Tag Archives: Leituras para rapazes

As escolhas de Natal de… Alexandra Martins

E por último, mas não menos especial, nesta nossa maratona de recomendações de presentes para o sapatinho, fica a lista para os leitores adolescentes, com títulos que vão do distópico, ao fantástico e ao realismo contemporâneo.

Esperamos que tenham gostado das obras escolhidas e desejamos que com esta ajudinha este Natal seja cheio de boas histórias.

mazerunner

Maze Runner – Correr ou Morrer, de James Dashner, Editorial Presença

«Quando desperta, não sabe onde se encontra. Sons metálicos, a trepidação, um frio intenso. Sabe que o seu nome é Thomas, mas é tudo. Quando a caixa onde está para bruscamente e uma luz surge do teto que se abre, Thomas percebe que está num elevador e chegou a uma superfície desconhecida. Caras e vozes de rapazes, jovens adolescentes como ele, rodeiam-no, falando entre si. Puxam-no para fora e dão-lhe as boas vindas à Clareira. Mas no fim do seu primeiro dia naquele lugar, acontece algo inesperado – a chegada da primeira e única rapariga, Teresa. E ela traz uma mensagem que mudará todas as regras do jogo.»

Porquê? Este é um livro que me deixou sentadinha na beira da cadeira, prestes a roer as unhas e a fazer voar as páginas tal a velocidade com que as virava. Tão intenso e viciante, mas ao mesmo tempo fluido e leve, permite-nos uma leitura rápida, sem enrolar e sem complicar. Ao mesmo tempo, por ser um livro cuja personagem principal é um rapaz, não se perde demasiado tempo em contemplações sentimentais, o que ajuda a acelerar o ritmo da narrativa. Ideal para oferecer no sapatinho dos rapazes adolescentes que gostam de ação e aventura.

10816214_10204382096005673_67994164_n

Quando a Neve Cai, de John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson, TOPSeller

«Numa cidade isolada por uma das maiores tempestades de neve dos últimos cinquenta anos, três histórias, oito raparigas e rapazes e mais uns quantos caminhos vão cruzar-se num romance brilhante, mágico e divertido, a que não faltarão fragmentos de amor, laços de amizade, uma maratona de filmes do James Bond e beijos muito apaixonados.
Um livro perfeito para quem gosta de histórias de amor e aventura.»

Porquê? Este livro, escrito a três mãos, tem tudo para ser um sucesso como prenda de Natal. Tem romance, aventura, personagens cativantes e, acima de tudo, um espírito muito natalício. Para não dizer que foi escrito por três dos mais bem-sucedidos autores de literatura young adult dos últimos anos. São três contos curtos, mas cujos cenários e personagens se interligam, transformando três histórias diferentes numa leitura única e muito reconfortante neste tempo frio de inverno, mesmo sem haver neve a cair.

10815691_10204382095645664_604037378_n

A primeira regra dos feiticeiros, de Terry Goodkind, Porto Editora

«Richard Cypher é um jovem guia em Hartland, à procura de respostas para o assassinato brutal do pai. Na floresta onde se refugia, encontra uma mulher misteriosa, Kahlan Amnell, que precisa da sua ajuda para fugir aos sequazes do temível Darken Rahl, governante de D’Hara, praticante da mais temível magia negra e um homem ávido por vingança.
Num golpe de verdadeira magia, Richard passa a deter nas suas mãos o destino de três nações e, sobretudo, da própria humanidade. O seu mundo, as suas crenças e a sua própria essência serão abalados e testados, à medida que Richard lida com amigos e inimigos, com a crueldade extrema e a compaixão dedicada, experimentando a paixão, o amor e a raiva, e o seu impacto na missão que lhe é imposta: ser aquele que procura a verdade.»

Porquê? Este livro é um regresso à fantasia pura: um mundo novo, criaturas estranhas, magia, personagens que nos mostram os valores da amizade, da coragem e da integridade. Apesar de não estar catalogado como young adult, é um livro perfeito para jovens que querem dar os primeiros passos no mundo da high fantasy, com uma história linear e pouco complexa, que facilmente encaixa as personagens nas categorias do Bem e do Mal e que nos apresenta um herói puro e verdadeiro, como tem havido pouco na literatura recente.

AProvaDoFerro

A prova do ferro, de Holly Black e Cassandra Clare, Editorial Planeta

«A maior parte dos miúdos faria qualquer coisa para passar na Prova do Ferro. Mas não Callum Hunt. O pai ensinou-o a desconfiar da magia e explicou-lhe que o Magisterium, a escola onde os aprendizes de Magos são treinados, é uma armadilha fatal. Callum tenta fazer o seu melhor para ser o pior de todos os candidatos – mas não consegue falhar. Superada a Prova do Ferro, não lhe resta outra opção, senão entrar para o primeiro de cinco anos de aprendizagem no Magisterium. A Prova do Ferro foi apenas o início, porque o verdadeiro teste ainda está para vir…»

Porquê? Mais um livro cuja autoria é partilhada. A prova do ferro é o primeiro dos cinco volumes que perfazem a saga Magisterium, sendo que cada livro representa um ano na vida do nosso herói Callum Hunt (dos 12 aos 17). Uma saga a fazer lembrar Harry Potter, com algumas similaridades também, mas que tem a sua própria originalidade e que volta a chamar a atenção de um público que começa antes dos dez anos e vai até aos 80. O próximo livro da série chegará a nós em 2015.

500_9789892327365_quando_eramos_mentirosos

Quando éramos mentirosos, de E. Lockhart, ASA

«E se alguém lhe perguntar como acabar este livro… MINTA. A família Sinclair parece perfeita. Ninguém falha, levanta a voz ou cai no ridículo. Os Sinclair são atléticos, atraentes e felizes. A sua fortuna é antiga. Os seus verões são passados numa ilha privada, onde se reúnem todos os anos sem exceção. É sob o encantamento da ilha que Cadence, a mais jovem herdeira da fortuna familiar, comete um erro: apaixona-se desesperadamente. Cadence é brilhante, mas secretamente frágil e atormentada. Gat é determinado, mas abertamente impetuoso e inconveniente. A relação de ambos põe em causa as rígidas normas do clã. E isso simplesmente não pode acontecer. Os Sinclair parecem ter tudo. E têm, de facto. Têm segredos. Escondem tragédias. Vivem mentiras. E a maior de todas as mentiras é tão intolerável que não pode ser revelada. Nem mesmo a si.»

Porquê? Um livro diferente e inesperado, com capítulos curtos e muitos diálogos a tornarem a leitura rápida e fluida, ao mesmo tempo que as intrigas familiares e o mistério que rodeia a narrativa prendem os leitores às páginas do livro. O tom juvenil da narração, no início, rapidamente é substituído por um tom mais sombrio à medida que nos aproximamos de um desfecho muito emocionante, que prova o indubitável talento da autora. Um livro a não perder!

Anúncios

As escolhas de Natal de… Cristina Dionísio

Aqui fica mais uma lista de recomendações de presentes para o Natal, desta vez para os leitores juvenis. As escolhas são de Cristina Dionísio.

GeorgeBigBang

George e o Big Bang, de Stephen Hawking e Lucy Hawking, Editorial Presença

Viaja pelo universo com George e descobre… Como conduzir um veículo lunar; O que fazer quando viajas até Andrómeda; E o que aconteceu meras frações de segundo após o Big Bang. Uma aventura trepidante, recheada de factos reais sobre o espaço e o cosmos, de Lucy Hawking e Stephen Hawking, génio da ciência intergaláctica!

Depois de A Chave Secreta para o Universo e Caça ao Tesouro no Espaço, Stephen Hawking, o mais importante físico da actualidade, em parceria com a sua filha Lucy, leva os pequenos leitores numa viagem através do Big Bang. Intercalando as aventuras de George e do seu porquinho, encontramos também ensaios científicos adaptados para uma linguagem acessível aos pequenos leitores curiosos. Contém ainda mais de 30 imagens a cores do espaço e do sistema solar.

 

Alice

As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, Robert Dunn (ilus.), Girassol

Esta edição do clássico de Lewis Carroll, que dispensa apresentações, conta com belíssimas ilustrações a cores da autoria de Robert Dunn.

 

oliver

Oliver e as Perucas do Mar, de Philip Reeve, Sarah McIntyre (ilust.), Zero a Oito

Os pais de Oliver desaparecem e, para os encontrar, o rapaz parte numa viagem cheia de emoção, acompanhado pelos seus novos amigos: um velho albatroz e uma sereia um bocadinho míope — ok, bastante míope. Se a isto juntarmos uma ilha amistosa, então a aventura é certa.

Com divertidas ilustrações de Sarah McIntyre, Oliver e as Perucas do Mar fará garantidamente as delícias de jovens aventureiros.

 

DesastresSofia

Os Desastres de Sofia, de Condessa de Ségur, Oficina do Livro

A Sofia acha que a sua boneca de cera está pálida e com frio. Por isso, põe-na ao sol e… ela derrete-se. Sofia chora, mas nem tudo está perdido porque ela se lembra de convidar as amigas para o divertido enterro da boneca! A Sofia quer brincar com os seus peixes vermelhos e… acaba por deixá-los morrer! E quando tenta ser uma menina bonita, faz um chá para os seus primos… com giz e água do cão. Fica de castigo! Mas a mãe tem razão: ela é uma menina boazinha, tudo isto não passa de uma série de peripécias que mais não são do que Os Desastres de Sofia.

Escrito no século XIX, este é um clássico da literatura infanto-juvenil que tem marcado sucessivas gerações. Todos nós crescemos com as histórias deliciosas da Condessa de Ségur, sendo esta a mais marcante de todas. Mais do que uma leitura para crianças traquinas e adolescentes, esta é também uma oportunidade de os pais se reencontrarem com uma parte da sua infância.

 

Capa As Miúdas de Gallagher

Se disser que te amo, vou ter de te matar (As miúdas de gallagher #1), de Ally Carter, Booksmile

«O Colégio Gallagher (para Raparigas Excecionais) parece, à primeira vista, uma escola típica, onde as adolescentes se  preocupam em combinar a cor da mala com o top que vão usar, e suspiram quando um professor giro lhes sorri. Isso até é verdade, mas o que o comum dos mortais desconhece é que nas suas malas levam câmaras ocultas e o tal professor giro dá aulas de Preparação para Missões Secretas. O Colégio garante que forma os maiores génios do país, mas na realidade é a melhor e mais conceituada escola de espias e agentes secretas.
Cammie Morgan (ou Camaleão, como gostam de lhe chamar) é uma das miúdas de Gallagher. Passou para o segundo ano do curso e pode dizer-se que é uma ótima aluna: é fluente em catorze línguas e capaz de matar um inimigo de sete maneiras diferentes (uma das quais apenas com esparguete cru). Mas ela é também uma adolescente. E no momento em que conhece um rapaz da cidade, que nunca poderá saber quem ela é na realidade, percebe que há questões para as quais o Colégio não a preparou.  Cammie está prestes a enfrentar a missão mais perigosa de sempre: apaixonar-se! Será que está preparada?»

Nesta escola, as Miúdas de Gallagher, de Ally Carter, lidam com os problemas de todas as adolescentes, e que servem de base a muita da literatura juvenil vocacionada para as raparigas: necessidade de aceitação, afirmação na escola… e rapazes, claro. No entanto, esta é uma escola especial: uma escola para agentes secretas e espias, que eleva as peripécias a um outro nível e que é uma autêntica lufada de ar fresco no meio das muitas séries que têm por pano de fundo a vida escolar.

«The Maze Runner – Correr ou Morrer», livro e filme

por Alexandra Martins

Maze Runner – Correr ou Morrer é um livro intenso, com um ritmo alucinante e que não concede tempo a grandes divagações. Os twists sucedem-se, levando-nos a duvidar sobre tudo o que acontece e a não fazer a menor ideia sobre o que vai acontecer a seguir. É assim que James Dashner, o autor, nos prende à história e nos faz virar página atrás de página.

Maze Runner - Correr ou Morrer

É também um livro distópico claramente juvenil. Embora seja muitas vezes colocado a par d’Os Jogos da Fome ou de Divergente, este livro é dirigido a um público mais jovem e maioritariamente masculino. Para começar, é contado do ponto de vista de um rapaz, num cenário rodeado de rapazes, todos adolescentes. A forma como falam uns com os outros, a linguagem utilizada, cheia de termos em calão, as brincadeiras tontas e até a agressividade e irritabilidade repentinas por parte de algumas personagens transportam-nos para o universo da adolescência masculina. Outra coisa que marca a narrativa do livro é a velocidade a que as coisas se sucedem que, se por um lado é bom para o ritmo da história e para captar a atenção dos leitores mais facilmente distraídos, por outro, leva a que não haja muito tempo para que as personagens, nomeadamente a principal, Thomas, possam digerir as emoções geradas por aquilo que lhes está a acontecer, possam pensar nelas e transmiti-las ao leitor. Torna-se assim uma leitura muito interessante do ponto de vista da ação, mas que não permite às personagens o tempo necessário para crescerem emocionalmente, conferindo um tom mais superficial ao livro e tornando-o talvez mais apelativo a um público a quem por vezes falta maturidade para ler livros mais complexos.

Faltando-lhe a dimensão emocional mais complexa, foi a ação que me agarrou a esta leitura. Sentada à beirinha da cadeira, controlando-me para não roer as unhas e de olhar ansioso pela próxima cena. Foi assim que li Maze Runner – Correr ou Morrer e foi também assim que vi a sua adaptação cinematográfica.

tmr-scene-06

Vi o filme antes de ler o livro. Tento sempre que tal não aconteça, mas desta vez não foi possível, por isso a minha primeira reação à Clareira e ao Labirinto foi visual, impactante, intensa. Depois li o livro e, embora a história esteja toda lá, a forma de a contar não podia ser mais diferente. São muitas as sequências, as cenas e os pormenores que diferenciam o livro do filme, sendo que isso, na minha opinião, não foi prejudicial a nenhum deles. Todos sabemos que encaixar quase 400 páginas em duas horas de filme é uma tarefa difícil e o resultado, ainda que diferente do original, foi muito positivo.

maze_movie

As mudanças levadas a cabo pelo realizador Wes Ball serviram não só para condensar a história e torná-la mais coerente em menos tempo, como também para tornar a narrativa mais adulta, com personagens mais «crescidas», agradando a um público mais vasto. Pessoalmente, achei que o filme estava muito bem conseguido, com personagens e um encadeamento da história muito plausível para uma realidade tão distópica, um desenvolvimento estruturado, com alguns twists que nos deixam o coração aos saltos e que culmina num final intenso e completamente em aberto, à espera da sequela.

Um livro e um filme que me deixaram com vontade de ler e de ver mais sobre este mundo. Felizmente, já posso ler Maze Runner – Provas de Fogo e está para sair em breve a conclusão desta trilogia, para nos matar a curiosidade!

O que fazer para que os rapazes queiram ler?

por Catarina Araújo

guysread

É a pergunta crítica que muitos pais fazem, sem saberem como convencer os filhos rapazes a pegarem num livro e a lê-lo até ao fim. Há diversos estudos que indicam efetivamente que as raparigas mais facilmente leem um livro do que os rapazes. Contudo, isso não quer dizer que eles não gostem de ler. Apenas que não gostam de ler o mesmo que as raparigas, dado que esses estudos indicam que se por um lado eles se afastam mais da literatura, por outro preferem banda desenhada, não-ficção, e humor, o tipo de livros que tendem a ser subvalorizados.

A pensar nesta problemática Jon Scieszka, autor norte-americano de livros infantis e juvenis, e que já foi Embaixador Nacional da Literatura para a Juventude, nos EUA, fundou a Guys Read (rapazes leem), um programa de literacia para rapazes, com o objetivo de incutir nos jovens a vontade e o gosto de ler, chamando com isso a atenção para a questão com o fim de desenvolver o conceito de leitura para que inclua não só literatura, mas também outro tipo de livros como não-ficção, novelas gráficas, banda desenhada, etc.

Recentemente surgiu uma discussão gerada por outro autor, Jonathan Emmett, sobre a forma como o marketing dos livros é feito e em que alegava que «no Reino Unido os livros ilustrados refletem mais o gosto das raparigas do que dos rapazes» e que isso resulta do facto de haver muito mais mulheres na indústria da edição do que homens. Jon Scieszka admite, numa entrevista dada ao blogue Playing by the book, que «é razoável colocar-se a questão e que talvez essa discrepância de género na indústria influencie os livros que são publicados, adquiridos e premiados nos livros infantis e juvenis». A entrevista completa pode ser lida, clicando na ligação.

No sítio Guys Read encontramos mais informações sobre a missão do autor Jon Scieszka com este programa, bem como ferramentas que poderão ajudar a conquistar os rapazes para a leitura: www.guysread.com.

Quanto ao caso português não será muito diferente, mas explorando os sítios portugueses encontrei alguns títulos que poderão cativar os rapazes. Além dos livros do Geronimo Stilton ou do Diário de Um Banana,  aqui ficam outras sugestões.

1507-1 (3) cromo

inventario pijamarama

chavesecreta 9789895579655

Histórias de detetives para crianças

Li num artigo que a procura de histórias de detetives está a crescer e a superar as que se centram no paranormal, talvez por desgaste do tema e por os livros que envolvem enigmas e puzzles serem sempre uma boa alternativa para exercitar a imaginação. Aqui ficam algumas sugestões de livros de detetives para miúdos que gostam de resolver mistérios.

9789897072239

O Diário de Lisa Bum, de Emily Gale, Booksmile

O Diário de Lisa Bum – Agente Secreta em Ação, conta também com um outro volume, Aventura Explosiva, e segue as aventuras de uma rapariga aspirante a agente secreta.
«A Lisa Bum está numa missão secreta. A nova vizinha do lado, a D. Maria Gentil, tem uma cadela por quem o seu cão, o Einstein, se apaixona. A Lisa começa então a aperceber-se de algumas situações muito estranhas: bolos deliciosos que vão parar ao caixote do lixo, barulhos esquisitos que saem do interior da casa e muitos comportamentos invulgares. Tudo parece altamente suspeito. Será a vizinha do lado uma pessoa de confiança? Conseguirá a Lisa descobrir toda a verdade com a TUA ajuda?»

Dá Conta do Recado

O Detective Maravilhas, de Maria do Rosário Pedreira, Verbo

Trata-se de uma série com dezanove volumes, publicada pela Verbo e escrita pela autora e editora Maria do Rosário Pedreira. «Em cada uma das aventuras do Detective Maravilhas é focado um problema pertinente da nossa sociedade: droga, racismo, violência doméstica, entre outros. Os protagonistas são Rui, Maria e Alexandre e vivem num pacato bairro típico da capital, onde toda a gente se conhece: uma pequena “aldeia” plantada no centro de Lisboa.» A série foi adaptada à televisão em 2007 e transmitida na TVI.

Rico

Rico, Oskar e as Sombras Escuras, Andreas Steinhöfel, Editorial Presença

«Não haverá certamente detetive mais improvável do que Rico, um rapaz de oito anos que sofre de um ligeiro autismo. Rico tem algumas dificuldades de aprendizagem e não consegue distinguir a esquerda e a direita, mas é um génio no que toca a reparar em pormenores que mais ninguém vê. Um dia, Rico conhece Oskar e rapidamente os dois se tornam amigos. Oskar é superinteligente, mas precisa da ajuda de Rico para ultrapassar os seus maiores medos. E, quando desaparece subitamente e se descobre que foi vítima do raptor que anda a levar as crianças da cidade, ambos vão ter de se tornar dois aventureiros destemidos e desvendar este mistério com muito humor e astúcia.»

esqueleto (1)
O Detetive Esqueleto, de Derek Landy, Porto Editora

Este livro é uma mistura de paranormal com histórias de detetives. «Gordon, o tio de Stephanie escrevia contos de terror. Pelo menos era isso que ela pensava… até ele morrer e lhe deixar toda a sua fortuna. É então que ela descobre que os livros dele são de terror, sim, mas as histórias não são propriamente inventadas! Vendo-se mergulhada num assustado mundo de vampiros, vilãos demoníacos e Homens-Ocos, Stephanie consegue a mais improvável das ajudas: Skulduggery Pleasant, o sarcástico esqueleto de um defunto mágico. Quando a coisa dá realmente para o torto, ainda bem que Stephanie não é a típica e habitual miúda de doze anos – e ainda bem que Skulduggery já morreu! Será que o Mal vai vencer? Conseguirão Stephanie e Skulduggery deixar de implicar um com o outro o tempo suficiente para salvar o mundo? Uma coisa é certa: os maus nem sabem o que os espera!» Foi eleito Melhor Livro para Jovens Adultos pela American Library Association.

 

Robert Muchamore lança «Rock War»

rock_war_large
O autor da série de sucesso CHERUB, editada em Portugal pela Porto Editora, está prestes a lançar uma nova saga de quatro livros chamada Rock War. A história centra-se em três crianças – Jay, Summer e Dylan – que sonham ser estrelas de rock, mas cujas vidas não facilitam muito a concretização desse sonho. Numa entrevista dada ao jornal The Guardian o autor conta que a inspiração para estes livros surgiu durante uma sessão de autógrafos ao reparar nas T-shirts de bandas musicais que os miúdos traziam vestidas.  A entrevista contém outras informações interessantes e pode ser lida aqui. O sítio oficial do autor é por aqui: www.muchamore.com.

Leituras para rapazes teimosos

por Catarina Araújo

Sim, as raparigas leem mais. Os rapazes são mais difíceis de convencer a pegar num livro. Mas uma coisa que reparo quando vou às escolas é que eles, quando gostam de uma história, gostam mesmo, e são capazes de nos metralharem de perguntas até conseguirem arrancar-nos o máximo de informação possível. Não sinto tanto isso nas raparigas, apesar de também ter encontrado muitas leitoras com livros em estado lastimável debaixo dos braços, de tanto serem levados de um lado para o outro e lidos vezes sem conta.

Que tipo de leituras atrairão mais os rapazes? Talvez fosse uma boa ideia começar com livros que apelem à sua curiosidade e ao seu sentido prático. E depois então avançar para a literatura. Às vezes é uma questão de encontrar aquele livro que transformará o rapaz teimoso num leitor totalmente convertido.

Recentemente foram lançados dois livros de respostas a diversas perguntas sobre os mais variados temas. Em Trocado por miúdos, da Porto Editora, responde-se a questões como «Para que serve a tromba do elefante?», «Porque é que uma maçã cai da árvore e uma estrela não cai do céu?», «Como surgiu a crise em Portugal?». Já em Grandes Perguntas de Gente Miúda com Respostas Simples de Gente Graúda, de Gemma Elwin Harris, editado pela Editorial Presença, também se propõe a responder a perguntas como «Por que é que o mar é salgado?», «A que distância de nós está o espaço?», «Por que é que eu não consigo fazer cócegas a mim mesmo?», «O que é que faz com que eu seja eu?».

grandes perguntas trocadomiudos

Os rapazes tendem a gostar mais de monstros, de fantasmas e de outras criaturas fantásticas, pelo que nada como apelar ao seu imaginário com Como Treinares o teu Dragão, de Cressida Cowel, publicado pela Bertrand. É possível que ele tente argumentar que mais vale ver o filme da Dreamworks, mas o livro é bastante garrido e apelativo, irresistível de folhear. Há ainda a série O Detetive Esqueleto, de Derek Landy, da Porto Editora, e Feras e Heróis, escritos por Adam Blade e editados pela PI.

como treinares o teu dragão

detetive esqueleto 9789892704746

De aventuras e de autores portugueses, recomendo a coleção Sete Irmãos, de Margarida Fonseca Santos e Maria João Lopo de Carvalho; e a série Olympus, de Ana Soares e Bárbara Wong, edição da Objectiva.

portada-regresso-a-atlantida_grande 9789895560141

Chamo a atenção para um outro livro que é o Clube CSI, de David Lewman, editora Imagine Words, baseado na série de televisão, mas escrito para miúdos.

9789898543516

Claro que há muitas outras sugestões, mas nada como fazer uma visita a uma livraria e deixar o seu menino passear nos corredores, folhear os livros, e ver como reage. Ou então passe algum tempo com ele a navegar na internet, a visitar os sítios dos autores, a ler as críticas de outros leitores, procurar clubes de fãs, como este que existe de uma série de livros da Margarida Fonseca Santos, O Reino de Petzetwww.oreinodepetzet.blogspot.pt

E se o seu filho não se revelar um leitor ávido de literatura, isso não quer dizer que não possa continuar a ser um leitor. Há muitos livros práticos sobre inúmeros temas, mas isso fica para um próximo post.