Category Archives: CATARINA ARAÚJO

A livraria Button & Bear, Inglaterra

Louise Chadwick, antiga diretora da Book Trust, uma associação inglesa cujo objetivo é promover a leitura, abriu recentemente uma livraria infantil e juvenil em Shrewsbury, na região central da Inglaterra. Tendo dedicado muito anos aos livros e à leitura junto das crianças, resolveu criar um espaço de encontro, onde os mais novos pudessem descobrir o prazer de ler. Com dois andares decorados a preceito, a livraria tem um café, um espaço para lançamentos e outros eventos, e até uma área para bebés.

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Para saber mais sobre a livraria visite a página oficial do facebook.

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A livraria Aqui Há Gato, em Santarém

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(c) António Antunes

Há um espaço, situado em Santarém, onde as crianças podem entrar, como se entrassem para dentro de um livro, qual Alice no País das Maravilhas. É a livraria Aqui Há Gato, dedicada aos livros infantis e juvenis. Tem à porta, a dar as boas-vindas, um grande gato, que, com o seu grande sorriso, faz mesmo lembrar o Gato de Cheshire. Passa-se a porta e encontra-se um lugar cheio de cor, decorado com desenhos nas paredes e mobiliário branco, dando destaque àquilo que é essencial na livraria – os livros. Mas a Aqui Há Gato não convida só a conhecer os livros mas a explorá-los também, através de inúmeras atividades, desde leituras e teatros a oficinas de arte. Um lugar a visitar, sem dúvida alguma.

Saiba mais em http://www.aquihagato.weebly.com

 

A livraria Livro Voador, em Matosinhos

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por Catarina Araújo

Abriu em dezembro de 2014, ainda não tem um ano, mas já anda muito bem sobre as pernas. Damos hoje a conhecer a livraria infantil Livro Voador.

Apresente-se!
Chamo-me Eliana Miranda de Sousa e sou a proprietária, gerente, funcionária (uma espécie de santíssima trindade) da Livro Voador.

Porque resolveu abrir uma livraria infantil?
Formei-me (licenciatura e mestrado) em Arqueologia, área onde trabalhei durante alguns anos. Entretanto, a escassez de trabalho e o nascimento duma fabulosa menina (que já conta com 6 anos) muito curiosa, muito criativa (desenha que é uma dor para árvores, com tanto papel que gasta!), acrescido do meu gosto pela ilustração (há livros lindíssimos sem qualquer texto, que normalmente os adultos compram mais para eles), pelas histórias e o poder que elas têm na formação de todos durante a infância, levou-me a abrir esta livraria infantil, numa cidade onde ainda nada existia.

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Como desenvolveu o espaço?
O espaço é pequeno, simples, com umas cores suaves, tentando dar a sensação de que se está na sala de uma casa. Sempre foi esta a ideia, desde o início. Sem grandes distrações, para que os mais pequenitos levantem voo ao lerem ou ao ouvirem uma história. 

Como é a receção das pessoas? Como tem sido o impacto na vizinhança?
Tenho recebido muitos elogios, às vezes até sinto que é demais, tendo em conta a simplicidade do espaço. Muitos ficaram contentes por terem um espaço assim à porta de casa. Outros disseram que fazia mesmo falta uma livraria deste género em Matosinhos. Muitos vizinhos são já amigos, que por vezes só cá vêm falar um pouco, distraírem-se… Os pequenitos adoram parar aqui para desenhar e colocar a obra de arte deles na minha parede/galeria. E tenho clientes de longe (a cerca de 30 km daqui!) que já só compram aqui os livros… E, bem!… isto é quase comovente…

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Que atividades desenvolve?
Horas do conto, workshops vários, yoga para crianças… tudo o que possa agradar às crianças e aos pais, e sempre pensando em «acrescentar algo mais» ao desenvolvimento dos mais novos.

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Com tão poucos espaços dedicados exclusivamente aos livros para crianças que existem, em que medida é que a vossa livraria pode fazer a diferença, comparativamente com outras livrarias, espaços comerciais, etc.?
O nome Livro Voador surgiu porque acho que o livro é o melhor meio de transporte para se «viajar» (o logótipo, desenvolvido de uma ideia embrionária minha, é da Anabela Dias, uma ilustradora que faz desenhos lindos, já com bastante obra publicada, para além de ser uma excelente pessoa!). Não me refiro apenas à imaginação; refiro-me à viagem que é a vida, e tudo o que se desenvolve nela, principalmente a nível de valores, princípios, gostos. Tento, por isso, na seleção dos livros, escolher aqueles que de facto transmitem algo que importe, que fique, que se retenha (nem que seja uma imagem, apenas…).

Assim, cada vez que alguém (90% dos casos) me pede ajuda para escolher um livro, eu pergunto sempre a idade, se é menino ou menina, como é, do que gosta, como se chama (tenho uma lista de livros por nomes das personagens)… E eu acho que é aqui que a Livro Voador faz a diferença: conhecendo praticamente os livros todos que há à venda na livraria e tentando «acertar» no gosto de quem vai receber o livro, os clientes ficam satisfeitos, voltam e sugerem a Livro Voador a amigos, familiares e às escolas dos filhos (onde depois fazemos feirinhas do livro). E raríssimas foram as vezes que vieram trocar o livro que levaram.

Não sinto que tenha o perfil ideal de vendedora e detesto burocracias. Adoro falar das histórias, mostrar as ilustrações, falar dos talentosos e premiadíssimos ilustradores nacionais (muita gente fica espantada). Gosto de «pegar» numa criança que chegue à Livro Voador um pouco amuada, desanimada, apática, triste, e «dar-lhe a volta». Orgulhosamente já consegui (é mais fácil do que com os nossos, definitivamente!), e depois são eles que pedem aos pais para voltarem, quanto mais não seja por causa daquele pufe enorme cheio de animais coloridos para onde eles adoram saltar. E isto é mesmo muito bom; os dias de chuva e frio muitas vezes parecem um dia de praia…

E um convite aos nossos leitores!
Venham cá, ouvem boa música, leem livros cheios de cor e histórias engraçadas, e o cão e o gato também podem entrar!

www.facebook.com/livrovoador

Todas as formas de leitura são importantes

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Muitos críticos defendem que a banda desenhada, os audiolivros ou até mesmo os e-books não são, realmente, leitura. Que a leitura que conta é a dos livros, de literatura, de poesia. Mas há quem defenda que não, que todas as formas de leitura, desde que leve à efetiva leitura, são importantes, pois só assim é possível alcançar todas as crianças, seja de que meio forem, sejam quais forem as suas preferências e as suas capacidades. Num artigo escrito por uma bibliotecária sobre este tema, chama-se a atenção para o «perigo» que os preconceitos em relação a outras formas de leitura podem representar para as crianças, afastando-as dos livros e podendo levar a que percam o prazer de ler. Emily Childress-Campbell trabalha numa biblioteca e escreve sobre as impressões que retirou no contacto com pais e educadores, e sobre a importância de pensar nos diversos formatos de leitura como plataformas para incluir crianças com diferentes gostos e capacidades, que de outra forma se afastariam da leitura. A bibliotecária refere como exemplo os audiolivros para as crianças com dificuldades de leitura, como a dislexia, e a banda desenhada como forma de apresentar crianças mais relutantes ao mundo dos livros e das histórias, incutindo e desenvolvendo nelas o prazer de ler.

O artigo completo pode ser lido aqui.

A cadeira da leitura

Desde 2007 que, todos os anos, Bath, na Inglaterra, é palco de um festival de literatura para crianças. E, todos os anos, a capa do programa do festival tem como tema de fundo uma cadeira vermelha onde diversas personagens dos livros infantis se sentam a ler. Um ilustrador é convidado a reinterpretar essa cadeira e a reunir as suas personagens para um momento de leitura. Aqui ficam algumas das ilustrações feitas até 2015.

Para ver mais, ir aqui.

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[2007 – (c) Martin Brown]
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[2009 – (c) Alex Scheffler]
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[2008 – (c) David Roberts]

Dreamworks adapta «The Adventures of Beekle» ao cinema

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A Dreamworks anunciou recentemente que irá adaptar ao cinema de animação o livro The Adventures of Beekle: The Unimaginary Friend, de Dan Santat, galardoado este ano com a medalha Randolph Caldecott, na categoria de livros infantis ilustrados. A história é sobre um amigo imaginário que nasce numa ilha especial, e vive à espera de ser escolhido por uma criança, mas depois de muito esperar, e sem que ninguém o adote, ele resolve embarcar numa viagem para a cidade, onde encontra finalmente uma criança que lhe dá um nome: Beekle.
Jason Reitman (realizador de filmes como Obrigado por fumar, Juno e Nas Nuvens) será o realizador e o argumentista. Este será o seu primeiro filme de animação.

A notícia é daqui.

Leituras para as Férias Grandes de… Catarina Araújo

O contacto com outras línguas é importante para o desenvolvimento de qualquer criança, pois além de lhe abrir horizontes, permite-lhe exercitar a capacidade de falar outros idiomas, para além da língua materna. Juntar esse exercício à leitura, enquanto ainda são pequenos, pode resultar em momentos bastante divertidos e didáticos. Aqui ficam alguns livros que transcendem as fronteiras da língua e que os pais poderão ler com as crianças durante estas Férias Grandes, despertando-as para outras realidades.

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The Book With No Pictures, de B. J. Novak, Dial Books

Este livro, criado pelo ator e humorista B. J. Novak, mais conhecido por entrar na série The Office, fez um grande sucesso lá fora, por ser um livro que convida à leitura em voz alta. Os pais poderão traduzir o texto enquanto o leem com as crianças, fazendo pequenos teatrinhos com elas, ou então poderão ler mesmo em inglês, habituando-os à língua e ajudando-os a entender os significados.

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Tous à poil!, de Claire Franek e Marc Daniau, Editions du Rouergue

Este livro causou muita polémica no ano passado. O presidente do Partido UMP, a segunda maior força política de França, condenou-o publicamente, pois considerava-o inapropriado e acreditava que desrespeitava figuras de autoridade aos olhos das crianças. Tous à poil! é um livro infantil ilustrado em que várias pessoas, desde o professor, à babysitter, aos vizinhos, se despem para tomar banho no mar. O objetivo, segundo os autores, era o de familiarizar as crianças com diferentes tipos de corpos em situações naturais. E porque o corpo deve ser estimado e tratado com respeito, seja ele como for, este é o livro perfeito para dar a ler às crianças neste verão.

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Emocionario. Di Lo Que Sientes, de Cristina Núñez Pereira e Rafael Romero, Palabras Aladas

Com a estreia do filme da Pixar Inside Out, ou em português Divertida-Mente, em que fazemos uma viagem pelas emoções humanas, este livro revela-se bastante apropriado, pois leva-nos também numa viagem pelas emoções que qualquer um de nós sente. Com esta ferramenta as crianças aprenderão a identificar os seus sentimentos e a lidar com eles.

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El libro de las narices, de Pepe Serrano, ilustrações de David Guirao, Nalvay Ediciones

Este livro é uma verdadeira enciclopédia de narizes, desde as suas formas, aos adornos que podem usar. É capaz de parecer estranho, mas o nariz é apenas um pretexto para dar a conhecer às crianças outras culturas e costumes, correndo as histórias de alguns dos narizes mais famosos do mundo, como o nariz da Esfinge de Gizé ou do Pinóquio. Uma leitura muito divertida e cheia de conhecimento.

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And Tango Makes Three, de Justin Richardson e Peter Parnell, ilustração de Henry Cole, Simon and Schuster

Este livro também causou a sua dose de polémica por se tratar da história de um casal de pinguins machos que cria um bebé pinguim. Lançado em 2006, é um dos livros que os pais mais pressionam para retirar das bibliotecas e das escolas, nos EUA. A obra, entretanto, foi distinguida com inúmeros prémios, entre os quais o Prémio ASPCA Henry Bergh e o American Library Association Notable Children’s Book. Não há nada como ensinar aos mais pequenos a tolerância e os diferentes tipos de relacionamentos que existem através de um livro.

15 dicas para pôr os seus filhos a falar sobre livros

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por Catarina Araújo

Laura Lambert, escritora e editora, escreveu um artigo sobre como por vezes os pais têm dificuldade em conversar com os filhos sobre os livros que estão a ler. Fazem as perguntas típicas e depois a conversa morre ali, sem terem explorado verdadeiramente os temas e os sentimentos despertados pela leitura do texto. Tal pode ser muito frustrante e acabar por levar a que as crianças percam interesse na leitura. Mas então como ter uma conversa interessante e construtiva com os filhos sobre a história que acabaram de ler? Aqui ficam as 15 dicas da autora para iniciar uma boa conversa sobre livros.

(O artigo é daqui.)

(A tradução não é literal, mas passa as ideias gerais. Não dispensa contudo a leitura do artigo original.)

Para crianças pequenas:

1)  Apontar e perguntar – Pare a meio da história e peça-lhes para apontarem objetos e cores. Se já tiverem idade suficiente, saberão contar: «Quantas flores vês?». Isto é vital para o desenvolvimento da linguagem.

2) Fazer uma previsão – Perguntar «O que achas que vai acontecer a seguir?» Mesmo que já tenham lido aquela história dezenas de vezes. A repetição é importante para as crianças.

3) Fazer uma pausa e deixá-los continuar – Isto funcionará muito bem com livros de rimas, em que se lê um verso e se pára antes da última palavra, deixando-os acabar a rima.

4) Fazer comparações com a vida real – Por exemplo, se estão a ler sobre uma personagem que tem cabelo loiro, perguntar à criança de que cor é o seu próprio cabelo. Ou se o peluche de uma personagem tem um nome, perguntar por sua vez como se chama o seu peluche preferido.

5) Continuar a história – Terminado o livro, imaginar outras histórias com as personagens ou fazer pequenos teatrinhos, em que cada um interpreta uma personagem. Isso ajudá-los-á a pensar mais profundamente nas características das personagens e da história.

Crianças em idade escolar:

6) Falar sobre as palavras difíceis – Se a criança estiver a ler para o pai ou para mãe, é fácil parar numa palavra mais difícil e questionar-se sobre ela. Tenha um dicionário ao pé e consulte-o sempre que precisar. (O exercício estimulará a aprendizagem de palavras novas.)

7) Explorar mais pessoalmente os assuntos – Incentive a criança a pensar mais na história, a colocar-se na pele da personagem e a pensar o que faria de diferente se estivesse no seu lugar. (Isto promove a empatia, a capacidade de se colocar no lugar dos outros, e a ver as diferentes perspetivas de uma situação.)

8) Comparar com outros livros – As crianças adoram séries e os volumes são sempre diferentes uns dos outros, por isso pode-se perguntar-lhes o que acharam daquele volume em comparação com os anteriores.

9) Evitar as perguntas típicas de um trabalho para a escola – Para ter um verdadeiro diálogo com o seu filho, evite as perguntas típicas que são feitas em sala de aula, e incentive-o a explorar mais profundamente os temas falados na história.

10) Estabelecer ligações com o mundo real – À medida que os livros que eles leem se tornam mais complexos, pode-se discutir temas mais profundos, como por exemplo a morte ou o preconceito. É aqui que a conversa poderá tornar-se mais interessante.

11) Deixe-se levar – Ler com o seu filho deve ser uma experiência divertida e as conversas que surgem naturalmente à medida que progridem em conjunto na leitura são as melhores.

Para leitores mais avançados:

12) Leia o que eles estão a ler – O seu filho é agora um leitor independente, mas mesmo que já leia sozinho, isso não quer dizer que não possa ter uma conversa com ele sobre o que está a ler. Leia também e depois conferencie com ele sobre a história.

13) Seja fiel a si mesmo – Numa conversa verdadeiramente interessante partilham-se opiniões e diferentes pontos de vista. (Respeite a opinião do seu filho e não tenha medo de partilhar a sua.)

14) Não julgue – O seu filho está a desenvolver a sua forma de ver o mundo e a testar diferentes valores que vai aprendendo com as suas próprias vivências. Isso é importante. Não desvalorize as suas visões sobre uma personagem ou sobre uma história. Poderá estar a perder uma oportunidade de perceber como é que o seu filho pensa sobre as coisas.

15) Seja um leitor – Partilhe a sua paixão pela leitura com os seus filhos e deixe-os tomar-lhe o gosto pelo exemplo. Leia muito, à frente deles. Fale sobre as personagens, os sítios e as histórias dos livros que lê. Se estiver entusiasmado, eles também vão ficar.

A melhor montra de livraria infantil

Todos os anos, por esta altura, a Children’s Book Council, em parceria com a Every Child a Reader, associa-se à American Booksellers Association para organizar a Semana dos Livros para Crianças e, entre muitas outras atividades, escolher a melhor montra entre as livrarias infantis e juvenis que se juntam a esta festa. Este ano a vencedora foi a Elm Street Books, em New Canaan, no Connecticut, EUA, com uma vitrina profusamente decorada, e que celebra a leitura e a imaginação. Aqui ficam as fotografias da livraria vencedora.

Para ver as restantes fotografias das outras livrarias candidatas ir aqui.

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Raiva, cinzas, asteróides, o Diabo e o amor…

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Aqui ficam alguns dos títulos para adolescentes que andam a causar sensação lá fora. Vão desde o realismo contemporâneo, ao thriller, à fantasia histórica e ao apocalíptico.

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All The Rage, de Courtney Summers

«O filho do xerife, Kellan Turner, não é o menino de ouro que todos pensam e Romy Grey sabe bem disso. E por ninguém querer acreditar numa rapariga que vem do lado errado da cidade, a verdade costou-lhe tudo – os amigos, a família, a comunidade. Marcada como mentirosa e maltratada pelo grupo de amigos com quem costumava andar, o único refúgio de Romy é o restaurante onde trabalha e que fica fora da cidade. Lá ninguém a conhece, nem sabe do seu passado, e pode finalmente ser anónima. Mas quando uma rapariga com ligação a Romy e a Kellan desaparece após uma festa, e notícias vêm a lume de que ele poderá ter agredido outra rapariga numa cidade ali perto, Romy terá de decidir se quer lutar ou se irá carregar o fardo de saber que mais raparigas serão atacadas se ela não falar. Afinal de contas, ninguém acreditou nela antes – e certamente não acreditarão agora – mas o custo do seu silêncio poderá ser maior do que aquele conseguirá alguma vez suportar.»

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We All Looked Up, de Tommy Wallach

«Antes do asteróide deixávamo-nos ser definidos por rótulos: o atleta, o marginal, o mandrião, o sabichão.

Mas quando olhámos para cima, tudo mudou.

Disseram que chegaria em dois meses. Isso deu-nos dois meses para deixarmos os rótulos de lado. Dois meses para sermos maiores do que alguma vez fomos. Para sermos algo que perdurasse depois do fim.

Dois meses para viver. De verdade.»

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An Ember in The Ashes, de Sabaa Tahir

«De acordo com a lei do Império Marcial, a punição para a desobediência é a morte. Aqueles que não consagram o seu sangue e o seu corpo ao Imperador arriscam-se a que as pessoas que amam sejam executadas.

É neste mundo brutal, inspirado na Roma Antiga, que Laia vive com os avós e o irmão mais velho. A família sobrevive nas ruas empobrecidas do Império. Eles não desafiam o Império. Eles viram o que acontece àqueles que se atrevem a fazê-lo.

Mas quando o irmão de Laia é preso por alta traição, Laia é forçada a tomar uma decisão. Em troca da ajuda dos rebeldes, que prometem salvar o irmão, ela terá de arriscar a vida como espia no seio da maior academia militar do Império.

Aí, Laia conhece Elias, o melhor soldado da academia – e também, secretamente, o mais reticente. Tudo o que Elias quer é libertar-se da tirania que ele está a treinar para impor. Rapidamente, tanto Elias como Laia irão descobrir que os seus destinos estão cruzados – e que as suas escolhas irão alterar para sempre o destino do próprio Império.»

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The Devil You Know, de Trish Doller

«Aos dezoito anos, Arcadia quer aventura. Vive numa pequena cidade da Florida com o pai e o irmão mais novo, de quatro anos, e passa o tempo no trabalho, na escola, e a cuidar da família. Quando conhece dois primos bem-parecidos numa festa da fogueira, finalmente tem a oportunidade de se divertir. Eles convidam-na a ela e a uma amiga a juntarem-se a eles numa viagem de carro – exatamente aquilo que ela procurava para poder escapar. Mas se ao princípio é tudo muito divertido, rapidamente a jornada se transforma num pesadelo quando Arcadia descobre que um dos primos não é bem aquilo que parece. Um deles tem intenções mortíferas.»

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Emmy & Oliver, de Robin Benway

«O melhor amigo de Emmy, Oliver, reaparece depois de ter sido raptado pelo pai dez anos antes. Emmy espera que eles retomem a relação onde ela ficou, mas depois de dez anos fora, pensando que o pai era o herói da história, Oliver tem muita coisa que precisa de compreender.»