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«Harry Potter and the Cursed Child»: Voltar a Hogwarts duas décadas depois

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*Atenção! Pode conter spoilers*

Eleito pelos utilizadores do Goodreads como o melhor livro de Fantasia de 2016, Harry Potter and the cursed child – Parts I & II* parte de uma boa premissa: voltar a Hogwarts 19 anos depois e contar a história do segundo filho de Harry Potter, enquanto nos mostra as vidas adultas das nossas personagens favoritas.

Albus Severus Potter é o segundo filho de Harry Potter e Ginny Weasley e cresceu à sombra da fama do seu pai. Um miúdo introvertido e calado que, por infortúnio, sorte ou destino, no seu primeiro ano em Hogwarts, é selecionado para os Slytherin e torna-se no melhor amigo de Scorpius Malfoy, filho do grande rival do seu pai. Como se isso não bastasse, tem ainda de lidar com os problemas típicos da adolescência e com um relacionamento cada vez mais tenso com o seu progenitor: duas personagens tão parecidas em tantos aspetos, mas que são incapazes de se compreender mutuamente. Isto leva Albus a querer destacar-se do seu pai, acabando por, em conjunto com Scorpius, criar uma série de confusões perigosas para o universo mágico numa altura em que Lorde Voldemort está novamente à espreita. No final, Albus precisará de toda a sua coragem, a par dos laços fortes da amizade e da família, para poder evitar que um grande mal seja feito.

Esta obra trata-se, na verdade, do guião da peça de teatro homónima, escrito por Jack Thorne e baseada numa história original de Thorne, J. K. Rowling e John Tiffany. A peça, dividida em duas partes para serem vistas de uma assentada ou em dias seguidos, estreou no dia 30 de julho de 2016 no Palace Theatre, em Londres, e pouco depois foi editado o seu guião, criando assim a oitava história oficial de Harry Potter, agora um adulto a trabalhar no Ministério da Magia e a ter de lidar com a adolescência dos seus filhos. J. K. Rowling disse, na altura, que estava «confiante de que, quando o público visse a peça, iria concordar que aquele era o único meio adequado à história».

Não tendo visto a peça, não posso opinar sobre a mesma, mas acredito que os atores e toda a envolvência cénica acrescentarão uma profundidade e um conteúdo extra ao guião, dando-lhe, acima de tudo, a tridimensionalidade das personagens que por vezes me faltou na leitura desta obra. Porque, apesar de ser claramente uma história mágica e com um dedinho da incrível imaginação de J. K. Rowling, nas folhas do livro falta toda a componente narrativa que descrevia os pensamentos, as emoções e o carácter do Harry. Desta forma, ficamos muitas vezes a pensar porque é que as personagens (as novas, como Albus e Scorpius, e as antigas, o Harry, o Ron, a Hermione e o Draco crescidos) fazem o que fazem, o que está por detrás das suas ações e dos seus pensamentos. Um exemplo claro é o início da história e a seleção de Albus para os Slytherin – quem leu o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal sabe bem que o Chapéu Selecionador tem em conta os sentimentos e as escolhas dos alunos; no entanto, nesta obra, a seleção foi muito rápida, muito apressada e quase descartada como irrelevante, quando na verdade é ela que molda grande parte do percurso da história, já que Albus se sente à parte da sua família por causa desta questão. Todo o percurso de Albus até ao quarto ano, e consequente degradação da relação com o seu pai, é, aliás, encarada muito superficialmente, o que me fez distanciar-me desta personagem.

Tive também alguma dificuldade em criar empatia com as personagens adultas: Harry tornou-se mais severo e rígido do que toda a sua história fazia prever, Ron serve apenas como comic relief, Hermione não acrescenta grande coisa à história e o papel de Ginny é perfeitamente secundário. Ganha pontos Draco Malfoy, com uma história vivida no interregno temporal e que é abordada, para efeitos que história, fornecendo-lhe profundidade. Draco cresceu e evoluiu de uma forma que me pareceu condigna com o final da sua personagem nos Talismãs da Morte.

Apesar de um pouco apressada no início, e da falta de alguns pormenores que me pareciam importantes esclarecer para melhor compreendermos as personagens, a verdade é que a história vai ganhando um ritmo interessante, com conteúdo, melhorando a cada página. E termina com aquela sensação que todos os livros do Harry nos deixaram: podem acontecer coisas terríveis, mas a vida continua e o dia de amanhã será sempre melhor. E, no fim, o melhor que temos são mesmo os amigos e a família. Mesmo quando demoramos a entender-nos uns com os outros.

Um livro que me confortou e que agradará a qualquer pessoa que goste de Harry Potter e queira saber mais um pouco da história. Aos fãs mais acérrimos – para os quais não devem haver variações aos livros originais, nem sequer as adaptações para filmes – então não recomendo este livro, uma vez que é preciso lê-lo com mente e coração abertos, sabendo que pode haver coisas muito diferentes das que imaginámos. No fundo, surpresas são um dos pontos fortes de J. K. Rowling e Jack Thorne captou muito bem esse espírito com este Harry Potter and the cursed child – Parts I & II.

 

*A obra em português, editada pela Editorial Presença, tem o título Harry Potter e a Criança Amaldiçoada – Partes 1 & 2, mas aqui mantive o título original em inglês, pois foi nesta língua que li esta obra.

As escolhas de Natal de… Ana Ramalhete

Em Dezembro, cartas e desejos.

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Uma última carta, texto de Antonis Papatheodoulou, ilustrações de Iris Samartz, Kalandraka

«Aquele era o último dia de trabalho do senhor Costas. O último dia como único carteiro de toda a ilha. Era uma época em que não havia telefone, nem correio electrónico, e em que todas as notícias viajavam a pé…»

Uma história importante para explicar ( ou lembrar), às crianças, o papel fundamental que os carteiros e os correios desempenhavam quando ainda não existiam as novas tecnologias; e para reafirmar como ainda é bom escrever e receber cartas em papel, escritas à mão, ou não.

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Cartas de uma mãe à sua filha, Sara Monteiro, Caminho

«Quando Luisinha, com 15 anos, sai de casa da mãe para ir estudar inglês em Inglaterra, esta começa a ser invadida pelos mais estranhos seres: sereias, fadas, bruxas, 1 Pai Natal, 1 fantasma e 1 gnomo (não necessariamente por esta ordem), que a mãe cordialmente recebe e se prontifica a alimentar, dando origem a uma imparável aventura que a leva de casa para a floresta – lugar onde tudo o que existe se mexe e opina (desde folhas e formigas até àspedras mais duras) – e de novo para casa, onde finalmente irá tomar uma decisão radical. Estas cartas, que se prolongam no tempo, são o relato pormenorizado dessas peripécias.»

Quando as pessoas que nos são queridas estão longe, criamos estratégias para encurtar a distância e utilizamos as palavras como pontes que nos levam até ao outro. As cartas que a mãe de Luisinha lhe escreve, narrando as suas aventuras em lugares magicos e com uns seres supostamente amigos da filha, transpotam-na para junto da filha e integram-na num universo comum.

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Diógenes, texto de Pablo Albo, ilustrações de Pablo Auladell, Kalandraka

«Diógenes tem um hobby: colecionar coisas. Que tipo de coisas? Todas. Encontra-as, apanha-as e leva-as para casa. Acontece que Diógenes vive com os pais, com a irmã, com o irmão mais novo e com os avós, e todos eles coleccionam coisas:todo o género de coisas. Não podem imaginar quão cheia está aquela casa. E como se isso não bastasse, Diógenes tem um tio solteiro que também é colecionista e que os visita frequentemente com a sua colecão de… cartas de amor.»

Uma história terna e deliciosa que se inspirou na síndrome de Diógenes para descrever uma família de coleccionadores compulsivos. Um «vício de amealhar coisas» que «já vem de longe», como nos explica Diógenes, o protagonista e narrador.

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Três desejos, texto de Eva Mejuto, ilustrações de Gabriel Pacheco, tradução de Dora Batalim Sottomayor, OQO Editora

«Sonhar em noites de Lua, traz fortuna. Podeis pedir três desejos., dizia o misterioso papel que desceu pela chaminé de um casal de velhinhos enquanto passavam o tempo a assar um naco de pão ao lume. Dentes de ouro, roupas elegantes, um palácio de diamantes… eÉ difícil escolher, e a velhinha achou que com um chouriço no pão pensaria muito melhor. De repente… zás! Apareceu-lhe o chouriço. Tinha gasto o seu primeiro desejo! Quantos onhos cabem em três desejos!»

Um conto adaptado da tradição oral portuguesa, que se debruça sobre a importância de mantermos a capacidade de sonhar, condição necessária para conseguirmos concretizar os desejos que nos trazem mais felicidade.

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O livro dos desejos, texto de Virgílio Alberto Vieira, ilustrações de Cristina Robalo, Caminho

«Sob o céu alto, e fundo, da infância que acorda dos desejos, de margem a margem, tensa, o sonho unia, descalço, sobre o abismo, um menino a medo caminhava. De olhos fechados, um equilibrio de vara forçava contra o peito. A seu lado, pé ante pé, seguia um anjo. Parado em terra, um cavalinho cego espera em silêncio a cor mansa do dia. Em que país há-de nascer esse desejo do poeta que nas palavras do mundo acaba e principia?»

Um livro de poemas marcados pelas rimas, pelo jogo sonoro das palavras, pelo humor, pela imaginação narrativa e pela sátira a algumas figuras típicas do mundo do poder, em contraponto a outras em que a beleza, a natureza e o amor se elevam e nos seduzem pela ternura das suas expressões.

As escolhas de Natal de… Sofia Castanheira

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Todos Eles Viram um Gato, Brendan Wenzel, Edicare

«Quando vês um gato, o que vês? Nesta gloriosa ode à observação, à curiosidade e à imaginação, BrendanWenzel mostra-nos as várias vidas de um gato, e como ele muda dependendo de quem o vê… Um livro magnífico e surpreendente que nos faz refletir sobre as diversas formas de observar e sentir o mundo.»

Um livro que mostra como é importante colocarmo-nos no lugar dos outros e ver o mundo de diferentes perspetivas.

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Os Dinossauros não vão para a Cama!, Timothy Knapman, Edicare

«Ao fim do dia, todos nos sentimos cansados. Lavamos os dentes, vestimos o pijama e acabamos por ir para a cama… ATÉ os dinossauros! A mãe tenta que o seu filho, muito activo e maluquinho por dinossauros, se prepare para ir para a cama. Mas ele encontra sempre um magnífico dino-motivo para tentar escapar-se! Afinal, se os dinossauros não têm de comer todo o jantar, tomar banho ou lavar os dentes, porque haverá ele de o ter de fazer? Com a hora de deitar a aproximar-se, ele vai-se perdendo cada vez mais no seu mundo imaginativo. Será que a mãe conseguirá que ele feche sequer os olhos?»

Os pais vão reconhecer a história e os filhos mais pequenos vão divertir-se com as tropelias do dinossauro para não ir para a cama. Um livro cheio de cor, perfeito para leitura em conjunto.

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Um Bicho Estranho, Mon Daporta e Óscar Villán (Ilustrador), Kalandraka

«Livro de pequeno formato que segue a fórmula dos chamados “contos sem fim”. Um conto para contar, onde a rima e o ritmo são fundamentais, a partir de uma estrutura de oito sílabas que se mantém ao longo de toda a história. Apesar da sua simplicidade do ponto de vista literário e artístico, este livro destaca-se pelo “jogo” que estabelece com as crianças, crianças essas que, por seu intermédio, podem assim descobrir a função lúdica da leitura. E isso porque ao girar o livro e dando a volta à história…»

Um livro diferente que desperta para outras facetas da leitura.

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Natalossauro: O Dinossauro que Salvou o Natal, Tom Fletcher, Nuvem de Letras

«Um menino especial e um dinossauro vivem a história mais fantástica deste Natal! O Natalossauro é um livro sobre amizade, família, sinos, o Pai Natal, duendes cantores, renas voadoras, música e magia. É sobre a descoberta dos desejos mais secretos e aprender que o impossível pode tornar-se possível…»

Uma história ternurenta e divertida, mágica para esta época.

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Um Rapaz Chamado Natal, Matt Haig, Booksmile

«Um Rapaz Chamado Natal é um livro repleto de magia, perfeito para miúdos e graúdos. Nesta viagem, que tem início na infância pobre e simples do pequeno Nicolau, o autor vai desvendando a verdadeira história do Pai Natal e surpreendendo o leitor com descrições fantásticas e completamente inesperadas. Um livro encantador, divertido e emocionante, com ilustrações sublimes. Uma jornada imperdível onde não faltam elfos, neve, renas, fadas e muitos pozinhos mágicos, capazes de transformar a tristeza em alegria e os “impossíveis” em amor. Sem dúvida, um novo clássico de Natal!»

Presente em diversas listas de melhores livros infantojuvenis do ano, este livro de Matt Haig traz-nos uma história que reinventa a magia do Natal e fará muitos leitores, pequenos e graúdos, sonhar.

As escolhas de Natal de… Alexandra Martins

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Fantastic Beasts and Where to Find Them: The Original Screenplay, de J. K. Rowling, Little, Brown Book Group 

«Quando o magizoologista Newt Scamander chega a Nova Iorque, pretendia que a sua estadia fosse curta. No entanto, quando a sua mala mágica é trocada e algumas das criaturas mágicas de Newt conseguem escapar, os problemas começam para toda a gente…

Inspirado no manual escolar de Hogwarts, escrito por Newt Scamander, Fantastic Beasts and Where to Find Them: The Original screenplay marca a estreia de J.K. Rowling como guionista. Uma combinação brilhante entre a imaginação e um elenco inesquecível de personagens e de criaturas mágicas, esta épica aventura é do melhor. Quer se seja um fã de longa data ou novo no mundo da feitiçaria, este livro é a adição perfeita para qualquer amante do filme ou para a estante de um leitor.»

Com o filme das salas de cinema, é impossível não começar a lista com esta sugestão. Apesar de ainda não haver previsões para uma edição em português, o facto de ser um guião, bem como a utilização de uma linguagem acessível a todos, permite que a leitura seja pacífica e, em complementaridade com o filme, se torne num momento de grande diversão. Como a própria sinopse refere, trata-se da prenda ideal para os fãs do universo mágico criado por J.K. Rowling, tanto os que preferem os livros, como os que preferem os filmes.

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Gregor – A Terceira Profecia, de Suzanne Collins, Editorial Presença

«Depois de cumpridas as duas primeiras profecias, Gregor enfrenta agora a Profecia de Sangue, que prevê que ele e Boots regressem à Subterra. Aí terão de encontrar a cura para um surto de peste que assola as criaturas de sangue quente. A mãe deixa-os ir… com a condição de os acompanhar. Quando chegam a Regalia, a peste está a espalhar-se e um dos membros da família de Gregor é atingido. Só então Gregor percebe qual o papel a desempenhar na profecia. Terá de reunir todas as forças para concluir a missão, ou será o fim dos Subterrestres de sangue quente.»

Já por duas ou três vezes falámos aqui no Fábulas do Gregor, um rapaz perfeitamente normal e monótono, que vê a sua vida dar uma volta gigante quando a irmã bebé cai por uma conduta e vai parar à Subterra. Gregor vai atrás dela e descobre todo um novo mundo, mesmo por debaixo das ruas de Nova Iorque. O pior é que há uma série de profecias que dizem que apenas Gregor pode salvar os habitantes da Subterra, profecias que anunciam desafios que ele tem de vencer, sendo que cada um é mais difícil do que o anterior. Partimos agora para o terceiro livro desta saga que tão bem retrata temas como a amizade, a lealdade, a coragem e o amor da família.

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A Ilha do Chifre de Ouro, de Álvaro Magalhães, Edições Asa

 «Basta duvidar do que os nossos olhos veem para se chegar ao lado desconhecido da cidade, que ninguém vê. E aí começa sempre uma história como esta, que levará um rapaz e uma rapariga até à ilha em forma de chifre que não vem em mapa nenhum.

Publicada originalmente em 1998, A Ilha do Chifre de Ouro alia a qualidade e notoriedade do autor à novidade de esta ser a sua primeira novela juvenil fora da série Triângulo Jota. A ação desenrola-se em torno de um pacato distribuidor de pizas e de uma misteriosa rapariga ruiva que de repente se veem no outro lado da cidade do Porto e que acabam por chegar a uma ilha em forma de chifre que não vem em mapa nenhum – a Ilha do Chifre de Ouro! Uma aventura empolgante e enternecedora, a confirmar as (re)conhecidas qualidades literárias de Álvaro Magalhães.»

Li A Ilha do Chifre de Ouro, agora reeditado pela ASA, quando estava a entrar na adolescência. Foi uma leitura fantástica, a juntar a magia da escrita de Álvaro Magalhães, que já me deliciava com as aventuras do Jorge, da Joana e do Joel do Triângulo Jota, uma história de amor para fazer suspirar as meninas e muita aventura para entusiasmar os meninos. Um livro que encanta miúdos e graúdos e que nos transporta para uma ilha mágica, que fica ali «do outro lado da cidade», um lado que só se vê se acreditarmos com muita força na magia e no nosso coração.

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O Código da Vinci – edição juvenil, de Dan Brown, Bertrand Editora

«O best-seller de Dan Brown está agora disponível numa adaptação da obra feita a pensar numa nova geração de leitores mais novos. A estrutura base do romance mantém-se inalterada na condução dos leitores desde Paris até Londres, passando por alguns dos seus lugares mais emblemáticos, numa alucinante corrida contra o tempo. A edição inclui mais de vinte fotos coloridas que mostram os locais e as obras de arte mais marcantes na narrativa. A maior conspiração dos últimos dois mil anos está prestes a ser revelada a uma nova geração.

Robert Langdon, professor de simbologia da Universidade de Harvard, está em Paris para dar uma palestra. Na receção que se segue deve encontrar-se com um respeitado curador do mundialmente famoso Museu do Louvre. Mas o curador nunca aparece e mais tarde, durante a noite, Langdon é acordado pelas autoridades é informado que o curador foi encontrado morto. De seguida, é conduzido ao Louvre, à cena do crime, e descobre pistas desconcertantes. Este é o ponto de partida para uma corrida contra o tempo, no decorrer da qual Robert Langdon, auxiliado pela criptologista francesa Sophie Neveu, procura decifrar um conjunto de pistas especificamente deixadas para sua interpretação. Se Robert e Sophie não conseguirem resolver o quebra-cabeças a tempo, serão confrontados com um trágico destino.»

Não vale a pena alongarmo-nos a falar d’O Código da Vinci, essa famosa história que saltou da imaginação de Dan Brown para as páginas do livro, para as telas de cinema e para o imaginário de todos nós. É um livro cheio de ação, emoção e um ritmo alucinante que nos impede de pousar o livro com medo de que, enquanto não estamos a olhar, aconteça algo às personagens a quem nos afeiçoámos. Mas é também, claramente, um livro complexo, cheio de peripécias e de pormenores e de histórias dentro da própria história. Este Natal, a Bertrand Editora traz-nos uma versão mais simplificada d’O Código da Vinci, sem lhe tirar nenhum do seu valor, para que as mentes mais jovens se possam também apaixonar por esta história ímpar e entrar nesta aventura inesquecível de Robert Langdon.

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Onde estás, Audrey?, de Sophie Kinsella, Porto Editora

«Audrey é uma adolescente cheia de vida, igual a tantas outras. Com 14 anos, estuda, discute com os irmãos, sonha muito e confia cegamente nas amigas. Até ao dia em que essa confiança é destruída… Vê-se obrigada a deixar a escola. Sente-se incapaz de sair casa. E esconde-se irreversivelmente atrás de um par de óculos de sol. Então, conhece Linus, um rapaz de sorriso simpático e comentários divertidos, que parece ser o raio de sol de que Audrey precisava.

E a jovem acaba por descobrir que, mesmo quando pensamos que estamos perdidos, o amor consegue sempre encontrar-nos…»

Este é o primeiro livro de Sophie Kinsella na categoria de Young Adult e aborda temas como o bullying, as consequências do mesmo, os problemas pelos quais as vítimas e as famílias destas passam (depressão, ansiedade, ataques de pânico). Sophie Kinsella apresenta-nos Audrey e os seus dramas de uma forma muito natural, com uma escrita muito suave e madura, que nos leva a compreender sem precisar de estar lá escrito, que nos leva a sentir empatia sem sentir pena. A Audrey quer apenas ser a normal adolescente de 14 anos, mas aos poucos, com a sua família de loucos que nos faz gargalhar e com a presença de Linus que nos faz sorrir, ela vai acabar por perceber que a normalidade é diferente para cada pessoa e que todos os problemas conseguem ser superados com a ajuda da família, da amizade e do amor…

As escolhas de Natal de… Sofia Pereira

As luzes iluminam as ruas. Os sonhos intensificam-se. Os corações amolecem. A alegria contagia-se. Os sorrisos espalham-se. Perdoa-se e dá-se Amor. O Natal está a chegar. Estamos em contagem decrescente. Faltam exatamente 19 dias para as famílias – e alguns amigos mais próximos – se reunirem à mesa. E, para ajudar a passar esta época festiva, deixamos a sugestão de cinco livros para folhear, oferecer, ler ou partilhar.

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As Visitas do Pai Natal, de José Viale Moutinho e Abigail Ascenso, Booksmile

«Livro Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para 3º/4º/5º/6º anos de escolaridade. Apoio a projetos Natal. O Pai Natal está muito baralhado e precisa de ajuda. O que terá acontecido? Já nada é como antigamente, e o Pai Natal está mesmo confuso com os pedidos que recebeu da criançada. Como é que ele vai conseguir entregar os presentes, se nem sequer sabe o que é uma BTT ou uma Playstation? Por sorte, os primos Álvaro e Francisco estão dispostos a dar-lhe uma ajuda preciosa. Ao mesmo tempo, por entre histórias curiosas e divertidas, os meninos aprendem a origem de algumas das tradições de Natal, como a do cartão de boas-festas ou a da fava do bolo-rei. E ainda vão ter uma bela surpresa, ao serem brindados com um lanche delicioso preparado, imagina tu, pelas renas do Pai Natal! Uma história divertida que te vai fazer sonhar! Inclui deliciosas receitas de Natal. Junta-te ao Pai Natal, ao Álvaro e ao Francisco nesta grande aventura pela magia do Natal!»

Por que razão? Um livro fascinante que ajuda os pais e familiares a incutir nos mais pequeninos a magia desta época natalícia, com maravilhosas ilustrações, curiosidades, tradições e receitas sobre o Natal.

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O Livro da Ciência, de Vários, Marcador

«Será que o Universo começou com um Big Bang? A luz é uma onda, uma partícula – ou ambas? Será que somos a causa do aquecimento global? É possível uma Teoria de Tudo? A ciência tornou possível a compreensão do mundo em que vivemos e os multiversos teóricos além dele, oferecendo avanços tecnológicos e alargando as fronteiras do conhecimento. Escrito numa linguagem simples, “O Livro da Ciência” está repleto de explicações curtas e concisas que evitam o jargão técnico, diagramas passo a passo que desembaraçam teorias complicadas, citações clássicas que tornam memoráveis as descobertas científicas e ilustrações espirituosas que melhoram e jogam com a nossa compreensão da ciência. Seja qual for a sua compreensão do assunto, quer seja um estudante interessado ou um cientista de sofá, vai encontrar muita coisa para o estimular neste livro.»

Livro de exploração, porquê? As férias do Natal são uma boa oportunidade para todos – crianças, jovens e adultos – dedicarem algum do seu tempo a atividades que a azáfama do dia a dia não permite. Este livro permite explorar o mundo da ciência, através da observação e descoberta científicas, estimulando o conhecimento, a curiosidade e a vontade de aprender.

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Mary John, de Ana Pessoa, ilustrações de Bernardo Carvalho, Planeta Tangerina

«Há semanas que ando a escrever-te. Não sei bem porquê. Não sei bem para quê. Quem és tu, Júlio Pirata? Ando a pensar na nossa história. Desde o princípio. Desde o primeiro encontro. Desde a primeira pergunta: “És menino ou menina?”

Eu sou uma menina por tua causa, Júlio. Deixei crescer o cabelo para ti, furei as orelhas para ti. Eu vivo e morro para ti. Todos os meses tenho o período, morro um bocadinho e penso em ti. Tu dizes: “Morreste!” E eu morro. Atiro-me para o chão de qualquer maneira.

E eu não quero isso. Eu nunca mais quero morrer, Júlio. Eu quero viver para sempre. Todos os minutos de todas as horas de todos os dias.”»

Porquê? Este livro, recomendado para jovens e adultos, mergulha de uma forma informal – mas delicada e entusiástica – numa das fases mais marcantes da vida de todos nós: a adolescência.

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Bestiário Tradicional Português, de Nuno Matos Valente, ilustrações de Natacha Costa Pereira, Edições Escafandro

«Esqueçam o Halloween, os Vampiros, os Trolls e o Pai Natal. Neste livro, só vamos falar de criaturas portuguesas. Quem são as Moiras Encantadas? Onde vivem? O que faz a Maria Gancha no fundo do poço e os Maruxinhos nas ruínas do castelo? Aquele som lá ao longe, na encruzilhada, será um Lobisomem ou um Tardo?»

Vale a pena ler? Óbvio que sim! Um Bestiário ilustrado, para ler e explorar em ambiente familiar, com informações explícitas sobre os hábitos de criaturas portuguesas, segundo os testemunhos de tradição oral e das obras de Leite de Vasconcelos, Consiglieri Pedroso, Alexandre Herculano, Júlio Dinis, Teófilo Braga, entre outros, que permite um maior conhecimento da cultura portuguesa.

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A Doença, o Sofrimento e a Morte entram num Bar, de Ricardo Araújo Pereira, Tinta da China

«O que faz de Ricardo Araújo Pereira o maior humorista português? Já não é preciso esperar mais para saber (e aprender) o que RAP tem a dizer sobre escrita de humor. Podíamos fazer uma piada sobre a importância deste livro, mas o melhor é mesmo lê-lo. “Aquilo a que chamamos humor, ou sentido de humor, é, na verdade, um modo especial de olhar para as coisas e de pensar sobre elas. É raro, não por se tratar de um dom oferecido apenas a alguns eleitos, mas porque aquele modo de olhar e de raciocinar é muito diferente (às vezes, o oposto) do convencional. Este livro procura identificar e discutir algumas características dessa maneira de ver e pensar.”»

Ler, porque sim! O Natal é a união da família e dos amigos mais próximos. E é nesse ambiente saudável e harmonioso que todos juntos podem ler e partilhar alguns excertos deste livro que, certamente, provocará momentos de enormes gargalhadas e ajudará a melhorar o estado anímico e psicológico, por vezes, habitado pela nostalgia de algumas ausências.

Canções e Histórias de Natal

por Alexandra Martins

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Edição em português – Edições Convite à Música

O Natal é uma época propícia à música, aos contos, às atividades em família. E que melhor programa do que pegar neste livro da Edições Convite à Música e passar um bom bocado com os miúdos? Ele tem histórias divertidas e engraçadas, ilustrações lindíssimas e 12 canções originais e perfeitas para cantar em conjunto que vêm num CD áudio.

Lá por casa, ofereci-o ao meu filho no último Natal e já lhe demos muito uso! Mais ainda agora que mais um Natal se aproxima. Antes de ir para a caminha, lemos sempre uma ou duas histórias (o livro tem 12) e, durante o dia, ouvimos as músicas e cantamos e dançamos. É um dois em um perfeito para quem, como o meu filhote, adora histórias e adora canções. Vá, eu também adoro!

 

Novidades para crianças curiosas

Os livros de histórias são ótimos para estimular a imaginação e a capacidade da criança em se colocar no lugar das personagens, de viver as suas aventuras e compreender as suas experiências. Mas, para um verdadeiro enriquecimento da criança, os livros dedicados ao conhecimento também são importantes, pois promovem a cultura geral, ajudam a tomar consciência do mundo em que vivemos e a estimular a curiosidade pelo saber. Aqui ficam algumas recomendações, dedicados a diferentes temas, para bons momentos de leitura.

Para os pequenos exploradores:

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O Grande Livro do Mundo, Yoyo Studios

«Este livro ensina às crianças tudo sobre o mundo.Aprende alguns factos surpreendentes. Os testes muito divertidos e as imagens encantadoras, tornam este mega livro numa obra de referência que se guarda para sempre!»

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Atlas de Cidades, Georgia Cherry e Martin Haake, Edicare

«Parte numa aventura global com este livro ilustrado de 30 cidades de todo o mundo. Encontra pessoas famosas, edifícios emblemáticos, zonas culturais e destinos para crianças neste livro que é também um guia turístico. Lisboa, Istambul, Nova Iorque ou Tóquio são algumas das cidades apresentadas.»

Para os pequenos investigadores:

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Como São Feitas as Coisas, de Oldrich Ruzicka e Alexandra Hetmerová, Edições Gailivro

«Sabes como é fabricada uma colher? Antes de ser feita, é preciso obter minério de ferro para a produção de ferro. E antes de se poder fazer ferro, também é preciso extrair carvão e pedra calcária. O carvão tem de ser transformado em coque; o ferro produzido tem de ser refinado para se transformar em aço, e só depois pode ser modelado e moldado numa colher. Até a produção de um objeto aparentemente simples requer o trabalho de muitas pessoas de várias profissões e conhecimento em diversas áreas. O fabrico de pão, de T-shirts e de objetos de vidro simples, por exemplo, é igualmente complexo.

Cada um destes objetos aparentemente vulgares só pode ser produzido a partir de componentes individuais, e cada um destes componentes tem de ser extraído, obtido, fabricado ou produzido por outros meios. Embora este livro trate de objetos de uso diário, graças à descrição de como são produzidos, ficamos a saber muitas outras coisas.»

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Factos Incríveis, Susan Martineau, Booksmile

«Já ouviste falar do Monge Voador? Sabes como funciona a tua bicicleta? Qual é o animal mais gordo do mundo? De fantásticas máquinas voadoras e corajosos exploradores, a efeitos especiais no céu e gigantes fósseis no fundo do mar, este livro, recheado de ilustrações apelativas, ajuda-te a compreender o mundo à tua volta. Perfeito para pequenos pensadores que gostam de grandes ideias! Tudo o que precisas de saber para impressionares os teus pais e amigos.»

Para os pequenos historiadores:

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Pequena História do Mundo, Fernando Garcia Cortázar, Texto Editores

«Queres fazer uma viagem inesquecível pelo tempo e ficar a saber tudo sobre a História do Mundo sem teres de fazer mais nada senão ler este livro? Então junta-te ao Sérgio e vem conhecer as histórias que os seis sábios anunciados por Clio, a musa da História, têm para contar. Sem precisares de máquinas do tempo nem de engenhocas complicadas, vais partir numa viagem que começa na Antiguidade e só acaba nos nossos dias, ao mesmo tempo que dás a volta ao mundo e conheces os maiores protagonistas da História Mundial e os seus feitos. E nem sequer precisas de sair de casa! Basta usares a tua imaginação e deixares-te levar nesta grande aventura.»

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Grandes Civilizações: Roma, Eva Bargalló, Edicare

«A civilização romana foi uma das mais grandiosas e influentes de toda a humanidade. A cultura, a política ou a engenharia são abordadas aqui, numa mistura de texto, ilustração e realidade aumentada. Neste livro, além dos temas abordados sobre o império romano, a realidade aumentada permite, de forma simples, acessível e gratuita, ver a 3 dimensões as conquistas, os templos, os aquedutos ou a cidade de Pompeia, entre outros.»

As primeiras leituras do meu filho

O Sapo Saltitão, Booksmile

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O Sapo Saltitão não foi o primeiro livro que ofereci ao meu filho, mas foi o primeiro que ele apreciou verdadeiramente. Talvez porque a idade, aos doze meses, já lhe permitia prestar mais atenção ao encadeamento da história, talvez porque o facto de lhe ler o livro durante o banho nos proporcionasse a ambos momentos de muitas gargalhadas e diversão, talvez porque o livro é verdadeiramente bom, giro e adequado à faixa etária para que se dirige.

Assim, O Sapo Saltitão tornou-se companheiro diário na hora do banho. Com um material macio e à prova de água e com o tamanho perfeito para os bebés poderem agarrar, este livro conta uma história em frases muito curtinhas e com bom ritmo, uma por página, correspondentes aos desenhos de cada uma das suas seis páginas. Para além das frases, há palavras que indicam sons que podemos reproduzir e tornar a leitura mais dinâmica e divertida («poing, poing», «iupiii», etc.).

Em menos de nada, passou a ser o Tiago a pedir-me para ler a história, passando-me o livro para as mãos e apontando para o sapo da capa. E lá começava eu: «O sapo saltitão adora o seu lago…» E quando chegava ao fim, tal como o sapo que repetia tudo aquilo que mais gostava de fazer, também eu repetia incontáveis vezes a história, para gáudio do meu filho.

Um livro que parece uma brincadeira, que é prazer e diversão e que, ao mesmo tempo, permite desenvolver competências como a atenção, a memória (principalmente quando repetirmos a história e esperamos que o bebé já saiba que barulhos fazer nas alturas certas) e até alguns aspetos da motricidade fina ao permitir-lhes virar as páginas, apontar especificamente para a mosca ou o sapo ou o peixe. Acima de tudo, um livro que oferece momentos inesquecíveis em família.

Um livro que irei sempre recomendar quando me perguntarem que livros comprar para um bebé pequeno!

Sente os Contos, Yoyo Studios

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Um dos principais problemas ao comprar livros para bebés é encontrar livros que equilibrem harmoniosamente as imagens com uma história com princípio, meio e fim. É muito comum encontrar livros com grandes imagens, com texturas, com palavras soltas, mas que raramente têm uma linha orientadora da primeira à última página. E se esses livros são ótimos e engraçados em certos contextos, às vezes esta mãe queria um bocadinho mais.

Foi então que descobri a coleção Sente os Contos, da Yoyo Studios. Os contos tradicionais da Branca de Neve, do Gato das Botas, da Cinderela, adaptados para os mais pequeninos, com frases muito curtas e imagens muito bonitas e apelativas e, claro, texturas diferentes em cada página. A simplicidade da história, aliada aos relevos e aos tecidos diferentes das páginas, cativam a atenção dos bebés e permitem aos pais ter um fio condutor do início ao fim do livro. O principal problema é explicar aos filhotes que a história acabou, pois eles vão querer lê-la outra e outra vez.

Cá em casa, começámos com a Branca de Neve que é, neste momento, o livro preferido do Tiago, que o quer ler todas as noites, sem exceção. E que já sabe identificar quem é a Branca de Neve, o príncipe, onde está o espelho, a maçã ou o «cobertor fofinho» (que é um cobertor de pelinho que tapa a Branca de Neve quando ela está adormecida). É o favorito do momento, do filho e da mãe, que está ansiosa por ir comprar o resto da coleção!

Como pôr as crianças a ler durante as férias?

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Esta é a pergunta que muitos pais fazem nesta altura. Com a chegada das férias, as crianças tendem a colocar os livros de lado e a procurar outras formas de entretenimento.

É verão, o tempo está bom, o que se quer é sair, apanhar sol, brincar na areia, chapinhar na água, isso tudo faz muito bem para o desenvolvimento da criança, mas deixar a leitura completamente de lado durante três meses pode não ser lá muito bom. Principalmente quando, em setembro, a criança regressar às aulas, pois ficar demasiado tempo sem praticar, pode levar a um recuo na aprendizagem, especialmente em crianças que ainda estão no 1.º ciclo, e, portanto, não dominam bem a leitura. Além disso, ler também entretém. E pode ser a escolha certa nas pausas, nas horas de maior calor.

Como motivar as crianças para a leitura durante os meses das férias?

As bibliotecas municipais organizam nesta época diversas atividades e oficinas que envolvem os livros e a leitura, pelo que pode ser uma boa opção para estimular na criança o gosto pelas letras. Procure na biblioteca da sua zona e encontrará certamente iniciativas variadas.

Há muitos livros de atividades que não só ensinam uma coisa ou outra mas também entretêm, envolvendo a criança em algo construtivo nos momentos de lazer.

Livros mais práticos, sobre invenções, viagens ou história e ciência também podem ser uma boa opção.

Para crianças mais crescidas, que já dominem bem a leitura, histórias de aventuras ajudarão a transportá-las para outros mundos e a envolvê-las, estimulando-lhes a imaginação, o que é igualmente um bom exercício mental.

Uma criança que lê é uma criança que pensa, que tem mais facilidade em encontrar soluções criativas e em resolver problemas. As férias são importantes para descansar e para recarregar energias, depois de um ano escolar intenso, mas isso não significa que tenham de se afastar completamente de tudo aquilo que envolva aprendizagem, pois esse é,  e deve ser, um processo contínuo.

E ler também é muito divertido!

Aqui ficam algumas das nossas recomendações de livros de atividades:

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E para outras leituras:

Livros para as Férias Grandes… por Cristina Dionísio

Livros para as Férias Grandes… por Sofia Pereira

Livros para as Férias Grandes… por Alexandra Martins

Livros para as Férias Grandes… por Ana Ramalhete

 

Livros para as Férias Grandes… por Cristina Dionísio

Além do protector solar e do chapéu, da toalha e da roupa de praia, mais os baldes e pás para brincar na areia e as braçadeiras, os livros são sempre presença obrigatória nas malas de férias. Seguem-se algumas sugestões que filhos e pais podem trocar entre si.

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A Praia de Noite, Elena Ferrante (Relógio d’Água)

«Entusiasmada com o seu gato branco e preto, Mati parece esquecer-se da sua boneca na praia.
É assim que Celina vai passar uma interminável noite sob as ameaças do Banheiro Cruel do Sol-Posto e do seu amigo Grande Ancinho.
À luz das chamas de um incêndio, a noite transforma-se numa aventura fantástica e terrível que só termina ao nascer do Sol.
A história é acompanhada pelas magníficas ilustrações a cores de Mara Cerri.»

Ideal para: iniciar os leitores mais pequenos na Ferrantemania que conquistou a crítica e o público em todo o mundo.

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Alice do Outro Lado do Espelho, Lewis Carroll (Edições Nelson de Matos)

«Alice do Outro Lado do Espelho continua as aventuras de Alice no País das Maravilhas e, como este, é um deslumbrante conto de fadas onde tudo se torna possível graças ao poder da imaginação, do absurdo, do nonsense, da aventura sem limites… A história percorre um país em forma de tabuleiro de xadrez onde é possível cruzarmo-nos com as mais mirabolantes personagens. Lewis Carroll junta ao texto versos que parodiam autores clássicos e que contagiam a sua escrita com estranheza e uma prodigiosa imaginação.»

Ideal para: ler (ou reler) antes de ir ao cinema ver o filme e porque Alice é uma presença obrigatória no imaginário infantil.

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Vamos Comprar um Poeta, Afonso Cruz (Caminho)

«Numa sociedade imaginada, o materialismo controla todos os aspetos das vidas dos seus habitantes. Todas as pessoas têm números em vez de nomes, todos os alimentos são medidos com total exatidão e até os afetos são contabilizados ao grama. E, nesta sociedade, as famílias têm artistas em vez de animais de estimação. A protagonista desta história escolheu ter um poeta e um poeta não sai caro nem suja muito — como acontece com os pintores ou os escultores — mas pode transformar muita coisa. A vida desta menina nunca mais será igual…
Uma história sobre a importância da Poesia, da Criatividade e da Cultura nas nossas vidas, celebrando a beleza das ideias e das ações desinteressadas.»

Ideal para: qualquer leitor que aprecie uma história bem contada e que faça pensar, independentemente da idade.

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As Crianças de Cristal, Kristina Ohlsson (Bertrand)

«Algo de estranho se esconde na nova casa de Billie… Billie tem um mau pressentimento em relação à nova casa, para onde se mudou com a mãe, logo que põe nela o pé pela primeira vez. É uma casa velha e delapidada, com a tinta das paredes a descascar, à noite ouvem-se ruídos estranhos e existem duas misteriosas figuras de cristal, um rapaz e uma rapariga. A mãe acha que ela está a inventar tudo, mas Billie tem a certeza de que a cidade está a esconder alguma coisa sobre a casa e o seu passado. Estará assombrada? E quem são as misteriosas crianças de cristal? Com a ajuda de Aladdin, o seu novo amigo, e de Simona, a velha amiga, Billie decide descobrir os mistérios que envolvem a casa…»

Ideal para: jovens aventureiros e corajosos que gostam de uns bons arrepios. Ah, e que não tenham medo de dormir com a luz apagada…

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Gregor — A Segunda Profecia, Suzanne Collins (Presença)

«Meses depois de ter caído pela conduta de ar, descobrindo os estranhos habitantes da Subterra, a vida de Gregor parece entrar na normalidade. Jurou nunca mais voltar àquele mundo aterrador vários quilómetros debaixo de Nova Iorque. No entanto, apesar de ser um rapaz com pouco mais de 11 anos, Gregor está destinado a grandes feitos. Uma nova profecia coloca-o no centro dos acontecimentos. Mais uma vez, os subterrestres precisam da sua ajuda. Cedo se apercebem de que só conseguirão arrastá-lo de volta à Subterra raptando Boots, a sua irmã mais nova. Gregor vê-se forçado a reencontrar Ares, o seu morcego, e Luxa, a princesa cheia de rebeldia. E assim partem juntos em busca de Bane, um gigantesco rato branco destinado a trazer o caos à Subterra.»

Ideal para: leitores jovens — e também adultos de qualquer idade, para que conste — que privilegiam a aventura com um misto de fantástico.