Jogos da Fome, de Suzanne Collins, e Divergente, de Veronica Roth, Mare traz-nos uma nova aventura onde o mundo se divide pela cor do sangue e que sobrevive das aparências e do poder que uns exercem sobre os outros. Um mundo que Mare vem desequilibrar e onde tem de ter muito cuidado, pois nada é o que parece. Uma história que, quando acabada, só nos faz perguntar: quando sai o próximo volume?

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Coisas que nos Diz o Coração, de Jessi Kirby  (Editorial Presença)

«Quando o namorado morre num acidente, Quinn sofre uma perda terrível. O luto impede-a de viver como qualquer outra adolescente. Tentando encontrar sentido para a dor, Quinn escreve a quem foram transplantados os órgãos do namorado. Apenas Colton Thomas, que recebeu o coração, não responde. Quinn procura-o. Desse encontro nasce uma relação intensa e inesperada que dá alento aos dois, antes tolhidos pela dor. Mas uma mentira ameaça o coração desse relacionamento – Quinn sabe que tem de contar a verdade.»

A vida perfeita de Quinn ruiu com a morte do seu namorado Trent. A vida de outras cinco pessoas, a quem ele doou os seus órgãos, salvou-se. Quando Quinn, procurando atenuar a dor, entra em contacto com essas cinco pessoas, não esperava que a vida desse outra volta e lhe trouxesse Colton, um jovem com uma força e uma vontade de viver incríveis. E que mostra a Quinn que, mesmo que não saibamos à partida, a vida dá-nos o que precisamos.