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«Nunca ninguém conseguirá ir ao fundo de um riso de criança.»

por Sofia Pereira

«Nunca ninguém conseguirá ir ao fundo de um riso de criança.»
Victor Hugo

A II Guerra Mundial, em 1945, constituiu o ponto de partida para o reconhecimento de SER CRIANÇA. Depois de terminada a guerra e da crise instalada, muitos países não tinham condições económicas e afetivas para educar as suas crianças. Muitas não tinham pais, não tinham lugar para dormir, comida para se alimentar e escola onde estudar. Todos estes condicionantes levaram a uma enorme debilidade física e psíquica, que conduziu as crianças à morte. Muitas morreram em situações dramáticas.

Como resposta a estas dificuldades foi criada a UNICEF e, mais tarde, assinalou-se o dia comemorativo de todas as crianças do Mundo. Foi a 1 de junho de 1950 que se comemorou pela primeira vez o Dia Mundial da Criança. Porém, só em 1959 foi aprovada a «Declaração dos Direitos da Criança», que define os dez direitos das crianças, que se pautam pelo respeito, pelo amor, pela compreensão, pela proteção, pela educação gratuita e por todos os cuidados necessários que proporcionem um crescimento saudável num clima de PAZ e FRATERNIDADE!

Todas as crianças devem ter estes direitos! Neste dia, mais do que uma festa de alegria e amizade, em que as crianças se tornam as personagens principais, é urgente refletir e encontrar medidas que garantam o bem-estar e a felicidade de todas as crianças, porque o melhor do Mundo é o sorriso de uma criança!

Torna-se importante falar com as crianças sobre os seus direitos e levá-las a exprimir as suas ideias sobre o assunto: se acham que todos/as os/as meninos/as do Mundo vivem com as mesmas condições, em paz e em segurança; se todas as crianças vão à escola aprender coisas novas, como elas; se têm um/a médico/a que cuide delas quando estão doentes; se, no fundo, todos os meninos e todas as meninas terão a mesma sorte que elas.

Os livros podem ajudar a falar sobre os Direitos da Criança. Através das ilustrações e do texto que deve ser lido pausadamente, as crianças poderão compreender que o direito a uma infância protegida, respeitada, feliz e saudável deverá estar acessível a todos/as os/as meninos/as do Mundo. Deixamos hoje aqui a sugestão de alguns livros, para ler neste dia tão especial:

Os Direitos das Crianças, de Luísa Ducla Soares, ilustração de Maria João Lopes, Civilização Editora

«Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 1.º e 2.º anos de escolaridade. Apoio a Projectos relacionados com Cidadania. No ano em que a ONU comemora 20 anos sobre a “Declaração dos Direitos das Crianças”, Luísa Ducla Soares explica, aos mais novos, o significado de alguns dos Direitos das Crianças como, entre outros, o direito a ter um nome, a uma educação, à protecção, o direito a ter uma família e a poder brincar. Mas a autora termina lembrando que as crianças têm também deveres.»

Direitos da Criança, de Maria João Carvalho, ilustração de Carla Nazareth, Everest

«Quando a cor azul da amizade unir as crianças de todo o mundo, uma ponte feita de arco-íris levará a todas elas um gesto de amor e conduzirá ao tesouro da harmonia e do bem-estar.  Partindo do texto da Declaração Universal dos Direitos da Criança este livro pretende contribuir para que os princípios nela consagrados sejam cada vez mais divulgados e reconhecidos a todas as crianças sem excepção alguma.»

No Dia da Criança, de Luísa Ducla Soares, ilustração de Danuta Wojciechowska, APCC

«Há, por esse mundo fora, infâncias douradas ou simplesmente alegres e felizes.Mas há também crianças sem direitos, forçadas a trabalhos pesados e perigosos, obrigadas a combater em guerras, sem ninguém que as proteja. São meninos como vocês… Querem conhecer a história de um deles?»

Para não quebrar o encanto – os direitos da criança, de Vergílio Alberto Vieira, ilustração de Rita Oliveira Dias, Caminho

«Livro recomendado para apoio a projetos relacionados com a cidadania nos 3.º, 4.º, 5.º e 6.º anos de escolaridade. Vergílio Alberto Vieira dedica este livro aos direitos da criança, numa série de poemas em que alia a sensibilidade fina e justa à mestria da forma breve. As ilustrações deliberadamente «ingénuas» emprestam uma graça particular a este álbum a cores. O livro inclui o texto integral da Declaração dos Direitos da Criança.»

Amali e Abdul do Outro Lado do Muro, de Isabel Bravo, ilustração de Daniela Bacalhau, Caminho das Palavras

«Amali é uma menina de dez anos, natural do território da Palestina, que ao longo da história, rodeada pelo feminino, pela mãe e a avó-materna, partilha toda a sua cultura hebraica. Ela representa a fação israelita do conflito e tem um papel importante, para o qual persuade a sua família, na resolução do conflito preconizado na história; materializado no muro que separa as duas culturas. Abdul é um menino, da sua idade, natural do território da Palestina, que representa a fação palestiniana. Amali perde a sua bola na “Terra Proibida”, na demanda de recuperá-la confraterniza com Abdul. A amizade é descoberta e proibida por ambas as famílias. É através da “Declaração Universal dos Direitos da Criança”, que Amali consegue convencer os adultos de que o seu conflito não tem razão de ser. De forma figurada, à medida que o conflito diminui, representado pela amizade que vai surgindo entre a família de ambos, o muro desaparece. Dentro da história há outra história encaixada, um segredo que o avô da Amali – o avô Moisés – guarda das crianças da família: “Shoá” (holocausto), uma nuvem negríssima que o acompanha.  Este conto infantil, dirigido às crianças entre os nove e doze anos, é uma lição de História, uma história de Fé, um elogio à Paz, dedicado a todos aqueles que têm um muro a separá-los.»

Ser Criança é…, de Fernando Paulo Gomes, Luís Matos e Nuno Caravela, Fnac

«Este livro ilustra, ao longo de doze canções, o fantástico mundo das crianças e dá a conhecer todos os seus direitos para uma vida em harmonia. Os 10 Direitos da Criança, canções e atividades divertidas…»

A todas as crianças do Mundo um grande beijinho e um Feliz Dia da Criança!

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