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Feira do Livro de Lisboa está quase a abrir… e com novidades!

por Sofia Pereira

A 86ª Feira do Livro de Lisboa decorre entre 26 de maio e 13 de junho, no Parque Eduardo VII, uma organização da APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, que tem como objetivos promover o livro, e fomentar os hábitos de leitura e o incremento do nível de literacia.

Durante mais de duas semanas, os leitores têm oportunidade de participar nesta festa do livro, o maior evento literário do país, que tem na sua programação um vasto leque de atividades: apresentação de livros, sessões de autógrafos, concertos, doação de livros, cinema,  showcookings, debates, concertos, workshops, transmissão de programas de rádio e mostras gastronómicas.

Uma das grandes novidades da edição deste ano é a App, uma aplicação disponível em Android ou iOS, com o mapa dos pavilhões, a programação das iniciativas e os livros do dia.

Mais informação sobre a Feira do Livro de Lisboa 2016 aqui.

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Feira Cultural de Coimbra

por Sofia Pereira

O Município de Coimbra promove, entre os dias 3 e 12 de junho, mais uma edição da Feira Cultural.

Promover a criatividade e as atividades culturais da e na cidade, projetar o trabalho de diferentes agentes de desenvolvimento criativo e cultural, e contribuir para o enriquecimento da criação artística são objetivos deste certame.

A iniciativa, que decorre no Parque Dr. Manuel Braga, é já considerada uma das maiores e melhores festas da Cultura do país, que abrange variadas áreas: a Literatura, o Artesanato, as Artes Performativas, a Música, as Artes Plásticas e a Gastronomia, atraindo milhares de visitantes pelo local aprazível em que se realiza, pela diversidade da oferta cultural, pela qualidade do programa de animação e pelo ambiente acolhedor.

Apresentações de livros, sessões de autógrafos, peças de teatro, sessões de poesia concertos, exposições e «24 horas culturais» são alguns dos atrativos da edição deste ano.

Uma Feira para valorizar a Cultura, a cidade do Mondego e o País!

«O dom da palavra», de Catarina Nunes de Almeida, na Feira do Livro de Lisboa

por Sofia Pereira

No próximo dia 28 de maio, será apresentado o livro infantojuvenil O dom da palavra, de Catarina Nunes de Almeida, com ilustrações de João Concha.

Catarina Nunes de Almeida é uma autora natural da cidade de Lisboa que tem dedicado a sua atividade literária à escrita de poesia. Com O dom da palavra, uma publicação da Não Edições, estreia-se na literatura para crianças e jovens, criando «uma espécie de poema contínuo, escrito sob a forma de diálogos», como refere.

A iniciativa, inserida no programa cultural da Feira do Livro de Lisboa, que decorre no Parque Eduardo VII, terá lugar no Stand BLX, pelas 18 horas, e a apresentação estará a cargo de  Ana Tecedeiro, com momentos de leitura por Cátia Sá.

Um momento que promete ser agradável e divertido! Mais uma sugestão de um livro para oferecer e/ou para ler com os mais novos.

Vamos à Conquista de Lisboa no Castelo de São Jorge

por Sofia Pereira

A editora Livros do Horizonte e a autora Ana Cristina Pereira apresentam, no próximo dia 7 de julho, terça feira, pelas 10h30m, o livro À Conquista de Lisboa ou Conquering Lisbon, na versão em inglês.

À Conquista de Lisboa, um livro dirigido a crianças maiores de 8 anos, apresenta, de um modo divertido e prático, um roteiro da capital portuguesa, conta um pouco da história da cidade fundada por Ulisses e sugere percursos e monumentos para os mais pequenos visitarem.

A iniciativa que terá lugar no Castelo de São Jorge contará com a presença de Isabel Stilwell, escritora de romances históricos, que fará com a autora «um pequeno percurso em diálogo», trocando e tecendo comentários sobre «pedaços de história e curiosidades sobre Lisboa e o Castelo», segundo a editora.

Nesse dia, a entrada no Castelo para quem assistir ao evento é gratuita.

A melhor montra de livraria infantil

Todos os anos, por esta altura, a Children’s Book Council, em parceria com a Every Child a Reader, associa-se à American Booksellers Association para organizar a Semana dos Livros para Crianças e, entre muitas outras atividades, escolher a melhor montra entre as livrarias infantis e juvenis que se juntam a esta festa. Este ano a vencedora foi a Elm Street Books, em New Canaan, no Connecticut, EUA, com uma vitrina profusamente decorada, e que celebra a leitura e a imaginação. Aqui ficam as fotografias da livraria vencedora.

Para ver as restantes fotografias das outras livrarias candidatas ir aqui.

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O VIII Festival Internacional de Contadores de Histórias

A Associação Cultural Partilha Narrativa, em parceria com a Livraria GATAfunho, em Oeiras, organiza o VIII Festival Internacional de Contadores de Histórias, entre 9 e 12 de abril. É a primeira vez que este festival passa por Portugal e contará com grandes nomes da narração oral, como Martha Escudero (México),  José Manuel Garzón (Espanha) ou Ana Sofia Paiva (Portugal).  Intitulado «De bouche à oreille et de boca à boca» este festival vem proporcionar ao público português «a recordação de histórias tão nossas, ao mesmo tempo que se descobrem contos de outras culturas», como nos contam os organizadores.

Todas as informações sobre o evento encontram-se aqui.

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A força da poesia

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por Sofia Pereira

«Todas as coisas têm o seu mistério, e a poesia é o mistério de todas as coisas.»
Federico Lorca

«A poesia é a arte de comunicar a emoção humana pelo verbo musical.»
René Waltz

Hoje, a 21 de março, assinala-se o Dia Mundial da Poesia.

A poesia é um género literário muito rico, que nos transporta para um mundo diferente, onde podemos sonhar, refletir e viver. Quando falamos de poemas, é inevitável lembrarmo-nos de todo um conjunto de palavras cheias de significado, de sentido, de ritmo e de musicalidade. São todas essas características, aliadas à criatividade e a uma forte dimensão estética, que tornam a poesia, de uma forma geral, fascinante para a maioria dos leitores.

Ler poesia é tentar mergulhar na verdadeira mensagem do texto poético – só conhecida pelo poeta –, mas a pluralidade de significações atribuídas pelos leitores constrói um puzzle que enriquece o poema. Mas, mais do que tentar captar o sentido e a expressão das palavras, a leitura de poesia pode contribuir para o desenvolvimento pessoal, intelectual, emocional e social dos leitores.

Conhecer o que grandes poetas deixaram escrito e que perdura no tempo, compreender melhor o mundo que nos rodeia e, dessa forma, poder participar nele, conhecer outras formas de ver e sentir o mundo, saber mais sobre poesia, refletir e adotar uma atitude crítica face à realidade que nos rodeia, e inspirar-nos para escrever, são benefícios que todos os leitores podem descobrir nesta viagem pela arte poética.

A poesia é, muitas vezes, o espelho da alma do seu autor, mas também do ser humano que se dedica ao prazer da sua leitura. A poesia é uma recriação do mundo: descreve a realidade de um modo misterioso, transformando-se num bálsamo e os momentos menos positivos, as injustiças, as violências e os sentimentos negativos enchem-se de cor e vivacidade. São palavras silenciosas que têm um poder terapêutico para quem as lê.

Neste Dia Mundial da Poesia, deixamos aqui a sugestão de alguns livros, para partilhar, para oferecer:

O MEU PRIMEIRO ÁLBUM DE POESIA

O Meu Primeiro Álbum de Poesia, de Alice Vieira, ilustrações de Danuta Wojciechowska, Dom Quixote

«O Meu Primeiro Álbum de Poesia tem a capacidade rara de tornar acessíveis, a leitores de todas as idades, poemas de grandes autores portugueses do século XVI aos nossos dias, conseguindo proporcionar-lhes um prazer genuíno e duradouro. Nesta antologia encontra-se poesia criteriosamente seleccionada por Alice Vieira de autores como Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa, Miguel Torga, António Gedeão, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, Mário-Henrique Leiria, Ruy Belo, Luísa Ducla Soares, Matilde Rosa Araújo, Vasco Graça Moura, entre outros. Cada leitor será livre de decidir aquele que prefere, aquele de que menos gosta, aquele que mais o encantou (mesmo que não tenha percebido as palavras todas), aquele que lhe pareceu mais estranho, aquele que aprendeu logo de cor. As autoras Alice Vieira e Danuta Wojciechowska coleccionaram os poemas e conceberam as imagens deste álbum, que somos convidados a apreciar página a página e, no final, a completar. Trata-se de uma obra para leitura individual ou em grupo. Com ela se pode começar a amar a língua, a literatura e os livros numa aventura através da linguagem poética que envolve compreensão, imaginação e coração.»

ANOS 70 POEMAS DISPERSOS

Anos 70: Poemas Dispersos, de Alexandre O’Neill, Assírio & Alvim

«Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 8.º ano de escolaridade. Leitura orientada na Sala de Aula – Grau de dificuldade II. Os textos de Alexandre O’Neill que compõem este volume nunca foram por ele incluídos em livros seus. À excepção de dois, recuperados de uma antologia, e de três encontrados no espólio, o autor publicou-os em jornais e revistas durante a década de 70. O conjunto aqui editado resultou da pesquisa feita no âmbito da biografia do poeta (Alexandre O’Neill: Uma Biografia Literária, de Maria Antónia Oliveira, Dom Quixote). Pôde constatar-se que, embora o poeta viesse publicando regularmente desde os finais da década anterior, os anos 70 eram aqueles em que a sua produção se tornava mais assídua, e em que mais textos haveriam de ficar confinados às páginas dos periódicos. Reúnem-se também poemas escritos para os jornais Diário de Lisboa e A Luta, e para as revistas Flama e Ele. Foram encontrados no espólio do poeta os poemas “Magritte” e “Azul Ar”, bem como os poemas sem título designados por Fragmentos, inéditos. Acrescentam-se ainda dois poemas datados de 1972 que E.M. de Melo e Castro e José-Alberto Marques incluíram na Antologia da Poesia Concreta em Portugal (Lisboa, Assírio & Alvim, 1973). Em anexo, publicam-se dois textos com poemas, e uma versão em prosa da primeira parte de “Rã & Descobridor.”»

SONETOS

Sonetos, de Florbela Espanca, Porto Editora

«Escritos nas primeiras décadas do século XX, os sonetos de Florbela são a expressão poética da paixão sensual e da confissão feminina. Simultaneamente pujante e frágil, a poetisa revela, por vezes de forma egocêntrica e narcisista, uma feminilidade intranquila e insatisfeita, imersa na Dor e no Amor. Influenciada por poetas como António Nobre ou Antero de Quental, Florbela revelou-se pouco permeável aos grupos e movimentos literários da época e construiu uma estética própria, pautada por um discurso poético veemente, descomplexado e livre de constrições sociais.»

E, como este dia marca também o início da primavera, convidamos a desfrutar do poema «Quando vier a primavera», de Alberto Caeiro, declamado pelo ator Pedro Lamares.

Feliz Dia Mundial da Poesia!

Dar novas Vozes para um futuro com Letras

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No sábado passado, dia 7 de fevereiro, aconteceu o culminar do concurso Dá Voz à Letra, num espetáculo realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, em que dez jovens demonstraram o seu talento como recitadores. O júri contava com Catarina Furtado, Albano Jerónimo e David Machado, e coube a eles decidir quais seriam os três grandes vencedores: António Miguel Gonçalves, Maria Adelaide Casquinha e Daniel Joaquim.

Aqui ficam os seus vídeos.

Mais sobre o concurso e os vencedores aqui.

É então isto para crianças?

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É a pergunta que move o colóquio sobre o que é, afinal de contas, produzir para crianças, a realizar-se na Fundação Calouste Gulbenkian, nos próximos dias 9 e 10 de fevereiro. «Cria-se para ou será que o que é criado encontra naturalmente, na sua fase final e última, aquele a quem se destina?» Carla Maia de Almeida será a moderadora da primeira conversa que será sobre criação de livros infantis e juvenis, e os intervenientes convidados são Davide Cali, Catarina Sobral, Francisco Vaz da Silva e João Fazenda. Haverá também discussões sobre cinema, música e espetáculos. A entrada é livre.

Mais informações sobre o colóquio aqui.

Histórias em imagem a partir de amanhã no Festival Play 2015

Na revista Fábulas privilegiamos as histórias em livro, mas não podemos deixar de destacar hoje as histórias em imagem, com o PLAY – Festival Internacional de Cinema Infantil e Juvenil de Lisboa a começar amanhã e a decorrer até dia 8 de fevereiro. Haverá muita coisa para fazer no Festival PLAY: ver filmes e desenhos animados infantis e juvenis, participar em debates, em workshops de introdução ao cinema e em encontros com profissionais da área. Tudo isto acontece no cinema São Jorge e na Cinemateca Júnior.

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A primeira edição, realizada em 2014, teve mais de seis mil espetadores e agora a segunda edição contará com mais filmes, tanto longas como curtas-metragens, de uma seleção do mundo inteiro.

Um ótimo pretexto para um programa de fim de semana com miúdos e graúdos.

O cartaz foi concebido por André da Loba.

Todas as informações sobre o festival e a programação podem ser encontradas em www.playfest.pt.

Aqui fica uma pequena amostra do que será este festival.