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A verdade sobre os hábitos de leitura dos rapazes…

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É do conhecimento comum que os rapazes tendem a ler menos do que as raparigas, porém um estudo recente feito no Reino Unido demonstra que não só eles leem menos mas também são preguiçosos a ler. Ou seja, quando leem um livro tendem a passar páginas à frente, «ler na diagonal», como se costuma dizer. Isto acontece tanto em livros de ficção como de não ficção. A solução não será simples. Contudo, passará por um acompanhamento aproximado de modo a se encontrar livros que desafiem mais os rapazes e que os levem a investir mais na leitura. O artigo completo sobre o estudo pode ser lido aqui.

Como pôr as crianças a ler durante as férias?

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Esta é a pergunta que muitos pais fazem nesta altura. Com a chegada das férias, as crianças tendem a colocar os livros de lado e a procurar outras formas de entretenimento.

É verão, o tempo está bom, o que se quer é sair, apanhar sol, brincar na areia, chapinhar na água, isso tudo faz muito bem para o desenvolvimento da criança, mas deixar a leitura completamente de lado durante três meses pode não ser lá muito bom. Principalmente quando, em setembro, a criança regressar às aulas, pois ficar demasiado tempo sem praticar, pode levar a um recuo na aprendizagem, especialmente em crianças que ainda estão no 1.º ciclo, e, portanto, não dominam bem a leitura. Além disso, ler também entretém. E pode ser a escolha certa nas pausas, nas horas de maior calor.

Como motivar as crianças para a leitura durante os meses das férias?

As bibliotecas municipais organizam nesta época diversas atividades e oficinas que envolvem os livros e a leitura, pelo que pode ser uma boa opção para estimular na criança o gosto pelas letras. Procure na biblioteca da sua zona e encontrará certamente iniciativas variadas.

Há muitos livros de atividades que não só ensinam uma coisa ou outra mas também entretêm, envolvendo a criança em algo construtivo nos momentos de lazer.

Livros mais práticos, sobre invenções, viagens ou história e ciência também podem ser uma boa opção.

Para crianças mais crescidas, que já dominem bem a leitura, histórias de aventuras ajudarão a transportá-las para outros mundos e a envolvê-las, estimulando-lhes a imaginação, o que é igualmente um bom exercício mental.

Uma criança que lê é uma criança que pensa, que tem mais facilidade em encontrar soluções criativas e em resolver problemas. As férias são importantes para descansar e para recarregar energias, depois de um ano escolar intenso, mas isso não significa que tenham de se afastar completamente de tudo aquilo que envolva aprendizagem, pois esse é,  e deve ser, um processo contínuo.

E ler também é muito divertido!

Aqui ficam algumas das nossas recomendações de livros de atividades:

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E para outras leituras:

Livros para as Férias Grandes… por Cristina Dionísio

Livros para as Férias Grandes… por Sofia Pereira

Livros para as Férias Grandes… por Alexandra Martins

Livros para as Férias Grandes… por Ana Ramalhete

 

Livros para ler com o bebé

À partida pensa-se que um bebé de seis meses ou de apenas dois anos ainda é muito pequeno para ler livros, que não tem capacidade para compreender o que se é lido em voz alta e, por isso, não vale a pena. Mas não é verdade. Ler em voz alta para o bebé, apontar para as ilustrações, o gesto de virar a página e de encontrar novas cores, novas letras, novos símbolos na página podem ajudar no desenvolvimento do bebé. Além disso, é uma excelente atividade para se fazer em conjunto. Contudo, às vezes é difícil encontrar o que ler com o bebé. Aqui ficam algumas sugestões.

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O Elmer e o Tempo, David McKee, Nuvem de Letras

«A mensagem mais importante da série Elmer é a de que não faz mal ser diferente e pode até ser divertido. A diferença é importante e bela e deve ser aceite por todos.»

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Os Animais do Mar para Sentir, Vários, Edicare

«As escamas do sargo, as ventosas do polvo, a pele suave do golfinho ou a carapaça da tartaruga… Um pequeno documentário tátil para responder às perguntas dos mais novos e conhecer os animais marinhos na ponta dos dedos!»

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Nonô e o Bacio, Sibylle Delacroix, Booksmile

«O bacio chegou à nossa casa e a mamã quer que eu aprenda a usá-lo, para ser uma menina crescida. Mas há tantas coisas mais interessantes para fazer!A Nonô está a crescer. Com as suas histórias amorosas e ternurentas, vamos descobrir como o crescimento é uma etapa divertida!»

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A Hora da Papa, Explorar com os Sentidos, Cristina Raiconi, Edições ASA

«Este livro oferece à criança amiguinhos sorridentes com os quais ela pode partilhar a hora da refeição e promove a aprendizagem dos nomes dos objectos que estão presentes naquele momento.»

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Eu Vejo, Helen Oxenbury, Gatafunho

«Para o bebé, aprender a ler significa em primeiro lugar familiarizar-se com o objecto livro, como um brinquedo. Depois, aos poucos, ampliando os seus horizontes, ele apropria-se do seu conteúdo através da representação de objectos, personagens, da capacidade de estabelecer relações de causa/efeito, dos ritos e dos ritmos do quotidiano. A familiaridade com o tempo lento e calmo da leitura é a promessa ideal para que, mais tarde, a criança leia sozinha, o que será uma conquista dos anos seguintes.»

15 dicas para pôr os seus filhos a falar sobre livros

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por Catarina Araújo

Laura Lambert, escritora e editora, escreveu um artigo sobre como por vezes os pais têm dificuldade em conversar com os filhos sobre os livros que estão a ler. Fazem as perguntas típicas e depois a conversa morre ali, sem terem explorado verdadeiramente os temas e os sentimentos despertados pela leitura do texto. Tal pode ser muito frustrante e acabar por levar a que as crianças percam interesse na leitura. Mas então como ter uma conversa interessante e construtiva com os filhos sobre a história que acabaram de ler? Aqui ficam as 15 dicas da autora para iniciar uma boa conversa sobre livros.

(O artigo é daqui.)

(A tradução não é literal, mas passa as ideias gerais. Não dispensa contudo a leitura do artigo original.)

Para crianças pequenas:

1)  Apontar e perguntar – Pare a meio da história e peça-lhes para apontarem objetos e cores. Se já tiverem idade suficiente, saberão contar: «Quantas flores vês?». Isto é vital para o desenvolvimento da linguagem.

2) Fazer uma previsão – Perguntar «O que achas que vai acontecer a seguir?» Mesmo que já tenham lido aquela história dezenas de vezes. A repetição é importante para as crianças.

3) Fazer uma pausa e deixá-los continuar – Isto funcionará muito bem com livros de rimas, em que se lê um verso e se pára antes da última palavra, deixando-os acabar a rima.

4) Fazer comparações com a vida real – Por exemplo, se estão a ler sobre uma personagem que tem cabelo loiro, perguntar à criança de que cor é o seu próprio cabelo. Ou se o peluche de uma personagem tem um nome, perguntar por sua vez como se chama o seu peluche preferido.

5) Continuar a história – Terminado o livro, imaginar outras histórias com as personagens ou fazer pequenos teatrinhos, em que cada um interpreta uma personagem. Isso ajudá-los-á a pensar mais profundamente nas características das personagens e da história.

Crianças em idade escolar:

6) Falar sobre as palavras difíceis – Se a criança estiver a ler para o pai ou para mãe, é fácil parar numa palavra mais difícil e questionar-se sobre ela. Tenha um dicionário ao pé e consulte-o sempre que precisar. (O exercício estimulará a aprendizagem de palavras novas.)

7) Explorar mais pessoalmente os assuntos – Incentive a criança a pensar mais na história, a colocar-se na pele da personagem e a pensar o que faria de diferente se estivesse no seu lugar. (Isto promove a empatia, a capacidade de se colocar no lugar dos outros, e a ver as diferentes perspetivas de uma situação.)

8) Comparar com outros livros – As crianças adoram séries e os volumes são sempre diferentes uns dos outros, por isso pode-se perguntar-lhes o que acharam daquele volume em comparação com os anteriores.

9) Evitar as perguntas típicas de um trabalho para a escola – Para ter um verdadeiro diálogo com o seu filho, evite as perguntas típicas que são feitas em sala de aula, e incentive-o a explorar mais profundamente os temas falados na história.

10) Estabelecer ligações com o mundo real – À medida que os livros que eles leem se tornam mais complexos, pode-se discutir temas mais profundos, como por exemplo a morte ou o preconceito. É aqui que a conversa poderá tornar-se mais interessante.

11) Deixe-se levar – Ler com o seu filho deve ser uma experiência divertida e as conversas que surgem naturalmente à medida que progridem em conjunto na leitura são as melhores.

Para leitores mais avançados:

12) Leia o que eles estão a ler – O seu filho é agora um leitor independente, mas mesmo que já leia sozinho, isso não quer dizer que não possa ter uma conversa com ele sobre o que está a ler. Leia também e depois conferencie com ele sobre a história.

13) Seja fiel a si mesmo – Numa conversa verdadeiramente interessante partilham-se opiniões e diferentes pontos de vista. (Respeite a opinião do seu filho e não tenha medo de partilhar a sua.)

14) Não julgue – O seu filho está a desenvolver a sua forma de ver o mundo e a testar diferentes valores que vai aprendendo com as suas próprias vivências. Isso é importante. Não desvalorize as suas visões sobre uma personagem ou sobre uma história. Poderá estar a perder uma oportunidade de perceber como é que o seu filho pensa sobre as coisas.

15) Seja um leitor – Partilhe a sua paixão pela leitura com os seus filhos e deixe-os tomar-lhe o gosto pelo exemplo. Leia muito, à frente deles. Fale sobre as personagens, os sítios e as histórias dos livros que lê. Se estiver entusiasmado, eles também vão ficar.

Os livros para crianças têm de ter em conta as releituras

Imagem de «Words», de Joe Kaufman, 1963.
Imagem de «Words», de Joe Kaufman, 1963.

Os livros infantis e juvenis tendem a ser subvalorizados, principalmente no que diz respeito a prémios e distinções, merecendo apenas a atenção de galardões criados especificamente para a área, mas raramente considerados por exemplo para um Nobel ou um Man Booker, ou no caso português, talvez, um prémio Saramago. Considera-se que por serem destinadas a crianças, as histórias são simples, de leitura fácil, sem um enredo de muitas camadas, com as subtilezas normalmente reservadas aos grandes romances para adultos. No entanto, tal não será bem assim.

Um autor de literatura infantil e juvenil sabe que o seu público-alvo, as crianças, quando gostam de uma história, tendem a lê-la, ou a pedir ao pai ou à mãe para a ler, várias vezes. Tantas vezes que até chegam a decorar frases inteiras. É típico delas terem esta necessidade. Tal acontece também com filmes e com músicas. Um livro infantil e juvenil terá de ter pois isso em conta, utilizando uma linguagem com um ritmo próprio, para contar uma história que seja apelativa, com diversas camadas, passíveis de serem descobertas a cada releitura.

Um artigo no jornal The Guardian aborda esta questão, de como os livros destinados ao público infantil e jovem são duradouros, ficam nas memórias das pessoas, mesmo depois de elas chegarem à idade adulta, e explora-a através dos pontos de vista de diferentes intervenientes, procurando explicar o motivo pelo qual a literatura infantil e juvenil nunca é apenas destinada aos miúdos, mas também aos graúdos.

Uma leitura muito interessante, a não perder, aqui.

As crianças gostam mais de ler se forem elas a escolher os livros

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por Catarina Araújo

É isso que conclui um estudo feito pela Scholastic sobre hábitos de leitura entre as crianças divulgado recentemente.

Ler por prazer parece ser a chave para leitores regulares. Por outro lado, limitar ou determinar que livros uma criança ou um jovem deve e não deve ler pode afastá-los da leitura. Noventa e um por centro das crianças e jovens entre os seis e os dezassete anos afirmaram que «os meus livros favoritos são aqueles que escolhi sozinho».

Há outro aspeto que chama a atenção: crianças e jovens entre os doze e os dezassete anos que são leitores regulares chegam a ler uma média de trinta e nove livros por ano (nos EUA) enquanto que aqueles que são leitores pouco frequentes leem apenas uma média de cinco livros por ano.

O estudo indica que filhos de pais que são leitores frequentes têm maiores probabilidades de serem também eles leitores frequentes. Ler em voz alta com os filhos também tem influência nos hábitos de leitura das crianças.

Um outro fator importante que influencia os níveis de leitura é, segundo o estudo, ter tempo para ler. Hoje em dia as crianças, à medida que vão crescendo, vão-se envolvendo em mais e mais atividades extracurriculares que não deixam muitas horas livres para fazer outras coisas. Como consequência, a partir dos oito anos de idade os níveis de leitura começam a decair, principalmente entre os rapazes. Por outro lado, crianças entre os doze e os dezassete a quem seja dada a liberdade de escolher leituras, que tenham uma biblioteca variada em casa, que sejam encorajadas pelos pais, terão maiores probabilidade de manterem os níveis de leitura ou até de aumentarem a frequência com que leem por prazer.

O estudo completo, embora tenha sido feito nos EUA, revela conclusões interessantes e que podem servir de base para uma reflexão sobre como atrair as crianças para a leitura.

A ciência confirma que ler ficção torna-nos pessoas melhores

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Já todos sabíamos que ler faz bem à saúde. Ler, seja lá o que for, o jornal, uma revista, um blogue ou um livro, estimula as ligações no cérebro. Mas agora a ciência diz-nos que ler histórias de ficção traz ainda outros benefícios – torna-nos mais empáticos, ou seja, mais conscientes dos sentimentos das outras pessoas.

Num estudo realizado em 2013 pela Universidade de Emory, em que se examinaram os cérebros de leitores de ficção, concluiu-se que estes mostravam mais atividade do que os cérebros daqueles que não liam. Mais concretamente o córtex temporal esquerdo, a parte do cérebro responsável pela compreensão da linguagem, apresentava maior conectividade. Os investigadores descobriram também que estimulava uma parte do cérebro, na região central, que faz com que consigamos «sentir na pele» quando nos imaginamos a fazer uma jogada de futebol, por exemplo. Neste caso, o leitor consegue «colocar-se na pele das personagens» e sentir a suas emoções.

Deste modo, os leitores de ficção podem ser amigos melhores, pois têm mais tendência a ter consciência das emoções dos outros e sentir empatia.

Um outro estudo, realizado por dois psicólogos, aprofundou ainda mais esta questão, estabelecendo uma diferença entre a leitura de ficção literária e de literatura popular.

Encontre mais informações sobre estes estudos e as suas conclusões neste artigo.

O melhor é começar a estabelecer na criança hábitos de leitura, bons hábitos de leitura, logo quando ainda é pequena. Pelo menos assim sabemos que terá todas as possibilidades de vir a tornar-se um adulto melhor.

Os miúdos querem ler livros que os façam rir

É pelo menos essa a conclusão de um estudo feito pela Scholastic, sobre aquilo que os miúdos entre os seis e os dezassete anos procuram num livro, e cujos resultados revela através de um infográfico. Além do humor, as crianças e os jovens procuram ainda histórias que lhes permitam usar a imaginação e com personagens que sejam aquilo que elas também gostariam de ser. Aqui fica desenho dos resultados.

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Daqui.

 

Afinal o que devem ler os adolescentes?

por Catarina Araújo
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(c) CORDON PRESS

Recentemente o jornal El País lançou uma pergunta que ainda não tinha sido feita e que dá uma nova dimensão ao debate sobre o que devem mesmo os jovens ler:  «¿Deberían los adolescentes leer literatura juvenil?». A questão que se tem colocado nos últimos tempos é se os adultos deveriam ler literatura para adolescentes, mas agora o que se pergunta é se os adolescentes deveriam ler literatura juvenil. Estão naquela idade entre a infância e a idade adulta em que se corre o risco de infantilizá-los demasiado ou de lhes exigir uma maturidade que ainda não têm, pelo que surge a dúvida se deixá-los ler livros juvenis não será manter essa dubitabilidade em vez de os ajudar a «crescer» e a entrar na fase adulta. É um debate legítimo. A resposta, contudo, é simples (mas de maneira nenhuma simplista) – tudo depende do leitor e do livro. Os adolescentes não são todos iguais nem os livros juvenis são todos iguais. Impedir que os jovens leiam aquilo que lhes agrada simplesmente porque os adultos acham que é demasiado infantil para eles pode deixá-los inseguros quanto às suas escolhas e fazer com que deixem de gostar de ler.  Por outro lado, como já foi debatido noutros artigos, uma orientação e um acompanhamento são essenciais, não com o objetivo de estabelecer limites, mas de ajudar a abrir horizontes, a expandir as escolhas, a conhecer outras perspectivas. Há uma diversidade tão grande de livros juvenis que aliam entretenimento com conteúdo relevante que seria redutor avaliá-los apenas por serem destinados às crianças, como se isso significasse automaticamente que essas histórias não têm profundidade capaz de formar e desenvolver o caráter e a intelectualidade de um adolescente. O artigo do El País, embora resvale um pouco para a questão do Young Adult, apresenta diversas perspectivas que interessa explorar. É por aqui.

O que fazer para que os rapazes queiram ler?

por Catarina Araújo

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É a pergunta crítica que muitos pais fazem, sem saberem como convencer os filhos rapazes a pegarem num livro e a lê-lo até ao fim. Há diversos estudos que indicam efetivamente que as raparigas mais facilmente leem um livro do que os rapazes. Contudo, isso não quer dizer que eles não gostem de ler. Apenas que não gostam de ler o mesmo que as raparigas, dado que esses estudos indicam que se por um lado eles se afastam mais da literatura, por outro preferem banda desenhada, não-ficção, e humor, o tipo de livros que tendem a ser subvalorizados.

A pensar nesta problemática Jon Scieszka, autor norte-americano de livros infantis e juvenis, e que já foi Embaixador Nacional da Literatura para a Juventude, nos EUA, fundou a Guys Read (rapazes leem), um programa de literacia para rapazes, com o objetivo de incutir nos jovens a vontade e o gosto de ler, chamando com isso a atenção para a questão com o fim de desenvolver o conceito de leitura para que inclua não só literatura, mas também outro tipo de livros como não-ficção, novelas gráficas, banda desenhada, etc.

Recentemente surgiu uma discussão gerada por outro autor, Jonathan Emmett, sobre a forma como o marketing dos livros é feito e em que alegava que «no Reino Unido os livros ilustrados refletem mais o gosto das raparigas do que dos rapazes» e que isso resulta do facto de haver muito mais mulheres na indústria da edição do que homens. Jon Scieszka admite, numa entrevista dada ao blogue Playing by the book, que «é razoável colocar-se a questão e que talvez essa discrepância de género na indústria influencie os livros que são publicados, adquiridos e premiados nos livros infantis e juvenis». A entrevista completa pode ser lida, clicando na ligação.

No sítio Guys Read encontramos mais informações sobre a missão do autor Jon Scieszka com este programa, bem como ferramentas que poderão ajudar a conquistar os rapazes para a leitura: www.guysread.com.

Quanto ao caso português não será muito diferente, mas explorando os sítios portugueses encontrei alguns títulos que poderão cativar os rapazes. Além dos livros do Geronimo Stilton ou do Diário de Um Banana,  aqui ficam outras sugestões.

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