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As escolhas de Natal de… Alexandra Martins

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Mais um ano, mais um Natal, e por isso cá estamos nós para ajudar os nossos leitores a escolherem os melhores presentes que se podem oferecer – livros!

Durante esta semana serão publicadas as escolhas de livros de cada uma das nossas redatoras para oferecer neste Natal.  Hoje começamos com leituras para os adolescentes e jovens adultos.

Esperamos que esta seleção ajude a descobrir a melhor prenda para enriquecer o seu filho, sobrinho, neto, afilhado, amigo.

Boas leituras!

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A Alvorada dos Deuses de Filipe Faria

«No inverno de 1477, Berardo de Varatojo, padre franciscano estigmatizado, viaja para a distante Thule (Islândia) em busca de respostas para a sua crise de fé. Contudo, acaba raptado por desconhecidos antes de as conseguir encontrar, e os seus captores afirmam ser deuses, os sete destinados a sobreviver a um Crepúsculo dos Deuses de que nunca ouvira falar. Aqueles que Berardo toma por feiticeiros pagãos confessam-se numa encruzilhada, culpando o Deus cristão pelo seu dilema, e, segundo eles, o franciscano é precisamente a chave para a sua salvação, embora ele não consiga sequer conceber como.»

Filipe Faria, depois de nos encantar com mundos inventados, traz-nos agora uma história diferente, que mistura fantasia neste mundo que é o nosso, aliada a uma escrita poderosa que nos leva por uma história misteriosa e cheia de enigmas, segundas intenções, momentos intensos para o nosso protagonista. Um livro intenso, que nos vai deixar agarrados às páginas até à última e que nos vai fazer desejar por mais.

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Gregor – A Primeira Profecia de Suzanne Collins

«Enquanto escorrega pela conduta de ar atrás da irmã, Gregor suspira por mais uma peripécia na sua vida. Mas nada o preparou para a aventura que se segue. Debaixo da cidade esconde-se a Subterra, um mundo sombrio onde os humanos convivem com aranhas, morcegos, baratas e ratos gigantescos. A Subterra prepara-se para a guerra e uma profecia previu que ele mesmo, Gregor, desempenhará um papel importante. Gregor quer fugir, mas percebe que ali talvez possa desvendar o desaparecimento do pai.»

O primeiro livro de Suzanne Collins, autora d’Os Jogos da Fome, e direcionado para um público mais infantil mas que ainda assim faz a delícia de adultos e jovens adultos. Há quem diga até que este livro é melhor que Os Jogos da Fome. Da minha parte, digo apenas que a mestria da escrita e a profundidade oferecida às personagens, permitindo-lhes crescer ao longo das páginas e nos nossos corações, estão lá. Um livro para ser devorado até à última frase e para ficarmos ansiosamente à espera do segundo volume da saga.

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Apenas Um Dia de Gayle Forman

«A vida de Allyson Healey que sempre foi planeada e organizada, muda no momento que conhece Willem, um ator de espírito livre, que a convida a ir com ele a Paris e a adiar todos os seus planos. Allyson não consegue resistir e decide acompanhá-lo, uma decisão inesperada que a leva a vinte e quatro horas de romance, liberdade e intimidade que irão mudar a sua vida. Apenas Um Dia é um romance que nos fala de amor, mágoa, viagens, identidade e das contingências provocadas pelo destino, mostrando que, por vezes, para nos encontrarmos a nós próprios, temos de nos perder primeiro…»

E se um dia conhecêssemos uma pessoa que nos faz questionar toda a nossa vida? Que pega em nós e corta todas as amarras e nos leva a fazer coisas que nunca pensámos vir a fazer? Que nos liberta? E que nos faz descobrir-nos a nós próprios? É isso que trata este livro que, mais do que um romance, é um livro de auto-descoberta, de crescimento e de amadurecimento da adolescência para a vida adulta. Com muito amor e aventura à mistura.

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Quando as Estrelas Caem de Amie KaufmanMeagan Spooner

«É uma noite igual às outras a bordo da Ícaro, os passageiros divertem-se. Tarver convida Lilac para ver as estrelas. Então, a catástrofe abate-se sobre a enorme nave de luxo: de súbito é puxada para fora do hiperespaço e despenha-se no planeta mais próximo. Lilac Laroux e Tarver Merendsen sobrevivem.
E estão sozinhos.Um romance intenso. Uma história de amor. O Titanic distópico.»

Esta é uma distopia diferente, que se inspira no Titanic, mas que é tão mais do que isso. Transportando-nos para um futuro de planetas distantes e naves espaciais, encontramos Lilac e Tarver sozinhos num planeta que lhes é desconhecido, depois de a nave luxuosa onde viajavam se ter despenhado. Segue-se a luta pela sobrevivência, enquanto sentimentos mais fortes crescem entre estas duas personagens, desenrolando-se um romance sólido, bonito e profundo. Um livro que é mais do que à partida parece e que no releva algumas surpresas antes de chegarmos à última página.

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Harry Potter e a Pedra Filosofal – Edição Ilustrada de J. K. Rowling

«O primeiro volume do clássico escrito por J.K. Rowling, é publicado numa edição de capa dura, com 100 incríveis ilustrações, da autoria do inglês Jim Kay, vencedor da Kate Greenway Medal.
A vida de Harry Potter muda para sempre no dia do seu décimo primeiro aniversário, quando o gigante Rubeus Hagrid lhe entrega uma carta e lhe dá algumas notícias surpreendentes. Harry Potter não é um rapaz vulgar: é um feiticeiro. E uma aventura extraordinária está prestes a começar.»

«As ilustrações criadas por Jim Kay tocam-me profundamente. Adoro a sua interpretação do mundo de Harry Potter. Sinto-me grata e honrada por ele lhe ter emprestado o seu talento.» – J.K. Rowling

Já todos lemos Harry Potter. Já todos vimos os filmes. Já todos sonhámos embevecidos com as edições de colecionador. Mas este Natal vai mais longe e a melhor prenda de Natal para os fãs de Harry Potter será mesmo a edição ilustrada de Harry Potter e a Pedra Filosofal, com 100 ilustrações lindíssimas ao longo do livro. Palavras para quê? É quase obrigatório ter um exemplar destes.

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Anunciados os vencedores do Newbery e do Caldecott 2015

Foram anunciados ontem os vencedores dos prémios da Associação Americana de Bibliotecas (ALA), em que são distinguidas obras de literatura infantil, juvenil e para adolescentes.

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A medalha John Newbery foi atribuída a The Crossover, de Kwame Alexander, um romance juvenil escrito em verso sobre dois irmãos gémeos, estrelas do basquetebol. Descrito como «ousado», «belo», «poderoso», The Crossover é contado do ponto de vista de um dos irmãos e tece a história de uma família «à beira de uma crise».

Outras duas obras receberam a medalha Newbery de honra: El Deafo, de Cece Bell, e
Brown Girl Dreaming, de Jacqueline Woodson, vencedora do National Book Award 2014.

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A medalha Randolph Caldecott, que distingue livros infantis ilustrados, foi para Dan Santat, pela obra The Adventures of Beekle: The Unimaginary Friend, sobre um amigo imaginário que nasce e vive numa ilha, à espera de ser escolhido por uma criança, mas depois de muito esperar, e sem que ninguém o adote, ele resolve embarcar numa viagem para a cidade, onde encontra finalmente uma criança especial que lhe dá um nome igualmente especial: Beekle.

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O prémio Michael L. Printz para excelência em literatura escrita para adolescentes foi entregue a Jandy Nelson, por I’ll Give You the Sun, que segue a história de dois irmãos gémeos, Noah e Jude, em tempos diferentes, antes e depois de um acontecimento trágico que muda para sempre as suas vidas.

A lista completa dos prémios pode ser consultada aqui.

Editora TOPSELLER publica «Girl Online» em 2015

Zoella, nome artístico, é um fenómeno do You Tube, com um canal seguido por milhões de adolescentes que procuram dicas sobre moda ou sobre outros assuntos mais ou menos sérios. Recentemente a vlogger (palavra que resulta da junção de vídeo com bloguer), cujo nome verdadeiro é Zoe Sugg, lançou um livro destinado aos adolescentes, intitulado Girl Online. 

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O livro tem chamado a atenção por diversos motivos. Em primeiro lugar por ter vendido cerca de oitenta mil exemplares na primeira semana, um feito inédito para um novo autor. Em segundo lugar, porque não foi escrito por Zoe Sugg, mas por um escritor fantasma. A polémica em torno deste último facto deixou muitos leitores desapontados e provocou uma onda de contestação. Tanto Zoe como a editora, a Penguin Random House, já admitiram que o livro foi redigido por uma escritora fantasma chamada Siobhan Curran, mas salvaguardaram que as ideias e as personagens são da autoria de Zoe. Ainda assim, não conseguiram evitar as críticas por a jovem não ter sido mais transparente quanto ao tipo de ajuda que estava a receber na criação da sua primeira obra, escrita em apenas seis semanas. Mas há quem defenda a jovem vlogger e apele ao bom-senso.

Entretanto, a editora TOPSELLER anunciou na sua página de facebook a publicação da tradução portuguesa para março de 2015, com a promessa de tentar trazer Zoe a Portugal para o lançamento.

A ilha de todas as mentiras

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por Catarina Araújo

Cadence Sinclair pertence a uma família privilegiada que se esforça por exibir classe e defender os altos valores tradicionais. São todos lindos, loiros e atléticos. «Ninguém é criminoso», «Ninguém é viciado», «Ninguém é um fracasso», são as frases repetidas pela narradora, Cady, e com que os Sinclair se descrevem orgulhosamente, ostentando ainda lemas como «Nunca aceites um não como resposta» ou «Faz aquilo de que tens medo», como se fossem slogans essenciais para se atingir o estatuto de nobreza americana.

Todos os verões, a família Sinclair instala-se em Beechwood, a ilha privada do patriarca, perto de Martha’s Vineyard. Nessa ilha existe a casa principal, uma casa para os empregados, várias docas, praias e campos de ténis, e casas para as três filhas, Carrie, Penny e Bess. Cady é filha de Penny, e como primeira neta, suposta herdeira da ilha e da fortuna.

As três irmãs lutam entre elas pela atenção e pela fortuna do pai Harris, que está cada vez mais demente, após a morte da esposa, Tipper. Atormentadas pelos seus fracassos pessoais, entregam-se à bebida e à autocomiseração. As crianças mais pequenas apercebem-se do que se passa, mas vivem a sua inocência, enquanto as mais velhas sentem vontade de se rebelar, de se libertar dos lemas opressivos da família Sinclair.

É pois em Beechwood que se concentra a história efabulada dos «Mentirosos», um grupo composto pelos primos adolescentes Cady, Johnny, Mirren e por Gat Patil. Este último é sobrinho do namorado da tia Carrie. É um rapaz indiano, descrito como alguém de fora (e nunca muito bem aceite pelo patriarca), mas por quem Cady está apaixonada.

Os primos observam as discussões familiares cada vez mais duras e carregadas de rancores antigos e temem que os Sinclair caminhem para a autodestruição, como nos contos de fadas, com que Cady intercala a sua história. Os «Mentirosos» congeminam então um plano para reunir toda a gente em torno de algo em comum, na esperança de uma redenção coletiva.

Entretanto Cady sofre um acidente que lhe provoca uma lesão no cérebro, deixando-a com enxaquecas crónicas e incapacitantes. Uma outra consequência do traumatismo é amnésia. Cady não se lembra de nada do que aconteceu nesse verão, quando tinha quinze anos.

Passados dois anos, Cady regressa para passar o verão em Beechwood e descobre que algo na ilha mudou. Porém, a mãe e as tias estão cada vez piores. Ninguém na família lhe explica o que aconteceu e parecem viver todos em estado de negação, movido pelo tal esforço dos Sinclair em manter as aparências. Algo que acaba por corroê-los por dentro, tanto os adultos, como as crianças. Aos poucos, Cady vai montando o puzzle de certos acontecimentos que marcaram esse verão.

Ao longo da leitura vamos dando conta que nada daquilo que parece é e mais ou menos a meio começamos a descortinar que algo trágico aconteceu. A autora consegue extrair da personagem principal as sensações e os sentimentos de confusão, de medo, de dor, que afloram à medida que ela se vai confrontando com uma realidade que não é de modo nenhum confiável. Não se compreende muito bem porque é que aquele grupo de adolescentes é chamado de «Mentirosos», não nos é dado um contexto, porém a nuvem que envolve a família é tão densa que dá para entender a política de omissão, de secretismo que reina entre os Sinclair.

O estilo de escrita de E. Lockhart, metafórico e recortado, não agradará a todos. Em certos momentos somos confrontados com uma cena inesperada, que só com releitura se conclui ser uma metáfora. Por vezes é difícil distinguir o metafórico do literal.  Este estilo é magistralmente conseguido por Jandy Nelson (The Sky Is Everywhere; I’ll Give You The Sun) e em parte também por Tahereh Mafi (Shatter Me). A execução nesta obra, todavia, é infeliz e perturba a fluidez da leitura, sem lhe conferir a poética desejada.

Em relação ao enredo, que daria «pano» para personagens memoráveis, acaba por ser dececionante nesse aspeto. A única personagem que é desenvolvida e que apresenta conteúdo, para além de Cady, é Gat, com quem ela vive um breve romance. Os primos Johnny e Mirren são-nos descritos com palavras soltas. As tias, ou estão a discutir a divisão das casas e dos bens, ou estão a beber, ou vagueiam fantasmagoricamente pela ilha. A mãe de Cady limita-se a dizer-lhe o quanto a ama e que ela tem de descobrir o que se passou por si. Manter estas personagens à distância poderá ser intencional, mas mais uma vez a execução não é feliz, porque não se chega a criar empatia pela família, nem pelo desfiar da sua história.

A história como um todo é efetivamente cativante e a autora sabe conduzir o leitor com perícia pelas memórias fragmentadas de uma narradora cuja perceção da realidade se encontra deturpada, devido à doença que a afeta, à sua idade, e ao facto de ser, afinal de contas, uma Sinclair. A sensação com que se fica no final é intensa e perdurará por algum tempo, mesmo depois de fechado o livro.

Título: Quando Éramos Mentirosos
Autor: E. Lockhart
Tradução: Elsa T. S. Vieira
Editor: Edições ASA

«Espera por mim» – a vida três anos depois de «Se eu ficar»

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por Alexandra Martins

No final do livro Se eu ficar, de Gayle Forman, Mia Hall escolheu ficar – escolheu acordar do coma profundo em que se encontrava, resultante do acidente de carro no qual morreram os seus pais e o seu irmãozinho, e enfrentar a terrível recuperação física e psicológica, ao lado dos avós, dos amigos e do seu namorado, Adam. É esta a ideia que nos fica quando chegamos à última página, quando fechamos o livro. Mia abriu os olhos, escolheu viver, vai recuperar e ser feliz. Como? Isso ficaria à nossa imaginação, caso não houvesse um segundo volume onde procurar as respostas que nos faltaram.

Espera por mim retoma a história três anos depois do fatídico acidente que vitimou a família Hall. Mas dá-se aqui o primeiro twist: a história é contada do ponto de vista de Adam. E não é uma história feliz. Com um fundo depressivo e escuro, este livro é muito mais adulto e maduro do que o primeiro – deixámos para trás a vozinha adolescente de Mia e encontramos agora um amargurado, torturado e instável Adam que, ao longo das páginas, nos vai dando conta da sua vida atual como estrela do rock e do que aconteceu até ele chegar aqui. Os capítulos alternam-se entre o aqui e agora e analepses que nos remetem para o período de recuperação de Mia, o momento em que ela é aceite em Julliard e parte para Nova Iorque, o lento afastamento entre o casal e a rutura abrupta por parte de Mia, que deixa de responder às mensagens, telefonemas e e-mails de Adam. Entramos então numa espiral descendente na vida de Adam, que transforma os seus sentimentos de revolta num conjunto de canções de sucesso e lança a sua banda para o estrelato. Volvidos três anos, eles são uma das bandas mais conhecidas de sempre, mas estão à beira do precipício – não se falam, não se entendem, Adam vive à base de calmantes e tem ataques de fúria contra os jornalistas. Tudo porque, segundo lhe costuma dizer a sua atual namorada, ainda não conseguiu esquecer e largar o passado.

Depois do primeiro livro nos mostrar um Adam calmo, confiante e muito maduro para os seus dezoito anos, encontrá-lo assim quebrado e frágil é uma lufada de ar fresco no panorama literário. Descobrir que os seus sonhos se realizaram mas não o satisfazem, que a tragédia o lançou em caminhos sombrios e o transformou numa figura muito diferente daquilo que ele era, traz-nos uma ponta de crueza e de veracidade à história. Afinal, lidamos aqui com a perda, quer através da morte, quer através do abandono, de pessoas que eram tão chegadas como família; lidamos com as amizades que se enfraquecem em face das reviravoltas da vida; lidamos com a solidão de quem se vê rodeado de gente mas sem um único ombro de apoio.

É então que Mia entra em cena. Por uma coincidência do destino (ou não), o seu caminho cruza-se com o de Adam em Nova Iorque, por apenas uma noite, o que lhes dá a oportunidade de encontrarem uma conclusão para a sua história. Por entre conversas de circunstância e muitas hesitações, os pedaços das suas vidas vão sendo encaixados e permitem-nos desvendar o puzzle que foram os últimos três anos. Adam e Mia alcançaram o sucesso precoce em universos distintos – ela é agora uma violoncelista famosa – mas será que os seus mundos se afastaram tanto que já não se tocam de forma alguma? Ou será que o afastamento forçado que viveram durante três anos não chegou para apagar os sentimentos que os uniam e que, de certa forma, nunca morreram?

É já no final do livro que nos chegam as respostas a estas perguntas, em dois momentos muito tocantes e de uma beleza muito pura – a perda, a aceitação, o reencontro. E depois, uma conclusão que merecia mais páginas, mais tempo para respirar e para viver na mente dos leitores, mas que, ainda assim, não estraga a restante experiência de leitura, uma leitura mais pesada do que a do primeiro livro, mas também mais profunda, mais crua e mais real. Mais poderosa!

Título: Espera por mim (Se Eu Ficar #2)
Autor: Gayle Forman
Tradução: Maria Georgina Segurado
Editor: Editorial Presença

Trilogia Maze Runner chega ao final com «A Cura Mortal»

por Alexandra Martins

É hoje que a Editorial Presença lança A Cura Mortal, de James Dashner, o último volume da trilogia Maze Runner, a história que começou no Labirinto, percorreu a Terra Queimada e encontra agora o seu final.

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O sucesso desta série levou já à adaptação do primeiro livro para o cinema. Há algum tempo falei aqui sobre o filme. Depois de terem atravessado o Labirinto, Thomas, a personagem principal, e os amigos foram confrontados com as Provas de Fogo, às quais apenas alguns sobreviveram. Mas ainda não estão a salvo. A CRUEL, a organização que controlava o Labirinto e as Provas, ainda tem algo escondido na manga. Será que Thomas vai conseguir ultrapassar todos os obstáculos e sobreviver? Finalmente, vamos poder descobri-lo em A Cura Mortal.

Tudo sobre o livro aqui.

Tendências de leituras dos mais jovens para 2015

(c) A Culpa É das Estrelas, 20TH CENTURY FOX
(c) A Culpa É das Estrelas, 20th Century Fox

É aquilo que muitos editores estão a tentar prever, depois de 2014 ter sido o ano do realismo contemporâneo, sucedendo a cenários futuristas, pós-apocalípticos, enredos com personagens de dentes afiados, e histórias plenas de fantasia. Não parece haver um consenso ainda, já que os adolescentes neste momento estão a ler um pouco de tudo, o que é bom. Algumas perspetivas aqui.

Via Blogtailors.

Sophie Kinsella e Cecelia Ahern aventuram-se no YA

As autoras de romances femininos Sophie Kinsella e Cecilia Ahern apostam na escrita para adolescentes com novas histórias dedicadas a esta faixa etária.

Sophie Kinsella
Sophie Kinsella

Sophie Kinsella, autora best-seller de Louca por Compras, lançará Finding Audrey, sobre uma jovem de catorze anos que recupera de um distúrbio de ansiedade. A história deverá misturar comédia familiar, com romance e auto-descoberta. A publicação em inglês está prevista para o verão de 2015.

Cecelia Ahern
Cecelia Ahern

O romance para jovens adultos de Cecelia Ahern, conhecida por PS, I Love You, intitula-se Flawed, e conta já com uma sequela, Perfect, com publicação prevista para 2016 e 2017, respetivamente. O enredo tem como cenário uma sociedade futurista em que a perfeição é valorizada e aqueles que apresentam defeitos e que cometem atos de desobediência ou de rebelião são marcados na pele com a letra F.

Para saber mais sobre as estreias destas autoras no mundo do YA, ir aqui e aqui.

Top 10 do ano de livros para adolescentes

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A YALSA (Young Adult Library Services Association), uma associação americana de bibliotecas, anunciou os resultados de uma votação que decorreu de agosto até à semana passada, em que os leitores entre os doze e os dezoito anos tiveram oportunidade de escolher os seus livros favoritos do ano. Da fantasia, à ficção-científica e ao realismo contemporâneo, segue-se a lista dos dez mais votados com as respetivas sinopses (em inglês). Mais informações aqui.

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Eleanor & Park, de Rainbow Rowell

«Two misfits.
One extraordinary love.

Eleanor… Red hair, wrong clothes. Standing behind him until he turns his head. Lying beside him until he wakes up. Making everyone else seem drabber and flatter and never good enough…Eleanor.

Park… He knows she’ll love a song before he plays it for her. He laughs at her jokes before she ever gets to the punch line. There’s a place on his chest, just below his throat, that makes her want to keep promises…Park.

Set over the course of one school year, this is the story of two star-crossed sixteen-year-olds—smart enough to know that first love almost never lasts, but brave and desperate enough to try.»

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Splintered,  de A.G. Howard

«This stunning debut captures the grotesque madness of a mystical under-land, as well as a girl’s pangs of first love and independence. Alyssa Gardner hears the whispers of bugs and flowers—precisely the affliction that landed her mother in a mental hospital years before. This family curse stretches back to her ancestor Alice Liddell, the real-life inspiration for Lewis Carroll’s Alice’s Adventures in Wonderland. Alyssa might be crazy, but she manages to keep it together. For now.»

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The Rithmatist, de Brandon Sanderson

«More than anything, Joel wants to be a Rithmatist. Rithmatists have the power to infuse life into two-dimensional figures known as Chalklings. Rithmatists are humanity’s only defense against the Wild Chalklings. Having nearly overrun the territory of Nebrask, the Wild Chalklings now threaten all of the American Isles.

As the son of a lowly chalkmaker at Armedius Academy, Joel can only watch as Rithmatist students learn the magical art that he would do anything to practice. Then students start disappearing—kidnapped from their rooms at night, leaving trails of blood. Assigned to help the professor who is investigating the crimes, Joel and his friend Melody find themselves on the trail of an unexpected discovery—one that will change Rithmatics—and their world—forever.

A New York Times Book Review Notable Children’s Book of 2013.»

845. 5ª Vaga
The 5th Wave, de Rick Yancey (A 5ª Vaga, Editorial Presença)

«A 5ª Vaga, o volume que dá início à trilogia com o mesmo nome, é uma obra-prima da ficção científica moderna. É um épico extremamente original, que nos apresenta um cenário de invasão extraterrestre do planeta Terra como nunca antes foi escrito ou sequer imaginado. Nesta narrativa assombrosa, uma nave extraterrestre fixa-se na órbita da terra, à vista de todos mas sem estabelecer qualquer interação. Até que, subitamente, uma gigantesca onda eletromagnética desativa todos os sistemas da Terra, e todas as luzes, comunicações e máquinas deixam de funcionar. A esta primeira vaga seguem-se outras, num crescendo de violência que devasta grande parte da humanidade. Será este o fim da existência humana sobre a Terra? Haverá ainda alguma salvação possível? Um thriller de alta voltagem, com todos os ingredientes para se tornar um grande clássico da literatura fantástica universal.»

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Monument 14: Sky on Fire, de Emmy Laybourne

«Trapped in a superstore by a series of escalating disasters, including a monster hailstorm and terrifying chemical weapons spill, brothers Dean and Alex learned how to survive and worked together with twelve other kids to build a refuge from the chaos. But then strangers appeared, destroying their fragile peace, and bringing both fresh disaster and a glimmer of hope.

Knowing that the chemical weapons saturating the air outside will turn him into a bloodthirsty rage monster, Dean decides to stay in the safety of the store with Astrid and some of the younger kids. But their sanctuary has already been breached once…

Meanwhile, Alex, determined to find their parents, heads out into the darkness and devastation with Niko and some others in a recently repaired school bus. If they can get to Denver International Airport, they might be evacuated to safety. But the outside world is even worse than they expected…»

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Earth Girl, de Janet Edwards

«2788. Only the handicapped live on Earth. While everyone else portals between worlds, 18-year-old Jarra is among the one in a thousand people born with an immune system that cannot survive on other planets. Sent to Earth at birth to save her life, she has been abandoned by her parents. She can’t travel to other worlds, but she can watch their vids, and she knows all the jokes they make. She’s an ‘ape’, a ‘throwback’, but this is one ape girl who won’t give in.

Jarra invents a fake background for herself – as a normal child of Military parents – and joins a class of norms that is on Earth to excavate the ruins of the old cities. When an ancient skyscraper collapses, burying another research team, Jarra’s role in their rescue puts her in the spotlight. No hiding at back of class now. To make life more complicated, she finds herself falling in love with one of her classmates – a norm from another planet. Somehow, she has to keep the deception going.

A freak solar storm strikes the atmosphere, and the class is ordered to portal off-world for safety – no problem for a real child of military parents, but fatal for Jarra. The storm is so bad that the crews of the orbiting solar arrays have to escape to planet below: the first landing from space in 600 years. And one is on collision course with their shelter.»

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The Testing, de Joelle Charbonneau

«Keep your friends close and your enemies closer. Isn’t that what they say? But how close is too close when they may be one in the same?

The Seven Stages War left much of the planet a charred wasteland. The future belongs to the next generation’s chosen few who must rebuild it. But to enter this elite group, candidates must first pass The Testing—their one chance at a college education and a rewarding career.

Cia Vale is honored to be chosen as a Testing candidate; eager to prove her worthiness as a University student and future leader of the United Commonwealth. But on the eve of her departure, her father’s advice hints at a darker side to her upcoming studies–trust no one.

But surely she can trust Tomas, her handsome childhood friend who offers an alliance? Tomas, who seems to care more about her with the passing of every grueling (and deadly) day of the Testing. To survive, Cia must choose: love without truth or life without trust.»

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Steelheart, de Brandon Sanderson

«Ten years ago, Calamity came. It was a burst in the sky that gave ordinary men and women extraordinary powers. The awed public started calling them Epics. But Epics are no friend of man. With incredible gifts came the desire to rule. And to rule man you must crush his wills.

Nobody fights the Epics…nobody but the Reckoners. A shadowy group of ordinary humans, they spend their lives studying Epics, finding their weaknesses, and then assassinating them.

And David wants in. He wants Steelheart – the Epic who is said to be invincible. The Epic who killed David’s father. For years, like the Reckoners, David’s been studying, and planning – and he has something they need. Not an object, but an experience.

He’s seen Steelheart bleed. And he wants revenge.»

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Siege and Storm, de Leigh Bardugo

Segundo volume da saga que a ASA começou a publicar em Portugal, e cujo primeiro volume se intitula Luz e Sombra.

«Hunted across the True Sea, haunted by the lives she took on the Fold, Alina must try to make a life with Mal in an unfamiliar land. She finds starting new is not easy while keeping her identity as the Sun Summoner a secret. She can’t outrun her past or her destiny for long.

The Darkling has emerged from the Shadow Fold with a terrifying new power and a dangerous plan that will test the very boundaries of the natural world. With the help of a notorious privateer, Alina returns to the country she abandoned, determined to fight the forces gathering against Ravka. But as her power grows, Alina slips deeper into the Darkling’s game of forbidden magic, and farther away from Mal. Somehow, she will have to choose between her country, her power, and the love she always thought would guide her–or risk losing everything to the oncoming storm.»

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The Eye of Minds, de James Dashner

«Michael is a gamer. And like most gamers, he almost spends more time on the VirtNet than in the actual world. The VirtNet offers total mind and body immersion, and it’s addictive. Thanks to technology, anyone with enough money can experience fantasy worlds, risk their life without the chance of death, or just hang around with Virt-friends. And the more hacking skills you have, the more fun. Why bother following the rules when most of them are dumb, anyway?

But some rules were made for a reason. Some technology is too dangerous to fool with. And recent reports claim that one gamer is going beyond what any gamer has done before: he’s holding players hostage inside the VirtNet. The effects are horrific—the hostages have all been declared brain-dead. Yet the gamer’s motives are a mystery.

The government knows that to catch a hacker, you need a hacker. And they’ve been watching Michael. They want him on their team. But the risk is enormous. If he accepts their challenge, Michael will need to go off the VirtNet grid. There are back alleys and corners in the system human eyes have never seen and predators he can’t even fathom —and there’s the possibility that the line between game and reality will be blurred forever.»

«A Cidade dos Ossos» adaptada a série de TV?

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A produtora Constantin, detentora dos direitos de adaptação da saga Caçadores de Sombras, de Cassandra Clare, está a considerar a hipótese de transformar os livros numa série de televisão. A intenção inicial era adaptá-los ao cinema, mas após o fracasso daquele que seria o primeiro filme do franchise – Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos, com Lily Collins e Jamie Campbell Bower nos papéis principais –, em 2013,  a ideia caiu por terra. A produtora acredita no entanto que faz mais sentido transformar os livros numa série televisiva por a história conter tantos pormenores que tiveram de ser cortados no filme.

A notícia é daqui.