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Patrick Ness adapta «A Monster Calls» ao cinema

A Monster Calls. Patrick Ness.

A Monster Calls é um aclamado livro juvenil, escrito por Patrick Ness, com base numa ideia de Siobhan Dowd, uma escritora inglesa e ativista falecida em 2007. A história tem como protagonista um rapaz de doze anos, cuja mãe está às portas da morte, devido a um cancro, e é visitado por um monstro-árvore que lhe conta histórias, permitindo-lhe escapar para um mundo de fantasia.

Siobhan Dowd estava muito doente quando começou a desenvolver esta história, e após a sua morte, a editora convidou Patrick Ness a escrever o livro, tarefa que ele aceitou prontamente. Concluído o texto, coube a Jim Kay conceber as ilustrações. Os dois, escritor e ilustrador, ganharam com esta obra o Carnegie Medal e o Greenaway Medal, um feito nunca antes alcançado.

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Entretanto, os direitos de adaptação ao cinema foram adquiridos e o próprio autor, Patrick Ness, ficou responsável pela escrita do argumento. O filme é realizado por Juan Antonio Bayona, vencedor do prémio Goya por O Impossível, de 2012, e conta com atores como Felicity Jones (nomeada este ano para o Óscar de Melhor Atriz por A Teoria de Tudo), Liam Neeson e Sigourney Weaver nos principais papéis. A estreia está prevista para 16 de outubro de 2016.

A tradução portuguesa de A Monster Calls foi lançada em fevereiro pela Editorial Presença com o título Sete Minutos Depois da Meia-Noite. Aqui fica a sinopse:  «A escuridão, o vento, os gritos. O mesmo pesadelo noturno desde que a mãe de Conor ficou doente. Tudo é tão aterrorizador que Conor não se mostra assustado quando uma árvore próxima de sua casa se transforma num monstro… Mas só o monstro sabe que Conor esconde um segredo e é o único a estar ao seu lado nos seus maiores medos. É com ilustrações soberbas que complementam e expandem a beleza do texto que a fantasia e realidade se misturam em Sete Minutos Depois da Meia-Noite

Notícia daqui.

Best-seller «The Terrible Two» poderá ser adaptado ao cinema

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The Terrible Two conta a história do maior pregador de partidas da escola, Miles Murphy, que ao mudar para uma outra cidade encontra um rival à altura. Foi escrito por Mac Barnett e Jory John, e ilustrado por Kevin Cornell, e foi diretamente para a lista de best-sellers do New York Times na semana de lançamento, em princípios de janeiro. Agora a Universal Pictures comprou os direitos de adaptação ao cinema, com vista a transformá-lo num filme. Os direitos do livro já estão vendidos para vinte e seis idiomas. The Terrible Two é o primeiro volume de uma série de quatro, com o segundo a ser lançado já em janeiro do próximo ano.

Notícia daqui.

Madame Doubtfire – o livro que inspirou o filme

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por Catarina Araújo

Mrs. Doubtfire é daqueles filmes de família que pais e filhos que cresceram na década de 1990 recordam com carinho, ainda mais porque hoje em dia são uma raridade. A inocência, a palermice, o afeto, o humor, são ingredientes que ajudaram a torná-lo um clássico da cinematografia americana. Grande parte do sucesso do filme deveu-se, no entanto, à interpretação de Robin Williams no papel da excêntrica ama Doubtfire, personagem que tem origens literárias. O argumento do filme foi baseado num livro intitulado Madame Doubtfire, escrito por Anne Fine, uma autora britânica galardoada com inúmeros prémios. A premissa é a mesma do filme – um pai divorciado disfarça-se de ama para poder estar perto dos filhos –, mas o tom da história será bem diferente, mais sério, sendo que o livro é direcionado para adolescentes e jovens adultos. Trata-se de um retrato mais cru do divórcio e das suas consequências em toda a família.

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Aliás, os livros de Anne Fine abordam tradicionalmente temas ligados à família, a questões geracionais ou sociais. Em Goggle-Eyes, obra galardoada com o Carnegie Medal de 1989, Anne Fine conta a história de Kitty que tudo faz para que o novo namorado da mãe não se transforme no seu novo padrasto. Ou em Bill’s New Frock, em que um dia Bill acorda e descobre que se transformou numa rapariga. A mãe age como se ele tivesse sido sempre uma rapariga, vestindo-o com um vestido cor de rosa e mandando-o para a escola, numa espécie de situação à freaky friday. Durante um dia Billy vê-se obrigado a ver o mundo da perspetiva das raparigas ganhando um novo respeito pelo sexo feminino.

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(c) The Guardian

Em 2014, Anne Fine foi um dos autores que subscreveram a campanha Let Books be Books, de que também fizeram parte Philip Pullman e Malorie Blackman, criada para apelar às editoras britânicas para deixarem de promover e de rotular os livros infantis e juvenis conforme o género, dividindo-os em títulos «para rapazes» e «para raparigas».

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Recentemente foi anunciado que Madame Doubtfire será adaptado a musical por três veteranos do teatro e vencedores de prémios Tony (os Óscares do teatro americano): Alan Menken (conhecido pelas composições musicais feitas para A Pequena Sereia, A Bela e o Monstro e Aladino, da Disney), David Zippel (escritor de canções para musicais da Broadway) e Harvey Fierstein (dramaturgo e que interpretou o papel do irmão da personagem de Robin Williams na adaptação ao cinema do livro). A esta altura o espetáculo encontra-se em pré-produção pelo que nenhuma data de estreia foi anunciada.

Para saber mais sobre a autora Anne Fine e a sua obra pode visitar o seu sítio oficial aqui.

A notícia é daqui.

 

O velho e o mar – do livro aos filmes

por Ana Ramalhete

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O livro     

O velho e o mar, último livro publicado em vida por Ernest Hemingway, é uma narrativa literária de complexa classificação. Para uns, um conto, para outros, uma novela, para Jorge de Sena, um «breve poema em prosa, uma epopeia de simples trama, singelamente narrada» (Cf. Prefácio De Jorge de Sena in O velho e o mar, Edição Livros do Brasil, Lisboa, 1956 ).

O livro narra a história de um velho pescador, Santiago, que está a atravessar uma fase de pouca sorte na pesca, pois não apanhou nenhum peixe durante oitenta e quatro dias seguidos. Santiago tem um grande amigo, Manolin, um rapaz a quem ensinou a pescar, que foi seu companheiro de barco até os pais o proibirem de voltar para o mar com o velho. Este regressa à faina, sozinho, e enceta uma luta de vida e de morte para capturar um peixe enorme. Passa quatro dias em alto mar até conseguir capturar «o seu irmão peixe». Quando se sente triunfante, é atacado por tubarões que comem o peixe deixando apenas a carcaça. Santiago regressa derrotado e exausto, deita-se e dorme (ou estará moribundo?).

Da novela, publicada em 1952, fizeram-se duas adaptações para cinema e uma para televisão. O primeiro filme, realizado em 1958, dirigido por John Sturges e com interpretação de Spencer Tracy, durava oitenta e seis minutos. O telefilme foi realizado em 1990 por Jud Taylor, com a duração de noventa e dois minutos e o filme curto de animação foi produzido em 1999 por Alexander Petrov e tem vinte minutos. O primeiro não se encontra à venda e na internet está disponível, apenas, um vídeo de quatro minutos. Os outros dois podem ser visualizados, na totalidade, na internet.

O telefilme e o filme de animação  

O velho e o mar – filme para televisão, e O velho e o mar – filme de animação, são dois textos fílmicos criados a partir de um texto verbal: uma obra literária. Trata-se de dois exemplos de transcodificação intersemiótica em que é notória a interpretação de cada um, traduzida na apropriação distinta dos códigos dos diferentes sistemas semióticos.

Existe, no entanto, uma grande distinção entre os dois. No primeiro há a transposição de um texto literário para um texto audiovisual, concretamente um filme para televisão. No segundo essa transposição é feita em dois momentos distintos: do texto literário para o texto pictórico e em seguida, do texto pictórico para o texto audiovisual.

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Alexander Petrov executou pinturas em placas de vidro, feitas com os dedos e com pincéis e transpô-las para vinte e nove mil fotogramas. A transformação da situação inicial deu-se, assim, em dois suportes diferentes, cada um com os seus códigos próprios. Os signos verbais do livro foram transformados em signos materiais das pinturas que por sua vez foram transformados num texto hibrido, com imagem, som e música: do texto literário para o texto pictórico e em seguida, do texto pictórico para o texto audiovisual.

As imagens do filme de animação possuem uma grande qualidade estética e uma forte sensibilidade inerente. Poderiam não existir diálogos que o sentido da história seria apreendido da mesma forma. A própria utilização das cores transmite a mensagem desejada. A sucessão dos dias e das noites é dada pela paleta de tons escolhidos para o nascer e o pôr-do-sol. Os azuis do mar e do céu, não só se referem ao espaço físico, ou às condições meteorológicas, como também nos deixam perceber o estado psicológico das personagens. As cores vivas do final transmitem uma sensação de esperança no futuro, protagonizada na juventude do rapaz que corre.

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O resultado desta junção de signos diferentes materializou-se numa obra de arte onde «o signo mágico seduz e encanta» (Umberto Eco in A definição da arte). A intertextualidade é sempre intrínseca ao texto audiovisual, neste caso, é-o duplamente, pois o resultado final é um texto criado a partir de outro texto que por sua vez já foi criado a partir de outro texto.

As imagens do filme para televisão têm um cunho mais realista, onde a intensidade dramática é fortalecida através das aproximações da câmara e dos grandes planos.

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Apesar de ter apenas vinte minutos, o filme curto funciona como uma síntese da obra de Ernest Hemingway. Há um reconhecimento imediato desta por parte do espectador. No telefilme esse reconhecimento não é tão imediato e é interrompido pelas cenas e personagens introduzidas e não existentes no livro. Estas cenas pretendem, provavelmente, criar uma atenção acrescida e oferecer uma pluralidade de enunciados narrativos, com o objectivo de prender o telespectador ao aparelho.

No telefilme, a música funciona como um acompanhamento da imagem e da palavra escrita. É viva e dinâmica quando as cenas o são, é dramática e sentimental quando a situação o requere. É, toda ela, executada por uma orquestra. No filme de Petrov, a música é produzida com instrumentos, vozes, sons de animais: gaivotas, elefantes, leões, pássaros e sons do mar, dos remos a rasgar a água. Toda esta sonoridade contribui para criar um ambiente lírico e poético.

Os dois filmes representam uma recriação da obra inicial, distinta desta, que reflecte um outro olhar, uma outra leitura, mas que perpetua a sua dimensão existencial, filosófica e humana.

O filme de animação encontra-se aqui. O telefilme (The old man and the sea, de Jud Taylor) aqui.

Título: O Velho e o Mar
Autor: Ernest Hemingway
Tradução e Prefácio: Jorge de Sena
Editora: Livros do Brasil

 

10 livros adaptados a filmes com estreia em 2015

por Catarina Araújo

Tal como se fez no ano passado, também este ano compilamos uma lista dos livros infantis e juvenis adaptados ao cinema cujas estreias estão marcadas ao longo de 2015. Aqui fica o levantamento desses títulos, com as respetivas datas de lançamento previstas para Portugal.

Janeiro

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O Sétimo Filho (1 de janeiro)

Baseado nos dois primeiros volumes da série As Crónicas de Wardstone, escrita por Joseph Delaney, publicados por cá pela Editorial Presença com os títulos O Aprendiz do Mago e A Maldição do Mago. O livro conta a história de Thomas Ward, o sétimo filho de um sétimo filho, e por isso o eleito para suceder o último guerreiro de uma ordem mística que luta contra as forças do Mal. Tom terá de aprender a combater os espíritos, os fantasmas e outras criaturas maléficas. O Mago já teve muitos outros aprendizes, mas todos falharam, fugiram ou morreram. Será que Tom vai ser bem-sucedido? O seu primeiro grande desafio acontece quando a Mãe Malkin, uma bruxa malévola,  escapa da prisão em que estava encerrada e reúne um exército de assassinos sobrenaturais para tomar o mundo. O filme conta com atores como Ben Barnes (As Crónicas de Nárnia), Jeff Bridges e Julianne Moore.

Março

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Paddington (5 de março)

Adaptação da personagem infantil criada por Michael Bond, sobre um urso vindo do Peru, que anda com uma mala e adora sanduíches com doce de laranja, realizado por Paul King. O filme já estreou na Inglaterra com muito boas críticas. Nele participam atores como Hugh Bonneville (Downton Abbey), Sally Hawkins, Julie Walters e Peter Capaldi nos principais papéis. A voz de Paddington é a do ator Ben Whishaw, que participou em filmes como Skyfall e Cloud Atlas. Os títulos editados em Portugal, também pela Editorial Presença, são Um Urso Chamado Paddington e O Regresso de Paddington.

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Cinderela (19 de março)

Esta é mais uma adaptação ao cinema do conto clássico que teve versões escritas por Charles Perrault e pelos Irmãos Grimm. Produzido pela Disney, o filme é em imagem real e terá Lily James (Downton Abbey) no papel da «gata borralheira», Richard Madden (A Guerra dos Tronos), no papel de Príncipe, e Cate Blanchett, como a madrasta malvada. A realização é de Kenneth Branagh.

Há muitos livros editados com os contos de Perrault e os Irmãos Grimm, mas recomendamos Contos de Charles Perrault, da BIS – Leya, e Os Contos Completos dos Irmãos Grimm, do Círculo de Leitores.

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Insurgente (26 de março)

O filme baseado na segunda parte da saga Divergente, de Veronica Roth, chega Portugal em finais de março, e segue Beatrice Prior e Tobias e os seus amigos e aliados depois de terem escapado de um ataque perpetrado pelos Eruditos. Agora as fações encontram-se mais do que nunca divididas e, num clima de grande desconfiança, cresce a ameaça de uma guerra que poderá ser devastadora para todos. Nesta continuação, regressam Shailene Woodley, Theo James e Kate Winslet. Os livros estão publicados em Portugal pela Porto Editora.

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Home: A Minha Casa (26 de março)

A Dreamworks adapta o livro The True Meaning of Smekday, de Adam Rex, sobre uma menina de doze anos chamada Gratuity (Tip) que tem um trabalho de casa para fazer: escrever cinco páginas sobre o Verdadeiro Significado do Dia Smek para um concurso. O Dia Smek assinala o dia em que a Terra foi invadida por criaturas alienígenas que pretendem colonizar o planeta. Tip consegue fugir à captura pelos extraterrestres, mas na sua jornada acaba por aliar-se a um deles, uma criatura chamada Oh, banida pelos seus próprios pares. Juntos, Tip e Oh, descobrem que a amizade não tem fronteiras. O filme animado conta com as vozes de Rihanna, Jim Parsons (A Teoria do Big Bang), Jennifer Lopez e Steven Martin. O livro ainda não se encontra editado em Portugal.

Junho

Cidades de Papel (18 de junho)

Depois do sucesso da adaptação ao cinema de A Culpa é das Estrelas (ASA), o autor John Green vê mais um dos seus títulos ser transposto para o grande ecrã. Em Paper Towns (título original) Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman, vizinhos e amigos de infância, reencontram-se, retomando a amizade perdida. Margo consegue convencer Quentin a segui-la num esquema de vingança, mas pouco depois ela desaparece, deixando a Quentin uma série de pistas que ele terá de descodificar para a encontrar. Com Cara Delevingne (Anna Karenina, 2012) e Nat Wolff (A Culpa é das Estrelas) nos principais papéis. Cidades de Papel foi publicado em 2013 pela Editorial Presença. Os restantes livros do autor estão editados pela Edições ASA.

Julho

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Pan (16 de julho)

No verão chega mais uma interpretação cinematográfica baseada na obra Peter Pan, de J.M. Barrie, mas desta vez será uma espécie de história de origem de Peter e de como ele chegou à Terra do Nunca. A realização é de Joe Wright (Orgulho e Preconceito, 2005), com Levi Miller, Hugh Jackman, Rooney Mara e Amanda Seyfried nos principais papéis. A obra original de J.M. Barrie encontra-se editada por cá pela Europa-América.

Setembro

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Maze Runner: Provas de Fogo (17 de setembro)

Apenas um ano depois da estreia do filme baseado no best-seller de James Dashner, será lançado nos cinemas Provas de Fogo, a adaptação do segundo volume da trilogia. Thomas e os seus amigos conseguiram escapar do Labirinto, mas ainda procuram respostas. Aliando-se a um grupo de resistentes, preparam-se para combater a organização maléfica que os colocou naquele terrível labirinto. Porém, talvez o grupo a que se juntaram não seja exatamente aquilo que parece ser e talvez as provas não tenham, afinal de contas, terminado. Os livros estão publicados em Portugal pela Editorial Presença.

Outubro

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O Livro da Selva (8 de outubro)

No outono estreia nova adaptação ao cinema da obra de Rudyard Kipling. O filme será em imagem real, com direção de Jon Favreau (Homem de Ferro). Mogli será interpretado pelo estreante Neel Sethi, acompanhado pelas vozes de Scarlett Johansson, na pele de Kaa, Idris Elba, como Shere Khan, Ben Kingsley, como a pantera Baguera, e Bill Murray, como o urso Balu. Para leitura sugerimos a belíssima edição da Tinta da China, com ilustração de Kurt Wiese.

Novembro

Jogos da Fome: A Revolta – Parte 2 (19 de novembro)

A conclusão do terceiro volume da trilogia best-seller de Suzanne Collins estreia-se enfim nos cinemas em plena época do Natal. Regressam Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Elizabeth Banks, Julianne Moore, entre muitos outros. Neste último volume, Katniss Everdeen enfrenta a revolução que mudará Panem para sempre. O livro está editado pela Editorial Presença.

Adrenalina, suspense e ação – chegou o trailer oficial de «Insurgente»

Andrew Cooper – © 2014 – Lionsgate
por Alexandra Martins

Quase três semanas depois do que tinha sido prometido, finalmente a Lionsgate lançou esta sexta-feira o trailer oficial do filme Insurgente, baseado na obra homónima de Veronica Roth e continuação do bestseller e blockbuster Divergente.

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São dois minutos e vinte e quatro segundos de pura adrenalina, suspense e muita ação, que nos deixam ávidos por mais. Tris (Shailene Woodley) e Four (Theo James) conseguiram fugir a Jeanine Mathews (Kate Winslet) no final do primeiro filme, mas esta não descansa enquanto não encontrar e controlar ou destruir todos os Divergentes, lançando-se numa perseguição imparável aos nossos protagonistas, que se veem obrigados a unir forças com os Sem Fação. Novas personagens são introduzidas (os Cordiais, os Sem Fação) e o mundo de Tris alarga-se – podemos vê-lo pela mudança na personagem, pelas novas cores nas roupas que usa e que já não se adequam a nenhuma das Fações, pelo corte de cabelo de guerreira, deixando para trás a jovem que um dia escolheu ser Intrépida.

Four está ao seu lado, sempre, e o trailer deixa-nos ainda entrever um aprofundamento na relação entre estas duas personagens, quer a nível emocional quer físico. Anteveem-se cenas quentes para estes dois. Mas também sofrimento, lutas, perdas – Eric e Peter, vilões no primeiro volume, voltam ao ataque, às ordens da implacável Jeanine. Também Caleb, irmão de Tris e interpretado por Ansel Elgort, regressa à trama, embora não consigamos perceber bem qual será o seu papel; estamos na presença de amigo ou inimigo?

Apesar de ser baseado na obra de Veronica Roth, pudemos perceber no primeiro filme que algumas liberdades foram tomadas e que se tratou de uma adaptação livre. Penso que Insurgente seguirá a mesma linha e que mesmo os leitores da trilogia terão algumas surpresas pelas quais ansiar. O orçamento alargado para efeitos especiais que podemos ver no teaser e agora no trailer, bem como os pequenos segredos e dúvidas lançados nesta apresentação inicial, prometem-nos um filme intenso e cheio de momentos inesquecíveis.

O filme será mundialmente lançado no dia 20 de março de 2015, mas a Lionsgate, a julgar pelo que tem feito com os últimos filmes do género, ainda nos presenteará com diversas surpresas até à data. Ficamos ansiosamente à espera delas!

O que nos fica depois de «Os Jogos da Fome: A Revolta – Parte 1»?

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por Alexandra Martins

Li os três livros da trilogia Os Jogos da Fome de uma única assentada, sem pausas entre volumes, sem estabelecer diferenças entre eles. Li-os como se fossem uma história única e não os três livros individuais, de modo que nunca consegui dizer se um era melhor do que outro. Muita gente diz que o primeiro livro é o melhor e o terceiro, A Revolta, é o mais fraco, o mais introspetivo, aquele que transforma Katniss de uma heroína forte numa miúda traumatizada e patética. É verdade, mas para mim isso foi determinante para marcar o ritmo realista e poderoso da história, tornando esta trilogia numa das melhores de sempre.

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Estava por isso muito curiosa em relação ao filme A Revolta – Parte 1. Depois de ter ficado muito desiludida com o primeiro filme da saga, numa adaptação que, embora fiel, não teve metade da adrenalina que encontrei nas páginas de papel, e completamente rendida com o filme Em Chamas, onde reencontrei a chama intensa dos livros, estava ansiosa por ver o que este filme me traria. Queria a tortura e a loucura da Katniss, queria a frieza da Coin, queria o crescimento da Prim e a evolução do Gale num soldado da revolução. E queria o Peeta, desejando que não me obrigassem a esperar mais um ano pelo seu salvamento.

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E, na verdade, tive tudo aquilo que pedi. Os Jogos da Fome: A Revolta – Parte 1, realizado por Francis Lawrence, que já tinha dirigido o segundo filme da saga, tem um pouco de tudo, desde ação, intriga, tragédia, instrospeção… A ação expande-se para lá de Katniss, surgem novas caras e regressam velhos amigos, ficamos a conhecer o Distrito 13 e, principalmente, as personagens da Presidente Coin, interpretada pela fantástica Julianne Moore, e de Plutarch Heavensbee, numa saudosa interpretação de Phillip Seymor Hoffman.

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A Presidente Coin é, inclusive, uma das maiores surpresas do filme. Quando a conhecemos, ela é fria, calculista, uma verdadeira máquina de guerra com o único propósito de derrubar o Capitólio, custe o que custar. Como a sanidade de Katniss, por exemplo. Quando a jovem não corresponde e não consegue ser o Mimo-Gaio, o rosto da rebelião, a frustração de Coin é óbvia. Ela quer resultados e quere-os já! No entanto, graças à influência do eterno político Plutarch, a sua postura vai mudando, vai-se tornando flexível, cedendo em alguns aspetos para conseguir o que quer. Ela deixa de «retirar o oxigénio da sala», como Plutarch afirma, e começa a inflamá-lo, a dar-lhe mais e mais lenha para ele arder. O seu discurso final, em nada comparado ao primeiro, é disso o sinal mais óbvio. Plutarch transformou Coin de general em Presidente, de chefe em líder. E o público delira e nós deliramos e ficamos ansiosamente à espera de ver mais desta personagem na segunda parte.

O filme mantém um bom ritmo, alternando entre cenas focadas em Katniss e cenas da rebelião, mostrando-nos um mundo que é muito maior do que a arena dos Jogos e fazendo-nos perceber que a dimensão da narrativa mudou, abrange muito mais pessoas, mais histórias (a cena do hospital no Distrito 8 é disso exemplo). Katniss, por seu lado, oscila entre a lucidez e a fragilidade mental – esta fragilidade, que no livro ocupa uma grande quantidade de páginas, foi muito bem conseguida e condensada pela atriz Jennifer Lawrence – mantendo a sanidade graças a Prim, a sua irmãzinha, a quem continua a proteger acima de tudo. Senti falta de ver mais Prim neste filme, de a ver evoluir de criança a jovem assistente médica, com uma calma e uma serenidade que transcendem os seus treze anos. Afinal, a guerra faz-nos crescer a todos. Que o diga Gale – também neste filme podemos observar as mudanças subtis que o transformam em guerreiro, em soldado, em defensor da rebelião, chocando Katniss com algumas das suas palavras e atitudes.

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Apesar de não ser um filme épico (estão certamente a guardar isso para o grande final) e de haver muitas cenas que poderiam ter sido encurtadas, caso o livro não tivesse sido dividido em dois filmes, a verdade é que as duas horas de filme passam a correr e a história não desilude. Conseguimos perceber os momentos de acalmia antes da tempestade, conseguimos sentir a tensão a crescer e, mesmo antes do final, dois momentos intensos, chocantes e, na minha opinião, extremamente bem realizados, que nos ficam a saber a pouco.

O que nos fica depois de Os Jogos da Fome: A Revolta – Parte 1? Uma vontade enorme de ver a Parte 2 e um longo, longo ano de espera até que ela saia. Ao menos, podemos ocupar esse tempo a reler a trilogia, sempre amenizará a espera!

Vem aí mais uma adaptação ao cinema de «Peter Pan»

Não será bem uma adaptação, mas uma «prequela», como se costumam chamar às histórias que se passam antes da história principal. Em Pan, realizado por Joe Wright (Orgulho e Preconceito, 2005; Ana Karenina, 2011), ficaremos a saber como é que Peter chegou à Terra do Nunca e como se tornou no Pan. O filme conta com as participações de Hugh Jackman, Rooney Mara, e Levi Miller, que interpreta Peter Pan. A data de estreia prevista para Portugal é 16 de julho de 2015. Ainda falta muito, mas fica já aqui o trailer.

Mais um trailer, desta feita de um urso chamado «Paddington»

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Já aqui tínhamos contado um pouco da história das aventuras do urso que nasceu no Peru, uma série de livros infantis escritos por Michael Bond e publicados por cá pela Editorial Presença. E também referimos a adaptação ao cinema que estreia a 11 de dezembro nos cinemas portugueses.

O filme esteve a cargo do produtor de Harry Potter, David Heyman,  e foi realizado por Paul King, com atores como Hugh Bonneville (Downton Abbey), Sally Hawkins, Julie Walters e Peter Capaldi (Doctor Who) nos principais papéis. A voz de Paddington será a do ator Ben Whishaw, que participou em filmes como Skyfall e Cloud Atlas.

O trailer do filme acaba de ser lançado na internet e promete muito divertimento para miúdos e graúdos este Natal. Ora aqui fica ele.