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Desassossegos, curiosidades e inquietações na literatura: entrevista ao escritor Paulo Kellerman

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(c) Ricardo Graça

por Sofia Pereira

Paulo Kellerman nasceu em Leiria, em 1974. Editou, em edições artesanais e limitadas de autor, Livro de Estórias (1999), Dicionário (2000), Sete (2000), Uma Pequena Nuvem Solitária perdida no Imenso Azul do Céu (2001), Fascículo (2002 a 2005, 75 edições), Da Vida e da Morte (2005). Foi um dos responsáveis pela conceção e edição da revista literária Cadernos do Alinhavar e é autor do blogue A Gaveta do Paulo. Participa na organização de diferentes eventos e iniciativas culturais.

A Fábulas entrevistou o escritor. Paulo Kellerman fala-nos do seu percurso e gostos literários, do universo dos seus livros e da importância da literatura na vida de todos nós.

Como surgiu o gosto pela escrita?
Na escola, quando percebi o alcance da palavra escrita. Os professores liam textos meus à turma e havia sempre grandes reações, geralmente de riso porque eram textos com algo de humorístico. E eu, num canto, assistia ao poder que essas palavras tinham, as reações que causavam. Não era eu que desencadeava as reações, eram as minhas palavras. Essa descoberta foi determinante.

Lembra-se do primeiro livro que leu na infância?
Não lembro. As recordações mais fortes e antigas referem-se aos Cinco, mas certamente que terei lido muitos livros antes; contudo, não tenho memória dessas leituras.

Qual a importância de A Gaveta do Paulo?
O blogue foi criado em sequência da publicação do livro Gastar Palavras, em 2005. Alguns dos contos que tinha pré-selecionado para esse livro acabaram por ficar de fora e criei o blogue para os divulgar. A partir daí, a Gaveta ganhou uma enorme importância; os livros que fui publicando foram sendo alinhavados e pré-publicados no blogue, conto a conto, permitindo-me um contacto imediato com os leitores, uma interatividade muito estimulante e enriquecedora. Foi tornando-se um sítio de experimentação e partilha, de crescimento, de liberdade. Mais tarde, com a explosão das redes sociais, os blogues tornaram-se menos apetecíveis para muita gente, mas a Gaveta continua a ser um local especial para mim.

Miniaturas, como o título sugere, é um livro de pequenas histórias, num total de cinquenta e seis, recheadas de humor. Considera que o humor pode ser uma forma de nos aliviar das vicissitudes da vida?
O humor pode ser uma distração poderosa. Mas também pode ser uma forma muito incisiva de nos fazer pensar, de nos confrontar, de nos agitar.

A morte, a solidão ou o confronto interior são alguns dos temas presentes no livro Gastar Palavras. É seu objetivo levar os leitores a identificarem-se e a refletirem sobre as emoções e os pensamentos inerentes a todo o ser humano?
O objetivo é confrontar o leitor consigo próprio e desassossegá-lo. Já percebi que muitos leitores procuram na literatura uma possibilidade de fuga ou de sonho, ou até respostas para as suas inquietações. Mas os escritores que julgam ter respostas ou soluções assustam-me um bocado. Prefiro causar alguma inquietação, algum desconforto; porque é o desconforto que nos impele a avançar, arriscar, tentar. Quando estamos confortáveis, tendemos a ficar quietinhos.

Os Mundos Separados Que Partilhamos narra, num tom intimista, situações e momentos contaminados por solidões, cumplicidades, melancolias e obsessões. Podemos ver nele um retrato da sociedade dos dias de hoje?
Para quem escreve, a observação é fundamental. E um texto inclui, consciente ou inconscientemente, muito do que é observado. Um texto será uma mistura de observação, reflexão, imaginação e vivência; nesse sentido, será sempre um retrato da contemporaneidade do autor. Mesmo que se escreva ficção científica ou romance histórico.

Mente-me e seremos mais felizes é o título de um dos seus e-books. Nele, podemos encontrar a estória «Toda a gente sabe que o facebook é uma treta». Considera que as redes sociais podem ser prejudiciais para os relacionamentos?
As redes sociais têm potencialidades extraordinárias mas também assustadoras. Por esta altura, é impossível pensar em redes sociais e não lembrar o que o Trump faz neste âmbito, a forma como manipula a realidade usando o Twitter.

Silêncios entre Nós é um livro que, à semelhança dos anteriores, aborda as relações humanas no mundo contemporâneo. O silêncio pode ser audível?
O silêncio pode ser tão ruidoso que é capaz de nos ensurdecer. Devia haver nas escolas, juntamente com o português, a matemática e a educação física, uma disciplina que ensinasse como lidar com o silêncio, como aprender a geri-lo e até a saboreá-lo.

Chega de Fado é um ato revolucionário?
Neste país de consensos meio podres e quase sempre aparentes, dizer que não se gosta de fado é quase um ato de rebeldia. E, por acaso, não gosto mesmo nada de fado. Mas o fado a que se refere o título não é o género musical, é antes aquele espírito de ladainha e lamentação, de conformismo, de lamuria e queixa, que caracteriza tantos discursos e posturas. E nesse sentido, sim: chega de fado.

O Céu das Mães é o seu primeiro livro infantojuvenil, com ilustrações de Rute Reimão. Trata um tema difícil e pouco abordado na literatura para crianças: a perda. Conta a história de um menino que perdeu a mãe e que é confrontado com uma afirmação muitas vezes escutada: «a tua mãe está no céu». Considera que os livros podem ajudar a explicar a morte às crianças?
Mais do que explicar, talvez os livros possam ajudar a lidar com emoções. E não gosto muito da literatura que tenta dar respostas ou explicações, da literatura com lições ou moralismos. Parece-me bem mais enriquecedor quando suscita questões, desassossegos, curiosidades, inquietações. Quando tira o sono, em vez de adormecer.

Com o livro Serviços Mínimos de Felicidade deu o salto da escrita de contos para o romance. Somos comodamente felizes ou ambicionamos uma felicidade esplêndida e impossível de alcançar?
O desejo de uma felicidade esplêndida pode ter muitas formas e materializações, pode ser simplesmente aquilo a que chamamos sonhos; e se deixamos de sonhar, passamos a viver em função do que somos ou temos, não mudamos; não crescemos. Vivemos em serviços mínimos. Essa é uma das ideias presentes no livro: como reagir quando percebemos que deixámos de sonhar?

Muito recentemente, publicou mais um livro dirigido ao público mais novo: A tristeza dá fome, com ilustrações de Lisa Teles. Fale-nos um pouco desta história.
No final dos anos 90, tinha uma espécie de editora caseira, através da qual editava os meus próprios livros; eram edições artesanais, em que eu construía cada um dos exemplares dos livros; depois, oferecia-os. Fiz, deste modo, milhares de livrinhos. A Lisa é a responsável pela Escaravelho, uma editora que também tem uma componente muito importante de trabalho manual na conceção dos seus livros. E isso fascinou-me. Além disso, é uma ilustradora fantástica. Portanto, foi uma enorme honra colaborar com ela neste projeto, foi das aventuras mais fantásticas em que participei. Quanto à estória, nasceu da sugestão de uma aluna, numa visita a uma escola.

Foi autor e concebeu algumas exposições literárias como Foto estórias (2000), As Palavras do Olhar (2002), Pedaços de Literatura (2005) e Insignificâncias (2006). Quer partilhar connosco como foram essas experiências?
Todos esses projetos estiveram relacionados com a exploração do potencial entre texto e imagem, tendo criado contos originais a partir de fotos ou pinturas de diversas pessoas. A relação texto / imagem é algo que continua ainda hoje a apaixonar-me, assim como a possibilidade de colaboração e criação conjunta com autores das mais diversas áreas. A aventura mais recente neste domínio é um blogue chamado Fotografar Palavras, criado há alguns meses. Mas desses projetos de início do século, o que melhor recordo foi uma exposição que criei (e que depois deu origem a um e-book) chamada Sincronismos (2002); marcou-me particularmente porque foi o único trabalho onde, além do conceito e do texto, também concebi as imagens.

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Quando lemos os seus livros, percebemos que a escrita é sempre muito fluida e de leitura fácil, mas não deixa de ser inquietante. Tem a ver com as temáticas abordadas ou é um estilo próprio?
Tem a ver com um estilo próprio, com opções técnicas. Sempre fiz experiências do ponto de vista técnico, sempre me testei e me desafiei, sempre refleti sobre a dimensão mais técnica da minha escrita. Existe uma dimensão instintiva e incontrolável na escrita, mas também é fundamental o trabalho puramente técnico de depuração, de análise e corte, de adequação; e este trabalho está em evolução constante, é sempre melhorável.

Ao longo da sua carreira, já foi distinguido com alguns prémios literários. Como encara todo esse reconhecimento?
Encaro como um incentivo, sinto-me agradecido e responsabilizado. Depois, esqueço e continuo a fazer o que tenho a fazer.

É notória a relação de proximidade que mantém com os seus leitores. Como o faz? Provoca isso mesmo ou é a própria ambiência da escrita que a suscita?
Talvez tenha a ver com o facto de encarar a literatura como algo natural e não uma espécie de dádiva divina apenas ao alcance de meia dúzia de privilegiados, como por vezes acontece com alguns escritores. Gosto quando escritor e leitor estão ao mesmo nível, e ambos podem partilhar algo. É possível que a relação de proximidade nasça daí.

Conte-nos uma situação vivida num encontro com os seus leitores e tenha sido particularmente especial.
As idas a escolas são sempre momentos intensos. Houve, por exemplo, situações tremendas em idas a escolas de 1º ciclo para falar sobre o primeiro livro infantil, que conta a estória de um menino que não tem mãe, e onde convivi com meninos que não têm mãe. Uma das experiências mais tremendas que tive foi numa ida a uma prisão, onde estive duas ou três horas com presos que não me conheciam de lado nenhum, nem tinham tido qualquer contacto com o meu trabalho. Mas nos encontros mais convencionais com leitores também acontece todo o tipo de coisa, desde pedidos concretos de conselhos a ameaças de ser processado por ter uma escrita indecente e perturbadora.

Como tem sido a receção dos leitores à sua escrita?
Importante é existir reação, o que custa é a indiferença. As reações vão sendo boas ou más mas geralmente fortes, e isso é que importa. Se fosse como naqueles inquéritos que fazem aos serviços de comunicações, preferia ser avaliado com 1 ou 10, e não 5.

Onde e quando é que gosta mais de escrever?
Não tenho rituais de escrita nem grandes exigências. Preciso apenas de ter um desejo genuíno de escrever, um desejo que por vezes é uma necessidade. E mesmo que as mãos não estejam a teclar ou a rabiscar, a mente está muitas vezes a escrever. Durante a condução, por exemplo.

Qual foi o último livro que leu?
O meu nome é Lucy Barton, de Elizabeth Strout.

Se fosse uma personagem literária, qual seria? E porquê?
Tom Sawyer. Foi uma personagem que marcou muito a minha infância, através da série que passava na televisão nos anos oitenta. Na altura não fazia ideia que tinha origem num livro. Nunca quis ser bombeiro ou piloto ou super-herói. Queria ser o Tom Sawyer.

Os livros podem ser amores de perdição, ora porque nos cativam e relemos vezes sem conta, ora porque nos desapontam e nunca mais os voltamos a ler. Fale-nos de um livro que o tenha marcado e daquele que, de alguma forma, o desiludiu.
Os livros não desiludem, eu é que me desiludo porque tenho entusiasmos e expectativas irrealistas. Acontece com frequência. A última vez foi com o último livro que li: O meu nome é Lucy Barton, de Elizabeth Strout. Quanto a livros marcantes, prefiro aqueles que deixam marcas subtis, por vezes inconscientes, ou apenas percetíveis com o tempo. O Albert Cossery dizia: «Se um determinado livro não tiver sobre o leitor um tal impacto que no dia seguinte ele deixe de ir ao emprego, esse livro nada vale.» Não concordo muito com isto, se uma pessoa precisa de um livro para mudar de vida, algo me parece errado. Acredito mais que dezenas de livros ao longo de anos possam fazer alguém mudar a perspetiva, mudar o foco; na verdade, a literatura serve para isso mesmo, é essa uma das suas riquezas: proporcionar novos focos, novos ângulos.

Qual o/a escritor/a que convidaria para jantar? Porquê?
Elena Ferrante. Porque gosto bastante dos seus livros e porque a própria autora em si é uma espécie de personagem literária. Seria muito interessante tentar perceber onde começa a realidade e termina a ficção.

Que conselhos daria a um jovem que quisesse gastar as palavras na publicação de um livro?
Surpreende-me quando encontro pessoas que desejam escrever mas não leem. É fundamental, é o primeiro passo: ler. Descobrir, perceber, saborear, aprender através do que se lê. A leitura é o oxigénio de quem escreve, ou pelo menos um dos oxigénios. Também importa ser curioso, fazer questões e ter inquietações, imaginar, ter vontade de observar o mundo com um olhar diferente do que se usa habitualmente. Não ter medo de arriscar.

Podemos esperar a publicação de novos livros para breve?
Publiquei dois livros no espaço de três meses. Agora, é tempo de acalmar um pouco.

Livros para o regresso às aulas… por Alexandra Martins

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Harry Potter e a Criança Amaldiçoada – Partes Um e Dois

de J. K. Rowling, John Tiffany e Jack Thorne (Editorial Presença)

Foi sempre difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele se tornou num muito atarefado funcionário do Ministério da Magia, casado e pai de três crianças em idade escolar.
Enquanto Harry luta com um passado que se recusa a ficar para trás, o seu filho mais novo, Albus, tem de se debater com o peso de um legado familiar que nunca desejou. Quando o passado e o presente se cruzam, pai e filho confrontam-se com uma desconfortável verdade: por vezes as trevas vêm de lugares inesperados.
A oitava história. Dezanove anos depois.

Em época de regresso às aulas, nada melhor do que poder regressar também à nossa escola favorita: Hogwarts. Quando já pensávamos que não mais ouviríamos falar de Harry Potter, eis que a autora J.K. Rowling se juntou a dois dramaturgos e criaram magia: a oitava história de Harry, agora adulto e com filhos, contada em texto dramático. Esta peça, que esteve em cena nos teatros londrinos, chega-nos agora finalmente em livro, para descobrirmos tudo o que aconteceu depois de Harry derrotar Lorde Voldemort.

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Curso Intensivo para Sobreviveres à Escola

de Miguel Luz (Manuscrito Editora)

«Sejam muito bem-vindos à melhor altura das vossas vidas…
Bem-vindos à liberdade.
Bem-vindos ao acordar cedo.
Bem-vindos às setoras extremamente irritantes.
Bem-vindos ao estudo multitasking.
Bem-vindos à Escola.»
Chegou finalmente ao mercado livreiro o manual de sobrevivência para os longos e dramáticos anos de escola! O youtuber Miguel Luz partilha neste livro tudo aquilo de que os jovens precisam, desde o básico ao secundário, para sobreviverem…
…aos «só mais cinco minutos» na cama de manhã que valem um autocarro perdido e falta de presença a Português;
… às associações que os pais fazem entre estudar pouco e ir trabalhar para a construção civil;
…aos TPC feitos no intervalo em cima do joelho, ou copiados pelo cromo da turma, (o tal que vai lembrar a setora que havia TPC);
…às setoras que só dão boas notas a quem lhes repete todos os dias o quanto estão bonitas;
…Aos trabalhos de grupo feitos individualmente na véspera até às duas da manhã, que resulta num Power Point todo ranhoso só com 3 slides.
…e muito mais!

Este é o livro com que todos os miúdos se vão identificar e que todos os pais devem ler para ficar a conhecer a escola dos dias de hoje e que, por vezes, é tão diferente da dos seus tempos. Escrito de uma forma fácil e despretensiosa, ajustada ao público a que se dirige, este é um livro animado e divertido, que nos mostra que a escola pode não ser um paraíso mas, no final, até vale a pena!

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Tudo, Tudo… e Nós

de Nicola Yoon (Editorial Presença)

Madeline Whittier observa o mundo pela janela. Tem uma doença rara que a impede de sair de casa. Apesar disso, Maddy leva uma vida tranquila na companhia da mãe e da sua enfermeira – até ao dia em que Olly, um rapaz vestido de preto, se muda para a casa ao lado e os seus olhares se cruzam pela primeira vez. De repente, torna-se impossível para Maddy voltar à velha rotina e ignorar o fascínio do exterior – mesmo que isso ponha a sua vida em risco. Nicola Yoon escreveu um livro comovente com uma mensagem para leitores de todas as idades.

Por vezes, a vida não passa pela escola. Principalmente quando a isso somos impedidos pelas circunstâncias do destino. Que o diga Maddy, forçada a viver confinada à sua casa por motivos de saúde. Mas o mundo é tão grande para se viver apenas num sítio e, quando Maddy conhece Olly, tudo muda. Uma história que nos faz pensar na vida e nas opções que ela nos dá, que nos faz crescer e aprender e perceber que a vida nem sempre é justa, mas que tem tanto para nos oferecer.

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Popular

de Maya Van Wagenen (Editorial Presença)

Maya nunca foi uma aluna popular. Na verdade, ela era a rapariga invisível da escola!

Mas tudo isso estava prestes a mudar quando Maya encontra um exemplar antigo do Guia de Popularidade para Adolescentes, de Betty Cornell, um livro escrito por uma ex-modelo adolescente muito glamourosa… da década de 50 do século passado! Apesar das ideias um pouco antiquadas, Maya decide seguir, durante todo o ano letivo, os conselhos deste livro.

Os resultados da experiência são hilariantes, emocionantes e repletos de surpresas. Com humor e elegância, Maya conquista amigos, muda de visual e ganha autoconfiança até finalmente descobrir o que significa realmente ser Popular.

Ser ou não ser popular, eis a questão. E o que estamos dispostos a fazer para sermos populares. Para Maya, é tão importante ser conhecida e acarinhada na escola, que está disposta a fazer tudo, nem que seja seguir um guia antiquado que a vai fazer passar por algumas situações bastante caricatas. Mas que, no final, poderão ser a chave para Maya descobrir quem verdadeiramente é e o que quer. E será que ser popular é assim tão importante?

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Eleanor & Park

Rainbow Rowell (Saída de Emergência)

Dois inadaptados. Um amor extraordinário.

Eleanor é uma miúda nova na escola, vinda de outra cidade. A sua vida familiar é um caos; sendo gorda e ruiva, e com a sua forma esquisita de se vestir, atrai a atenção de todos em seu redor, nem sempre pelos melhores motivos.
Park é um rapaz meio coreano. Não é propriamente popular, mas vestido de negro e sempre isolado na música através dos seus fones e livros, conseguiu tornar-se invisível. Tudo começa por ser diferente quando Park acede a que Eleanor se sente ao lado dele no autocarro da escola. A princípio nem sequer se falam, mas pouco a pouco começam por se envolver numa genuína relação de amizade e cumplicidade que mudará as suas vidas. E contra o mundo, o amor nasce. Porque o amor é um superpoder.

Um romance único, cândido, adolescente. Quando Park e Eleanor se conhecem, pouco têm em comum, no entanto, são atraídos um para o outro como ímanes. Mas esta não é a típica história de amor; é uma história de dois inadaptados, dois jovens que têm de descobrir o que é o amor, o que é a amizade e o que significa lutarem contra as agruras da vida. Um livro que é um pouco uma lição, uma demonstração de realidades diferentes que permanecem juntas com a força de vontade. Mas será que é suficiente?

Feira do Livro de Lisboa está quase a abrir… e com novidades!

por Sofia Pereira

A 86ª Feira do Livro de Lisboa decorre entre 26 de maio e 13 de junho, no Parque Eduardo VII, uma organização da APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, que tem como objetivos promover o livro, e fomentar os hábitos de leitura e o incremento do nível de literacia.

Durante mais de duas semanas, os leitores têm oportunidade de participar nesta festa do livro, o maior evento literário do país, que tem na sua programação um vasto leque de atividades: apresentação de livros, sessões de autógrafos, concertos, doação de livros, cinema,  showcookings, debates, concertos, workshops, transmissão de programas de rádio e mostras gastronómicas.

Uma das grandes novidades da edição deste ano é a App, uma aplicação disponível em Android ou iOS, com o mapa dos pavilhões, a programação das iniciativas e os livros do dia.

Mais informação sobre a Feira do Livro de Lisboa 2016 aqui.

Feira Cultural de Coimbra

por Sofia Pereira

O Município de Coimbra promove, entre os dias 3 e 12 de junho, mais uma edição da Feira Cultural.

Promover a criatividade e as atividades culturais da e na cidade, projetar o trabalho de diferentes agentes de desenvolvimento criativo e cultural, e contribuir para o enriquecimento da criação artística são objetivos deste certame.

A iniciativa, que decorre no Parque Dr. Manuel Braga, é já considerada uma das maiores e melhores festas da Cultura do país, que abrange variadas áreas: a Literatura, o Artesanato, as Artes Performativas, a Música, as Artes Plásticas e a Gastronomia, atraindo milhares de visitantes pelo local aprazível em que se realiza, pela diversidade da oferta cultural, pela qualidade do programa de animação e pelo ambiente acolhedor.

Apresentações de livros, sessões de autógrafos, peças de teatro, sessões de poesia concertos, exposições e «24 horas culturais» são alguns dos atrativos da edição deste ano.

Uma Feira para valorizar a Cultura, a cidade do Mondego e o País!

Dia Mundial do Livro: escritores e ilustradora sugerem a leitura de livros

por Sofia Pereira

Hoje é o Dia Mundial do Livro!

A data, assinalada desde 1996 e por decisão da UNESCO, foi escolhida com base na lenda de S. Jorge e o Dragão, adaptada para honrar uma velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge e, em troca, recebem um livro. Simultaneamente, presta-se homenagem à obra de grandes escritores, como Cervantes e Shakespeare, falecidos exatamente em abril de 1616.

Para assinalar a data, a Fábulas convidou escritores e ilustradores a sugerirem a leitura de um livro, apenas um, e a justificar o motivo da sua escolha:

Catarina Gomes, Ilustradora

O dariz, Olivier Douzou, Editora Cosacnaify

«Inspirado num conto satírico do escritor russo Nikolai Gógol, O dariz de Olivier Douzou é um livro que conta, de uma forma genial, a história de um nariz que procura um lenço para se assoar. Escolhi-o porque foi dos poucos livros que me convenceu pela lombada/título. Depois de pegar nele, a ilustração da capa convenceu-me ainda mais e quando o abri para ler a primeira página, não lhe tirei mais as mãos de cima, porque soube que ele tinha de vir comigo para casa. Talvez o facto de eu ter a voz um pouco anasalada, tenha ajudado. Começa assim (ler em voz alta): “Guando agordei esta banhã / esdava gombletamente endupido. / Zaí bra domar ar.” Recomendo-o para qualquer faixa etária.»

(c) Miguel Alves
Catarina Nunes de Almeida, Escritora

Cândido ou O Optimismo, Voltaire, tradução de Rui Tavares, ilustração de Vera Tavares, Tinta-da-China

«A minha escolha vai para um dos livros que marcou, pela sua intemporal frescura, imprevisibilidade e lucidez, a fase final da minha adolescência. E são vários os aspectos que sublinho desse primeiro contacto com o romance de Voltaire – o mais evidente de todos foi, sem dúvida, a dimensão caricatural da obra. Voltaire expõe-nos, com um humor e uma imaginação brilhantes, uma série de tipos humanos que, servindo de espelho da sua época, não deixam de se fazer presentes nos nossos dias. A adolescência é o tempo de procurar respostas para uma série de contradições da vida humana que esta narrativa expõe com profunda inteligência. É o tempo de afirmação da liberdade individual, mas também de descoberta dos valores fundamentais da sociedade, temas escavados até ao osso nas alegorias iluministas. Há perguntas fundamentais sobre injustiça, ignorância, fanatismo a que alguma literatura nos permite aceder e que nunca mais se devem calar dentro de nós. Confesso que o facto de saber que se tratava de uma obra que, à época, não pôde circular senão clandestinamente, aguçou ainda mais o desejo de leitura. Herói de impensáveis façanhas, Cândido leva-nos aos extremos do compadecimento e do riso, da revolta e da aceitação, do repúdio e do espanto. Como esquecer a sua bem-amada Cunegundes, os filósofos Pangloss e Martin, a passagem por uma Lisboa que se ergue a todo o custo do terramoto, o encontro do mítico Eldorado e todo o novelo de infortúnios e desventuras “no melhor dos mundos possíveis”? Esta obra é puro deleite – e a edição ilustrada da Tinta-da-China veio refinar ainda mais o prazer que é revivê-la.»

 Maria Francisca Almeida Gama, Escritora

«O livro que hoje vos recomendo chama-se Madalena e foi escrito por mim, há cerca de seis meses, após o falecimento do meu pai. Fala sobre a saudade, a dor, sobre o facto de termos que aprender a lidar com a perda. Também fala sobre os sonhos, sobre a alegria, sobre o amor. É um livro que demonstra o quanto anseio por chegar mais longe e em como, apesar da dor que sinto, me esforço para ser cada vez melhor, orgulhando sempre o meu querido pai. »

Patrícia Ervilha, Escritora

O Principezinho – O Grande Livro Pop-Up, Antoine de Saint-Exupéry, Editorial Presença

«Tendo que escolher um livro infantil, não hesitaria na edição O Principezinho – O Grande Livro Pop-Up por Antoine de Saint-Exupéry, da Editorial Presença. O Principezinho é um livro essencial e um livro que atravessa a nossa própria existência. Faz sentido aos 2 anos, como faz aos 92. Esta edição é extraordinariamente bonita e apelativa. Tem o embondeiro mais inesquecível da literatura. Neste caso, a minha escolha vale pelo conteúdo eterno e também muito pela forma.»

(c) Ricardo Graça
Paulo Kellerman, Escritor

Contos de cães e maus lobos, Valter Hugo Mãe, Porto Editora

«O livro que sugiro é Contos de cães e maus lobos, de Valter Hugo Mãe. Trata-se de um belo e cuidado livro que reúne diversos contos que podem ter vários níveis de leitura, de acordo com a idade dos leitores; apesar de em princípio ser destinado a jovens, será igualmente um livro fascinante para leitores adultos. É composto por onze contos que nos convidam simultaneamente a sairmos de nós e mergulharmos em nós, ora ternos ora duros, sempre enigmáticos e mágicos, por vezes arrebatadores. Cada um dos contos é acompanhado por ilustrações originais de diferentes artistas, o que confere a cada estória um imaginário e uma densidade muito concreta. Um livro que corresponde à definição que o próprio autor atribui ao que será um bom livro: aquele que tem “a capacidade de expressar algo que até ali estaria numa espécie de escuridão. A capacidade de colocar em discurso algo que podemos reconhecer, com que nos podemos identificar e que parece de alguma forma solucionar um problema nosso, mas que até ali ninguém tinha expressado daquela forma.”»

Boas leituras e Feliz Dia Mundial do Livro!

As escolhas de Natal de… Alexandra Martins

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Mais um ano, mais um Natal, e por isso cá estamos nós para ajudar os nossos leitores a escolherem os melhores presentes que se podem oferecer – livros!

Durante esta semana serão publicadas as escolhas de livros de cada uma das nossas redatoras para oferecer neste Natal.  Hoje começamos com leituras para os adolescentes e jovens adultos.

Esperamos que esta seleção ajude a descobrir a melhor prenda para enriquecer o seu filho, sobrinho, neto, afilhado, amigo.

Boas leituras!

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A Alvorada dos Deuses de Filipe Faria

«No inverno de 1477, Berardo de Varatojo, padre franciscano estigmatizado, viaja para a distante Thule (Islândia) em busca de respostas para a sua crise de fé. Contudo, acaba raptado por desconhecidos antes de as conseguir encontrar, e os seus captores afirmam ser deuses, os sete destinados a sobreviver a um Crepúsculo dos Deuses de que nunca ouvira falar. Aqueles que Berardo toma por feiticeiros pagãos confessam-se numa encruzilhada, culpando o Deus cristão pelo seu dilema, e, segundo eles, o franciscano é precisamente a chave para a sua salvação, embora ele não consiga sequer conceber como.»

Filipe Faria, depois de nos encantar com mundos inventados, traz-nos agora uma história diferente, que mistura fantasia neste mundo que é o nosso, aliada a uma escrita poderosa que nos leva por uma história misteriosa e cheia de enigmas, segundas intenções, momentos intensos para o nosso protagonista. Um livro intenso, que nos vai deixar agarrados às páginas até à última e que nos vai fazer desejar por mais.

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Gregor – A Primeira Profecia de Suzanne Collins

«Enquanto escorrega pela conduta de ar atrás da irmã, Gregor suspira por mais uma peripécia na sua vida. Mas nada o preparou para a aventura que se segue. Debaixo da cidade esconde-se a Subterra, um mundo sombrio onde os humanos convivem com aranhas, morcegos, baratas e ratos gigantescos. A Subterra prepara-se para a guerra e uma profecia previu que ele mesmo, Gregor, desempenhará um papel importante. Gregor quer fugir, mas percebe que ali talvez possa desvendar o desaparecimento do pai.»

O primeiro livro de Suzanne Collins, autora d’Os Jogos da Fome, e direcionado para um público mais infantil mas que ainda assim faz a delícia de adultos e jovens adultos. Há quem diga até que este livro é melhor que Os Jogos da Fome. Da minha parte, digo apenas que a mestria da escrita e a profundidade oferecida às personagens, permitindo-lhes crescer ao longo das páginas e nos nossos corações, estão lá. Um livro para ser devorado até à última frase e para ficarmos ansiosamente à espera do segundo volume da saga.

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Apenas Um Dia de Gayle Forman

«A vida de Allyson Healey que sempre foi planeada e organizada, muda no momento que conhece Willem, um ator de espírito livre, que a convida a ir com ele a Paris e a adiar todos os seus planos. Allyson não consegue resistir e decide acompanhá-lo, uma decisão inesperada que a leva a vinte e quatro horas de romance, liberdade e intimidade que irão mudar a sua vida. Apenas Um Dia é um romance que nos fala de amor, mágoa, viagens, identidade e das contingências provocadas pelo destino, mostrando que, por vezes, para nos encontrarmos a nós próprios, temos de nos perder primeiro…»

E se um dia conhecêssemos uma pessoa que nos faz questionar toda a nossa vida? Que pega em nós e corta todas as amarras e nos leva a fazer coisas que nunca pensámos vir a fazer? Que nos liberta? E que nos faz descobrir-nos a nós próprios? É isso que trata este livro que, mais do que um romance, é um livro de auto-descoberta, de crescimento e de amadurecimento da adolescência para a vida adulta. Com muito amor e aventura à mistura.

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Quando as Estrelas Caem de Amie KaufmanMeagan Spooner

«É uma noite igual às outras a bordo da Ícaro, os passageiros divertem-se. Tarver convida Lilac para ver as estrelas. Então, a catástrofe abate-se sobre a enorme nave de luxo: de súbito é puxada para fora do hiperespaço e despenha-se no planeta mais próximo. Lilac Laroux e Tarver Merendsen sobrevivem.
E estão sozinhos.Um romance intenso. Uma história de amor. O Titanic distópico.»

Esta é uma distopia diferente, que se inspira no Titanic, mas que é tão mais do que isso. Transportando-nos para um futuro de planetas distantes e naves espaciais, encontramos Lilac e Tarver sozinhos num planeta que lhes é desconhecido, depois de a nave luxuosa onde viajavam se ter despenhado. Segue-se a luta pela sobrevivência, enquanto sentimentos mais fortes crescem entre estas duas personagens, desenrolando-se um romance sólido, bonito e profundo. Um livro que é mais do que à partida parece e que no releva algumas surpresas antes de chegarmos à última página.

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Harry Potter e a Pedra Filosofal – Edição Ilustrada de J. K. Rowling

«O primeiro volume do clássico escrito por J.K. Rowling, é publicado numa edição de capa dura, com 100 incríveis ilustrações, da autoria do inglês Jim Kay, vencedor da Kate Greenway Medal.
A vida de Harry Potter muda para sempre no dia do seu décimo primeiro aniversário, quando o gigante Rubeus Hagrid lhe entrega uma carta e lhe dá algumas notícias surpreendentes. Harry Potter não é um rapaz vulgar: é um feiticeiro. E uma aventura extraordinária está prestes a começar.»

«As ilustrações criadas por Jim Kay tocam-me profundamente. Adoro a sua interpretação do mundo de Harry Potter. Sinto-me grata e honrada por ele lhe ter emprestado o seu talento.» – J.K. Rowling

Já todos lemos Harry Potter. Já todos vimos os filmes. Já todos sonhámos embevecidos com as edições de colecionador. Mas este Natal vai mais longe e a melhor prenda de Natal para os fãs de Harry Potter será mesmo a edição ilustrada de Harry Potter e a Pedra Filosofal, com 100 ilustrações lindíssimas ao longo do livro. Palavras para quê? É quase obrigatório ter um exemplar destes.

Bruxas, caveiras e gatos pretos…

por Sofia Pereira

Bruxas, caveiras, gatos pretos, fantasmas, abóboras, cemitério, monstros, feitiçarias, velas e morcegos. São alguns dos símbolos do Halloween ou Dia das Bruxas – como é conhecida entre nós – uma tradição marcadamente americana. A sua origem remonta ao povo celta, que acreditava que, no dia 31 de outubro, os espíritos dos mortos voltavam aos seus lares para visitar os familiares e guiá-los ao mundo do além.

Pese embora o facto de não existir uma tradição tão forte no nosso país, certo é que esta festividade acaba por contagiar as crianças e os jovens que, entusiasticamente, se deixam envolver por este mundo misterioso, sombrio e até assustador. Tudo, do terror à diversão, leva a uma enorme curiosidade de conhecer e entrar no espírito tenebroso do Halloween.

Para ajudar a celebrar esta época, deixamos aqui a sugestão de alguns livros para que todos os leitores, dos mais pequeninos aos mais crescidos, possam viver esta festa, num verdadeiro ambiente fantasmagórico:

Desculpa… Por acaso és uma bruxa?, de Emily Horn, ilustração de Pawel Pawlak, Dinalivro

«Título Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura 2007 (Jardim de Infância / Ler Voz Alta Sala Aula). O Leonardo é um gato preto, muito solitário, que passa o tempo todo na biblioteca. Certo dia, ao ler A Enciclopédia das Bruxas, descobre que elas adoram gatos pretos. Mas como poderá o Leonardo encontrar uma bruxa, se nunca na sua vida viu nenhuma? E todas as vezes que pergunta: «Desculpa… Por acaso és uma bruxa?», engana-se sempre! Por fim, o gato Leonardo desiste e regressa à biblioteca… sem desconfiar de que há uma grande surpresa à sua espera! Crianças a partir dos 5 anos.»

O Grande Livro das Bruxas & Feiticeiros, de José Viale Moutinho e Fedra Santos, Afrontamento

«Ora aqui está, rapaziada,
Um livro de meter medo.
São bruxos e feiticeiras,
Bailando sem orquestra, à luz das suas fogueiras!
Um de nós conta as histórias.
Todas elas de estarrecer!
O outro faz os desenhos. Para melhor se poder ver!
O primeiro é grandote, lá isso é,e chama-se Zé!
A segunda anda a ver se medra,come pastéis de nata e chama-se Fedra!»

Bruxas à Meia-Noite, de Roberto Pavanello, Planeta Editora

«Parece mentira mas é verdade: Bat Pat é um morcego que tem medo do escuro. É o morcego mais medricas que vocês já conheceram e «fala pelos cotovelos» mas é impossível não gostar dele. Na verdade, é muito divertido e mete-se em cada aventura que… só lido! O Tesouro do Cemitério e Bruxas à Meia-Noite são as duas primeiras histórias publicadas em Portugal. Pois é, o Bat Pat é escritor e a sua especialidade são os livros de terror, aqueles que falam de bruxas, fantasmas, cemitérios e coisas verdadeiramente assustadoras. Os seus amigos são a Rebecca, o Martin e o Leo. A Rebecca adora aranhas, ratos e sapos, o Martin é o intelectual do grupo e o Leo, tão ou mais medricas do que o Bat Pat, não perde uma oportunidade que seja para dizer: «e se petiscássemos qualquer coisa?». É com eles que Bat Pat vai investigar o mistério da estranha sombra (será um fantasma?) que anda a rondar os túmulos do cemitério e o curioso caso das casas invadidas… pela chaminé! A história do livro Bruxas à Meia-Noite é igualmente medonha. O dia estava a raiar e Bat Pat tinha acabado de cair no sono. De repente, um grito de arrepiar acordou o morcego. Era uma velhinha estranha a vender maçãs. Hummm, pensou ele, enquanto se lembrava da bruxa má da história da Branca de Neve, esta velhinha é estranha. E era mesmo. A pérfida bruxa Amanita andava à procura de um aprendiz e levara Rebecca para o seu antro… E agora? Uma coisa é certa, Bat Pat só tem medo do escuro, de mais nada…»

Grimpow – A Última das Bruxas, de Rafael Ábalos, Asa

«O destino cumpriu-se e Grimpow tem nas suas mãos a Pedra Filosofal. Segundo os alquimistas, esse é possivelmente o objecto mais poderoso do mundo, capaz de conceder a imortalidade e de transformar qualquer metal em ouro. Mas ainda há mais para descobrir… Por isso, Grimpow viaja até Paris, decidido a desvendar esse segredo milenar. Entretanto, o rei de França, temeroso da morte, deseja mais do que nunca apoderar-se da lendária Pedra. E só uma pessoa, em toda Paris, pode conseguir tal façanha: chama-se Agnes e desde há um ano que luta pela sobrevivência nas masmorras da Torre do Templo, acusada de bruxaria. Embora ela ainda não o saiba, os seus poderes permitem-lhe pactuar com o próprio Diabo…»

Bruxa Endiabrada, de Kim Harrison, Chá das Cinco

«Em Hollows os vampiros são apenas o início… Apesar de namorar com um vampiro e viver com outro, Rachel Morgan conseguiu sempre manter-se um passo à frente dos problemas… até agora. Um tenebroso assassino em série fez das ruas de Cincinnati o seu terreno de caça e ninguém está a salvo, seja humano, Inderlander ou morto-vivo. Talvez a única maneira de parar esse assassino seja uma misteriosa relíquia que se encontra nas mãos de Rachel Morgan, destemida caçadora de recompensas e bruxa temerária. Mas revelar tal artefacto poderá dar início a uma batalha apocalíptica entre as diversas raças sobrenaturais de Hollows. A decisão pode salvar vidas… ou matar muitas mais! Mais uma vez, Rachel não pode falhar pois o preço a pagar é alto de mais.»

A Festa das Bruxas, de Agatha Christie, Asa

«A famosa escritora de policiais Ariadne Oliver prepara-se para celebrar a Noite das Bruxas em casa de uma amiga. Outra das convidadas é Joyce, uma jovem fã de livros policiais, que confessa ter já assistido a um assassinato. Mas a sua fama de contadora de histórias mirabolantes faz com que ninguém lhe preste atenção. Ou talvez não seja bem assim. Quando Joyce é encontrada morta nessa mesma noite, Mrs. Oliver questiona se esta última história seria mesmo fruto da sua imaginação. Quem de entre os convidados quereria silenciá-la? Mrs. Oliver não conhece ninguém melhor do que o seu amigo Hercule Poirot para responder a esta questão. Mas nem mesmo para o grande detective será fácil desmascarar o assassino.»

Leituras para as Férias Grandes de… Alexandra Martins

Com a chegada do verão, vêm também as férias grandes para os mais jovens, com muito tempo livre para pôr as leituras em dia, seja na praia, no parque ou até mesmo em viagem. Para os «jovens adultos», deixamos aqui algumas sugestões de leitura para as férias.

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Dias de Sangue e Glória, de Laini Taylor (Porto Editora)

Sinopse: Karou, antiga estudante de Arte, quimera revenante e aprendiz de ressurrecionista, tem finalmente as respostas que sempre procurou. Sabe quem é e o que é. Porém, com este conhecimento vem outra verdade que ela daria tudo para desfazer: amou o inimigo e foi traída, e um mundo inteiro sofreu por isso. Agora, sacerdotisa de um castelo de areia numa terra de poeira e estrelas, profundamente só, Karou tenta recriar o universo do seu passado, contribuindo, com a sua dor e a sua mágoa, para a volta gloriosa das quimeras. Porém, sem Akiva, e sem o seu sonho de amor partilhado, o caminho da esperança afigura-se impossível de trilhar. Repleto de desgosto e beleza, segredos e escolhas impossíveis, Dias de Sangue e Glória encontra Karou e Akiva em lados opostos de uma guerra tão antiga como o tempo.

Sugestão: Depois de já aqui ter falado do primeiro livro desta saga e de como o mesmo foi uma lufada de ar fresco no panorama da literatura fantástica, seria impossível não recomendar a leitura deste Dias de Sangue e Glória para fazer crescer a água na boca neste verão. Não ficando em nada atrás do primeiro volume, este livro leva-nos ao patamar seguinte, ao mundo dos anjos e das quimeras e da guerra sem fim entre as duas raças. Um livro para nos fazer viajar nos dias mais quentes.

Maze Runner

Maze Runner: Provas de Fogo, de James Dashner (Editorial Presença)

Sinopse: Atravessar o Labirinto devia ter sido o fim. Acabar-se-iam os enigmas, as variáveis e a fuga desesperada. Thomas tinha a certeza de que, se conseguissem fugir, ele e os Clareirenses teriam as suas vidas de volta. Mas ninguém sabia realmente para que tipo de vida iriam regressar… O segundo volume da série Maze Runner ameaça tornar-se um clássico moderno para os fãs de títulos como Os Jogos da Fome.

Sugestão: Com adaptação cinematográfica prevista para setembro deste ano, o verão é uma excelente altura para ler (ou reler) Maze Runner: Provas de Fogo, o segundo livro da trilogia Maze Runner, que pega na história exatamente onde o primeiro livro nos tinha deixado, mostrando-nos um mundo cada vez mais violento onde os nossos jovens terão de sobreviver se quiserem obter as respostas às muitas perguntas que vão surgindo ao longo do livro. Para ler de uma ponta à outra sentados na beirinha da cadeira e devorando as páginas como quem devora gelados.

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A Todos os Rapazes que Amei, de Jenny Han (Topseller)

Sinopse: «Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo. Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada. Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»

Sugestão: Numa altura em que proliferam os amores de verão, uma história de amor é sempre uma boa aposta para os fins de tarde quentes. No entanto, este livro não é o típico romance, uma vez que a heroína da história não está apaixonada por um rapaz, mas sim desapaixonada por cinco rapazes diferentes: todos aqueles que ela amou e perdeu. E a quem escreveu cartas expondo todos os seus sentimentos, cartas que nunca enviou. Mas o que aconteceria se todas essas cartas chegassem de repente aos seus destinos? Nesse caso, a vida de Lara Jean tornar-se-ia muito mais complicada, mas muito mais interessante para nós leitores!

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O Complexo dos Assassinos, de Lindsay Cummings (Saída de Emergência)

Sinopse: Um thriller intenso de ação e paixão num cenário futurista onde o número de assassinatos é superior à taxa de natalidade. Meadow Woodson, uma rapariga de 15 anos que foi treinada pelo seu pai para lutar, matar e sobreviver em qualquer situação, reside com a sua família num barco na Florida. O Estado é controlado pelo Complexo Assassino, uma organização que segue e determina a localização de cada cidadão com precisão, provocando o medo e opressão em absoluto. Mas tudo se complica quando Meadow conhece Zephyr James, que é – embora ele não saiba – um dos assassinos programados do Complexo. Será o seu encontro uma coincidência ou parte de uma apavorante estratégia? E conseguirá Zephyr impedir que Meadow descubra a perigosa verdade sobre a sua família?

Sugestão: Já lemos Os Jogos da Fome, já lemos Divergente, já lemos Maze Runner… Está na hora de ler O Complexo dos Assassinos, aclamado pela crítica como sendo o novo grande livro distópico de 2015. E como somos incapazes de virar costas a uma boa distopia, este livro parece-me a escolha ideal para meter no saco da praia, uma vez que se trata de uma leitura rápida, com um bom ritmo narrativo e uma boa dose de violência patente em cada desenvolvimento da história, o que mantém o leitor sempre alerta.

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E se…?, de Randall Munroe (Saída de Emergência)

Sinopse: Milhões de pessoas visitam XKCD.com todas as semanas para ler a vinheta de Randall Munroe. As suas figuras simples e desenhos minimalistas sobre ciência, tecnologia, amor e o sentido da vida têm uma vasta legião de seguidores. Fãs de XKCD colocam a Munroe imensas questões bizarras. E se tentasses bater uma bola de basebol lançada a 90% da velocidade da luz? Se houvesse um apocalipse robótico, quanto tempo duraria a Humanidade na Terra? Na busca de respostas, Munroe opera simulações de computador, analisa dossiês de pesquisa militar confidencial, resolve equações diferenciais e consulta operadores de reatores nucleares. As suas respostas são obras de arte de perspicácia e humor e normalmente preveem a absoluta aniquilação da Humanidade ou uma explosão inimaginável que arrase tudo! E se…? é leitura obrigatória para todos aqueles que adoram os grandes enigmas da vida, da ciência e, claro, perguntas tão absurdas quão divertidas.

Sugestão: Este é um livro hilariante com as suas respostas de humor refinado. Recomendado para todos os leitores, mas em especial para aqueles jovens que dispensam grandes leituras, principalmente quando o tempo convida a outras atividades mais dinâmicas. Mas o dinamismo presente nas páginas deste livro vai fazer valer a pena levá-lo connosco para a beira da piscina ou para o parque. Porque a cada resposta que lemos, queremos saber qual será a pergunta seguinte, sendo impossível parar de ler até chegarmos ao final.

Leituras para as Férias Grandes de… Sofia Pereira

Sol, praia e campo. São estes os cenários que convidam para as tão esperadas férias de verão. É altura de aproveitar para estar com a família e os amigos, para divertir e descansar. Uma das formas de descansar e relaxar é a leitura, porque os livros fazem-nos viajar para muitos lugares diferentes, conhecer outras culturas e povos e deixarmos a nossa imaginação voar até onde permitirmos. Hoje, terça-feira, é o segundo dia de sugestões de leituras para as férias e cabe-me sugerir-vos alguns livros, dos mais pequenos aos mais crescidos. Vamos viajar sem sair do lugar?

ESTA HISTÓRIA NÃO É PARA ADULTOS

Esta História Não É Para Adultos, de Patrícia Ervilha, Artelogy

«(…) A escola. O meu principal problema com a escola é o trabalho. Na escola trabalha-se muito! Porque se a escola fosse só brincadeira estava tudo bem. Mas o que eu acho injusto é trabalhar e não receber nada… isso é que eu não concordo. Porque os adultos também trabalham muito mas recebem dinheiro por isso! Não sei se recebem 100 euros ou mais mas recebem. Agora eu (!) farto-me de trabalhar e não recebo nada. (…)»

Por que razão? Estamos na época das férias e temos mais tempo para nos dedicar às pessoas que amamos, àquelas que nos são próximas e que querem incondicionalmente o nosso bem-estar. Este livro é uma história sobre famílias e sobre as relações sociais, e pode ajudar a encontrar a felicidade nos pequenos momentos da vida.

O JOGO DAS SOMBRAS

O Jogo das Sombras, de Hervé Tullet, Edicare

«Vais precisar da ajuda de um adulto para brincar a este jogo de sombras. No escuro, usa a tua lanterna e embarca numa fantástica aventura noturna! Um livro de recortes para brincar com as sombras e descobrir as personagens e as formas que se escondem no seu interior. Este é um livro-jogo, com um conceito inovador que permite que o livro saia da página e inúmeras possibilidades de criar histórias além do livro. Desperta a imaginação e a brincadeira, e é ideal para usar em grupo.»

Livro-jogo, para quê? É importante entreter as crianças durante as férias escolares. Os momentos em família, além de marcantes no crescimento e desenvolvimento daquelas, podem constituir importantes brincadeiras e aventuras de partilha de saber ser, saber estar e saber fazer. Num ambiente lúdico, a família poderá explorar este livro que proporciona, através do jogo de sombras, a descoberta de personagens, a criação de histórias e estimula a imaginação e a criatividade da criança.

A CRUZADA DAS CRIANÇAS

A Cruzada das Crianças (Vamos Mudar o Mundo), de Afonso Cruz, Alfaguara

«O que farão os adultos se milhares de crianças saírem à rua para reclamar os sonhos que eles se esqueceram de continuar a sonhar, de pedir a justiça em que há muito deixaram de acreditar? Continuaremos a ignorar estes cruzados com o mesmo cinismo, descrença ou inércia com que tantas vezes olhamos para o mundo que nos rodeia? Ou terá chegado a hora de darmos ouvidos aos sonhos das crianças?»

Porquê? Afonso Cruz faz-nos viajar para o mundo das crianças e lembra-nos que também elas têm sonhos – por vezes, os de tantos adultos – e que há momentos na vida em que é necessário um manifesto, para conseguir alcançar aquilo que desejamos. Um livro que ensina as crianças a lutarem sempre pelos seus objetivos e a nunca desistirem.

O VELHO E O MAR

O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway, Livros do Brasil

«Santiago, um velho pescador cubano, está há quase três meses sem conseguir pescar um único peixe, quando o seu isco é finalmente mordido por um enorme espadarte. O peixe imponente resiste, arrasta a sua canoa cada vez mais para o alto mar, na corrente do Golfo, e obriga a uma luta agonizante de três dias que o velho Santiago acabará por vencer, para logo se ver derrotado. Com uma linguagem de grande simplicidade e força, Hemingway retrata nesta aventura poética a coragem humana perante as dificuldades e o triunfo alcançado apesar da perda. Comovente romance, obra-prima de maturidade de Hemingway, O Velho e o Mar recebeu o Prémio Pulitzer em 1952 e desempenhou um papel essencial na obtenção pelo seu autor, dois anos mais tarde, do Prémio Nobel de Literatura.»

Ler, porque sim! O Velho e o Mar é um clássico da literatura que merece ser lido com toda a dedicação, em qualquer fase da nossa vida. Pela astúcia do protagonista que deve ser um exemplo para todos/as nós, pela apaixonante história que prende a nossa atenção e cativa até ao desfecho, e pelo facto de o ambiente que rodeia a personagem principal ser marítimo – um dos cenários idílicos das férias de verão – sugiro que não deixem de ler esta magnífica aventura.

COMO É LINDA A PUTA DA VIDA

Como é Linda a Puta da Vida, de Miguel Esteves Cardoso, Porto Editora

«O que espanta num gato é a maneira como combina a neurose, a desconfiança e o medo – para não falar numa ausência total de sentido de humor – com o talento para procurar e apreciar o conforto e, sobretudo, a capacidade para dormir 20 em cada 24 horas, sem a ajuda de benzodiazepinas. O gato é neurótico mas brinca. (…) Mas, acima de tudo, descobriu o sistema binário da existência. Que é: dormir faz fome. Comer faz sono. Acordo porque tenho fome. Adormeço porque comi. Nos intervalos, faço as necessidades.»

Vale a pena ler? Óbvio que sim! Uma, duas ou três crónicas por dia. Textos recheados de bom humor, de ironia, de boa disposição, de irreverência, de sobriedade e de inteligência, que nos falam de sentimentos, de sonhos e da realidade.

Raiva, cinzas, asteróides, o Diabo e o amor…

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Aqui ficam alguns dos títulos para adolescentes que andam a causar sensação lá fora. Vão desde o realismo contemporâneo, ao thriller, à fantasia histórica e ao apocalíptico.

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All The Rage, de Courtney Summers

«O filho do xerife, Kellan Turner, não é o menino de ouro que todos pensam e Romy Grey sabe bem disso. E por ninguém querer acreditar numa rapariga que vem do lado errado da cidade, a verdade costou-lhe tudo – os amigos, a família, a comunidade. Marcada como mentirosa e maltratada pelo grupo de amigos com quem costumava andar, o único refúgio de Romy é o restaurante onde trabalha e que fica fora da cidade. Lá ninguém a conhece, nem sabe do seu passado, e pode finalmente ser anónima. Mas quando uma rapariga com ligação a Romy e a Kellan desaparece após uma festa, e notícias vêm a lume de que ele poderá ter agredido outra rapariga numa cidade ali perto, Romy terá de decidir se quer lutar ou se irá carregar o fardo de saber que mais raparigas serão atacadas se ela não falar. Afinal de contas, ninguém acreditou nela antes – e certamente não acreditarão agora – mas o custo do seu silêncio poderá ser maior do que aquele conseguirá alguma vez suportar.»

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We All Looked Up, de Tommy Wallach

«Antes do asteróide deixávamo-nos ser definidos por rótulos: o atleta, o marginal, o mandrião, o sabichão.

Mas quando olhámos para cima, tudo mudou.

Disseram que chegaria em dois meses. Isso deu-nos dois meses para deixarmos os rótulos de lado. Dois meses para sermos maiores do que alguma vez fomos. Para sermos algo que perdurasse depois do fim.

Dois meses para viver. De verdade.»

ember

An Ember in The Ashes, de Sabaa Tahir

«De acordo com a lei do Império Marcial, a punição para a desobediência é a morte. Aqueles que não consagram o seu sangue e o seu corpo ao Imperador arriscam-se a que as pessoas que amam sejam executadas.

É neste mundo brutal, inspirado na Roma Antiga, que Laia vive com os avós e o irmão mais velho. A família sobrevive nas ruas empobrecidas do Império. Eles não desafiam o Império. Eles viram o que acontece àqueles que se atrevem a fazê-lo.

Mas quando o irmão de Laia é preso por alta traição, Laia é forçada a tomar uma decisão. Em troca da ajuda dos rebeldes, que prometem salvar o irmão, ela terá de arriscar a vida como espia no seio da maior academia militar do Império.

Aí, Laia conhece Elias, o melhor soldado da academia – e também, secretamente, o mais reticente. Tudo o que Elias quer é libertar-se da tirania que ele está a treinar para impor. Rapidamente, tanto Elias como Laia irão descobrir que os seus destinos estão cruzados – e que as suas escolhas irão alterar para sempre o destino do próprio Império.»

devil

The Devil You Know, de Trish Doller

«Aos dezoito anos, Arcadia quer aventura. Vive numa pequena cidade da Florida com o pai e o irmão mais novo, de quatro anos, e passa o tempo no trabalho, na escola, e a cuidar da família. Quando conhece dois primos bem-parecidos numa festa da fogueira, finalmente tem a oportunidade de se divertir. Eles convidam-na a ela e a uma amiga a juntarem-se a eles numa viagem de carro – exatamente aquilo que ela procurava para poder escapar. Mas se ao princípio é tudo muito divertido, rapidamente a jornada se transforma num pesadelo quando Arcadia descobre que um dos primos não é bem aquilo que parece. Um deles tem intenções mortíferas.»

emmy

Emmy & Oliver, de Robin Benway

«O melhor amigo de Emmy, Oliver, reaparece depois de ter sido raptado pelo pai dez anos antes. Emmy espera que eles retomem a relação onde ela ficou, mas depois de dez anos fora, pensando que o pai era o herói da história, Oliver tem muita coisa que precisa de compreender.»