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«Harry Potter and the Cursed Child»: Voltar a Hogwarts duas décadas depois

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*Atenção! Pode conter spoilers*

Eleito pelos utilizadores do Goodreads como o melhor livro de Fantasia de 2016, Harry Potter and the cursed child – Parts I & II* parte de uma boa premissa: voltar a Hogwarts 19 anos depois e contar a história do segundo filho de Harry Potter, enquanto nos mostra as vidas adultas das nossas personagens favoritas.

Albus Severus Potter é o segundo filho de Harry Potter e Ginny Weasley e cresceu à sombra da fama do seu pai. Um miúdo introvertido e calado que, por infortúnio, sorte ou destino, no seu primeiro ano em Hogwarts, é selecionado para os Slytherin e torna-se no melhor amigo de Scorpius Malfoy, filho do grande rival do seu pai. Como se isso não bastasse, tem ainda de lidar com os problemas típicos da adolescência e com um relacionamento cada vez mais tenso com o seu progenitor: duas personagens tão parecidas em tantos aspetos, mas que são incapazes de se compreender mutuamente. Isto leva Albus a querer destacar-se do seu pai, acabando por, em conjunto com Scorpius, criar uma série de confusões perigosas para o universo mágico numa altura em que Lorde Voldemort está novamente à espreita. No final, Albus precisará de toda a sua coragem, a par dos laços fortes da amizade e da família, para poder evitar que um grande mal seja feito.

Esta obra trata-se, na verdade, do guião da peça de teatro homónima, escrito por Jack Thorne e baseada numa história original de Thorne, J. K. Rowling e John Tiffany. A peça, dividida em duas partes para serem vistas de uma assentada ou em dias seguidos, estreou no dia 30 de julho de 2016 no Palace Theatre, em Londres, e pouco depois foi editado o seu guião, criando assim a oitava história oficial de Harry Potter, agora um adulto a trabalhar no Ministério da Magia e a ter de lidar com a adolescência dos seus filhos. J. K. Rowling disse, na altura, que estava «confiante de que, quando o público visse a peça, iria concordar que aquele era o único meio adequado à história».

Não tendo visto a peça, não posso opinar sobre a mesma, mas acredito que os atores e toda a envolvência cénica acrescentarão uma profundidade e um conteúdo extra ao guião, dando-lhe, acima de tudo, a tridimensionalidade das personagens que por vezes me faltou na leitura desta obra. Porque, apesar de ser claramente uma história mágica e com um dedinho da incrível imaginação de J. K. Rowling, nas folhas do livro falta toda a componente narrativa que descrevia os pensamentos, as emoções e o carácter do Harry. Desta forma, ficamos muitas vezes a pensar porque é que as personagens (as novas, como Albus e Scorpius, e as antigas, o Harry, o Ron, a Hermione e o Draco crescidos) fazem o que fazem, o que está por detrás das suas ações e dos seus pensamentos. Um exemplo claro é o início da história e a seleção de Albus para os Slytherin – quem leu o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal sabe bem que o Chapéu Selecionador tem em conta os sentimentos e as escolhas dos alunos; no entanto, nesta obra, a seleção foi muito rápida, muito apressada e quase descartada como irrelevante, quando na verdade é ela que molda grande parte do percurso da história, já que Albus se sente à parte da sua família por causa desta questão. Todo o percurso de Albus até ao quarto ano, e consequente degradação da relação com o seu pai, é, aliás, encarada muito superficialmente, o que me fez distanciar-me desta personagem.

Tive também alguma dificuldade em criar empatia com as personagens adultas: Harry tornou-se mais severo e rígido do que toda a sua história fazia prever, Ron serve apenas como comic relief, Hermione não acrescenta grande coisa à história e o papel de Ginny é perfeitamente secundário. Ganha pontos Draco Malfoy, com uma história vivida no interregno temporal e que é abordada, para efeitos que história, fornecendo-lhe profundidade. Draco cresceu e evoluiu de uma forma que me pareceu condigna com o final da sua personagem nos Talismãs da Morte.

Apesar de um pouco apressada no início, e da falta de alguns pormenores que me pareciam importantes esclarecer para melhor compreendermos as personagens, a verdade é que a história vai ganhando um ritmo interessante, com conteúdo, melhorando a cada página. E termina com aquela sensação que todos os livros do Harry nos deixaram: podem acontecer coisas terríveis, mas a vida continua e o dia de amanhã será sempre melhor. E, no fim, o melhor que temos são mesmo os amigos e a família. Mesmo quando demoramos a entender-nos uns com os outros.

Um livro que me confortou e que agradará a qualquer pessoa que goste de Harry Potter e queira saber mais um pouco da história. Aos fãs mais acérrimos – para os quais não devem haver variações aos livros originais, nem sequer as adaptações para filmes – então não recomendo este livro, uma vez que é preciso lê-lo com mente e coração abertos, sabendo que pode haver coisas muito diferentes das que imaginámos. No fundo, surpresas são um dos pontos fortes de J. K. Rowling e Jack Thorne captou muito bem esse espírito com este Harry Potter and the cursed child – Parts I & II.

 

*A obra em português, editada pela Editorial Presença, tem o título Harry Potter e a Criança Amaldiçoada – Partes 1 & 2, mas aqui mantive o título original em inglês, pois foi nesta língua que li esta obra.

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Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los: o regresso ao mundo da magia, muito para além de Harry Potter

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Novembro foi mês de regressar ao universo mágico criado pela autora J. K. Rowling. Comecei por ler o livro Harry Potter e a criança amaldiçoada, o guião da peça teatral com o mesmo nome (opinião para breve) e terminei este fim de semana com o filme Monstros Fantásticos e onde encontrá-los, uma espécie de prequela à saga Harry Potter, que parte de um pequeno livro homónimo do filme.

O livro em questão foi lançado em Portugal em 2001, pela Editorial Presença, e consistia na compilação das conclusões do feiticeiro Newt Scamander sobre como encontrar e lidar com criaturas mágicas. O exemplar que estava a ser vendido (e que se encontra atualmente fora de circulação em Portugal; correm rumores de que vai haver uma nova edição) era uma cópia do livro pertencente ao Harry Potter e continha anotações do Harry, do Ron e da Hermione nas margens, fazendo com que um simples guia se tornasse em diversão garantida para os leitores da saga, sem que interferisse com a mesma.

No entanto, agora, volvida mais de uma década, J. K. Rowling uniu-se novamente a David Yates (realizador dos últimos 4 filmes de Harry Potter) para contar a história de Newt Scamander e dos seus monstros fantásticos, muitos anos antes do Rapaz Que Sobreviveu ter sequer nascido. E nós, fãs deste universo mágico, sentimo-nos a voltar a casa durante as duas horas e meia que dura o filme.

A história começa no ano de 1926, com a chegada de Newt Scamander e da sua mala cheia de criaturas mágicas a uma Nova Iorque onde as tensões entre os feiticeiros e os SemMage (pessoas sem magia, o equivalente dos Muggles na América) estão ao rubro. E quando uma série de ataques começa a acontecer ao mesmo tempo que Newt perde a sua mala, a aventura está lançada.

O filme tem um ritmo interessante, o ambiente oscilando entre a euforia dos loucos anos 20 e as sombras de um mundo em constante tensão, com uma história que é um importante preâmbulo para abrir caminho aos filmes que se seguem (vão ser cinco no total). Para mim, o melhor do filme foram as personagens, humanas acima de tudo, que nos cativam com as suas personalidades e com o caminho que trilham – heróis que cometem erros e que os tentam corrigir, vilões que o são por medo e desconhecimento, personagens que não são bem o que aparentam e um Muggle que mostra que é melhor do que muitos feiticeiros. Jacob é, aliás, uma das personagens mais queridas do público e deixa-nos todos a torcer por ele até ao final.

Tudo isto intercalado com muita magia, muita aventura, momentos de muito humor e muitos pequenos detalhes que nos levam invariavelmente a Harry Potter – desde a referência a Albus Dumbledore, ao cachecol de Newt Scamander que tem as cores da sua casa em Hogwarts, os Hufflepuff, e outras que não vou aqui mencionar para não estragar a surpresa.

Para quem é fã de Harry Potter, este é um filme que enche as medidas e que, por não ter base literária, traz consigo a liberdade criativa dos criadores (J. K. Rowling como autora do guião e David Yates como realizador). Para quem não é fã da saga mas gosta de magia, continua a ser um filme a não perder!

Bloomsbury lança edição ilustrada de «Harry Potter e a Pedra Filosofal»

A Bloomsbury, na Inglaterra, e a Scholastic, nos EUA, preparam-se para lançar uma edição ilustrada do primeiro volume da saga juvenil de J.K. Rowling. As ilustrações estiveram a cargo de Jim Kay, vencedor do Kate Greenaway Medal. A data de lançamento está prevista para 6 de outubro, com capa dura, ilustrações a cores no interior e uma fita marcadora. Tudo o que temos para já dessa edição são estas imagens.

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(c) Bloomsbury. Por ordem – Ron Weasley, Rubeus Hagrid, Hermione Granger, Draco Malfoy.

Mais informações aqui.

Estudante cria edições únicas de Harry Potter e causa furor

Num trabalho para a universidade, a estudante húngara Kincső Nagy, de 26 anos, resolveu reformular o design dos livros de Harry Potter, de J.K. Rowling. Através de técnicas como corte a laser, impressão por meio de estêncil e utilização de tintas que brilham no escuro, Kincső criou novas ilustrações para as capas dos sete livros e para o primeiro volume, Harry Potter e a Pedra Filosofal, fez mesmo uma edição completa, com novas ilustrações no interior. O resultado deste trabalho está à vista.

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(c) Kincső Nagy
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(c) Kincső Nagy

Quando a jovem estudante colocou o seu trabalho na internet causou logo furor, com muitos a quererem saber como poder adquirir aqueles livros.

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Os pop-up são sempre curiosos e as ilustrações parecem saltar das páginas. A arte e o processo envolvidos causam fascínio quando verificamos estas meras fotografias animadas.

Em entrevista ao jornal The Telegraph, Kincső não revela se já há contactos de editores para transformar aquele trabalho numa edição para o público, contudo parece haver potencial para que tal aconteça.

Para ler o artigo completo e apreciar mais fotografias animadas dê um saltinho aqui.

Harry Potter, quinze anos depois…

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Foi há quinze anos que Harry Potter e a Pedra Filosofal chegou a Portugal através da Editorial Presença. A 1.ª edição contou com uma ilustração de Teresa Cruz Pinho, a que se lhe sucedeu as famosas ilustrações de Mary GrandPré.

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Desta feita o ilustrador Kazu Kibuishi foi o convidado para conceber as capas para a edição americana comemorativa do décimo quinto aniversário da publicação do primeiro volume da saga, disponível agora também na edição portuguesa.

Para saber mais poderá visitar a página da editora aqui.

Via O Jardim Assombrado.

A história de Dolores Umbridge

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Há uns dias foi anunciado que o sítio Pottermore, um espaço multimédia online dedicado à saga Harry Potter, iria disponibilizar um texto sobre a história da personagem Dolores Jane Umbridge, um dos vilões daquela série que os leitores mais adoram odiar.  Nele encontramos novas informações que dão contexto à personagem. J.K. Rowling aproveitou também para escrever sobre aquelas pessoas que a inspiraram na criação de Dolores, bem como para dar uma explicação do nome.

No sítio multimédia, o texto pode ser encontrado enquanto se explora o capítulo treze, do quinto livro, A Ordem da Fénix, após passar a porta para o gabinete da professora. Para quem não tem lá conta, mas tem curiosidade em ler o texto, pode encontrá-lo aqui (em inglês).

Seguidores de J.K. Rowling em polvorosa por causa de anagrama

Há dois dias J.K. Rowling publicou no twitter uma estranha frase que deixou os seguidores da escritora de Harry Potter em grande agitação. Afinal o que era aquilo e o que significava?

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Correram logo rumores de que seria o anúncio de uma nova aventura de Harry Potter. Aparentemente era um anagrama para resolverem. Os seguidores começaram a publicar os seus palpites à velocidade da luz. Em poucas horas atingiu os dezanove mil retweets. Até que finalmente uma utilizadora, @EmyBemy2, descobriu a solução.

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Afinal o anagrama era sobre Newt Scamander, o protagonista da nova trilogia que Rowling está a preparar para ser adaptada ao cinema, Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los. A autora mostrou-se entusiasmada com a participação e agora voltou ao trabalho no seu novo romance e no argumento dos filmes.

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Bloomsbury reedita «Harry Potter» com ilustrações de Jonny Duddle

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Jonny Duddle foi o ilustrador escolhido pela editora inglesa da saga Harry Potter, a Bloomsbury, para criar as novas capas da reedição, a ser lançada a partir de 1 de setembro.

As capas dos dois primeiros livros já foram reveladas e é notável a diferença em relação às anteriores, e também uma certa semelhança com as americanas, a cargo do ilustrador Kazu Kibuishi.

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Jonny Duddle cria ilustrações para livros, como os de Terry Pratchet, para cinema, como o filme de animação nomeado para os Óscares The Pirates! In An Adventure With Scientists, e para videojogos. Ganhou o prémio Waterstones e esteve nomeado para tantos outros.

Mais sobre o ilustrador e a sua obra aqui.

«Monstros Fantásticos & Onde Encontrá-los» já tem data de estreia

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A adaptação ao cinema do pequeno livro de J.K. Rowling ,«Monstros Fantásticos & Onde Encontrá-los», está a decorrer a bom ritmo e recentemente foi anunciada a data de estreia do filme – 18 de novembro de 2016. Ainda não há notícia de quem será o ator a interpretar o papel do escritor e «magizoológo» Newt Scamander. Tudo o que se sabe para já é que será uma trilogia de filmes e que se passará setenta anos antes da história de Harry Potter. J.K. Rowling acrescentou também que estes filmes não serão prequelas ou sequelas da história do menino feiticeiro mais famoso do mundo, mas uma extensão daquele universo mágico.

Notícia daqui.

J.K.Rowling prepara projeto teatral de «Harry Potter»

Apesar de o último livro da série «Harry Potter» ter sido editado em 2007, J.K. Rowling continua a revisitar aquele universo. Além de estar a escrever o argumento para um filme baseado no pequeno livro Fantastic Beasts and Where to Find Them, prepara-se agora também para co-produzir uma peça de teatro baseada nos anos em que Harry vivia com os Dursley’s antes de entrar para a Escola de Feitiçaria de Hogwarts. A Warner Bros., estúdio responsável pela adaptações cinematográficas de Harry Potter, também está envolvido na produção, cuja data prevista para a estreia é 2015, no West End, em Londres.

Notícia daqui.